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TRÊS TESTEMUNHAS PARA OS BATISTAS

Por Curtis Pugh


Índice

  1. PREFÁCIO DO AUTOR 4

  2. INTRODUÇÃO 4

  3. AGRADECIMENTOS 4

  4. PREFÁCIO 5

  5. CONSIDERAÇÕES INTRODUTÓRIAS 6

    1. A Situação Atual 6

    2. As Questões Declaradas 7

    3. História dos Batistas Versus História Religiosa 8

    4. Batistas Diferenciados 9

    5. O Nome Batista 10

    6. A Distinção Batista e o Dilema Protestante 11

    7. Duas Ilustrações Canadenses da Prática Bíblica 13

  6. O Primeiro Testemunho – O TESTEMUNHO DOS BATISTAS 16

    1. O Testemunho de João T. Christian, A.M, D.D, L.L.D., 16

    2. O Testemunho de T. G. Jones, D.D., 16

    3. O Testemunho de Joseph Belcher, D.D., 17

    4. O Testemunho de William Cathcart, D.D.,. 18

    5. O Testemunho de Charles H. Spurgeon 18

    6. O Testemunho de João Ashworth 19

    7. O Testemunho de J. M. Cramp, D.D., 20

    8. O Testemunho de Thomas Crosby 20

    9. O Testemunho de Joseph Hooke 21

    10. O Testemunho de João Gill, D.D., 21

    11. Exemplo 1: Abraham Booth 22

    12. Exemplo 2: João Spittlehouse e João More 23

  7. O Segundo Testemunho – O TESTEMUHO DOS NÃO BATISTAS 26

    1. O Testemunho de Heinrich Bullinger 26

    2. O Testemunho de Peter Allix, D.D., 27

    3. O Testemunho de Ulrich Zwingli 27

    4. O Testemunho de Cardinal Hosius 27

    5. O Testemunho de um Anfitrião Educado 28

    6. O Testemunho de Robert Barclay 28

    7. O Testemunho de João Lawrence Von Mosheim, D.D. 28

    8. O Testemunho de David Masson 29

    9. O Testemunho de Alexander Campbell 29

    10. O Testemunho de João Clark Ridpath 29

    11. O Testemunho de Sir Isaac Newton 30

    12. O Testemunho dos Drs. Ypeij e Dermout 30

    13. RESUMO DO TESTEMUNHO DOS NÃO BATISTAS 30

  8. O Terceiro Testemunho – O TESTEMUNHO DAS ESCRITURAS 32

    1. A Igreja de Cristo Revelada nas Escrituras 32

    2. Cristo Fundou a Sua Igreja 35

    3. Cristo Fundou uma Igreja Real 36

    4. Cristo Comissionou Sua Igreja 39

    5. Cristo Garantiu Perpetuidade à Sua Igreja 41

    6. Cristo Instituiu uma Ceia Perpétua em Sua Igreja 42

    7. Cristo Designou a Continuidade de Sua Igreja 43

    8. ELA É UMA NOIVA 43

    9. ELA É UMA CASA 43

    10. ELA É MANTIDA POR SEU SOBERANO FUNDADOR 44

    11. CONCLUSÃO 46

  9. GLOSSÁRIO 47

  10. APÊNDICE – I 50

    1. A PRIMEIRA CONFISSÃO DE FÉ DOS BATISTAS DE LONDRES – 1644 D.C, 50

  11. APÊNDICE – II 60

    1. Uma Justificativa da contínua Sucessão da Igreja Primitiva de Jesus Cristo 60

  12. APÊNDICE – III 74

    1. VOCÊ PODE IDENTIFICAR ESTA MULHER E SUAS FILHAS? 74

  13. APÊNDICE – IV 75

    1. A NECESSIDADE DE UMA IGREJA MÃE 75

  14. Notas sobre o uso do Termo “Igreja Mãe”



Declaração do Autor – Introdução – Agradecimentos – Prefácio

PREFÁCIO DO AUTOR

Nossa meta é acreditar e seguir a Palavra do Senhor, a Bíblia. Se quaisquer irmãos encontrarem erro em nossas visões aqui expressas, pedimos que nos mostre nosso erro PELA PALAVRA DE DEUS e garantimos que corrigirem os nossos erros se Deus nos der graça; Se as visões da igreja expressas neste livro estão corretas e, portanto, não puderem ser refutadas pela Bíblia, convidamos todos os verdadeiros irmãos a se juntarem a nós e àquela grande multidão de testemunhas “Anabatistas” separados para seguir a Cristo, servindo-o EM Suas igrejas e Escrituralmente batizados.

Publicado por

O Batista Histórico

PÁG. O. Box 741

Bloomfield, New Mexico 87413

(Curtis A. Pugh – Ministro da Igreja Batista Berea, Bloomfield, New Mexico)

As citações das Escrituras são da Bíblia Autorizada ou King James (no Brasil ACF 2011 da SBTB).

INTRODUÇÃO

Enquanto esta obra vai para a imprensa, líderes religiosos de igrejas evangélicas e a Igreja Católica Romana se reuniram em Colúmbia, Carolina do Sul e assinaram uma declaração para deixar de lado diferenças teológicas e cooperar nas questões sociais. A declaração brotou a partir da visita do Papa João Paulo II a Carolina do Sul, há sete anos. Este Papa solicitou aos líderes religiosos para “trabalharem pela unidade de todos os Cristãos”. Essa união não é baseada, porém, em ambos os grupos chegarem a uma crença unificada sobre o quê salva a alma. De fato, a declaração reconhece a diferença e “desencoraja tentativas dos membros de uma das comunidades a converterem os membros ativos da outra”. A imprensa relatou que membros da Primeira Igreja Batista do Oeste de Colúmbia “estavam felizes por ouvirem sobre o recente acordo, especialmente a parte que chamava para o término da tentativa de converter uns aos outros”.

A declaração é só um exemplo do pensamento ecumênico de nossos dias e o efeito que está provocando nas Igrejas Batistas. É tempo dos Batistas de todo o mundo falarem contra a unidade que nasce do comprometimento da verdade. A união verdadeira é baseada na verdade. Jesus disse: Deus é Espírito, e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade” (João 4:24 – ACF).

Esta obra de Curtis Pugh é uma voz que proclama que Cristo estabeleceu Sua igreja e que “os portões do inferno” não prevaleceram contra ela. Ele dá o testemunho na história e na Escritura para mostrar que a verdadeira igreja de Cristo existiu em cada era desde seu estabelecimento durante o ministério de nosso Senhor na terra. Que outros sejam encorajados, pela leitura desta obra, a se reunirem para a manutenção da verdade. É nossa oração que os Batistas sejam fortalecidos e que outros sejam levados ao conhecimento da verdadeira igreja do Senhor.

Michael McCoskey Pastor, Presidente da Igreja Batista Missionária de Beverly Manor, Seminário Batista Missionário de Illinois.

AGRADECIMENTOS

A elaboração deste livro foi empreendida com uma visão da glória de Deus, pois a Bíblia diz: A Esse (Deus) glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém. (Efésios 3:21 – ACF). Assim, todas as coisas são corretamente dedicadas à glória de Deus.

Muitos irmãos e irmãs ajudaram neste projeto, com seu interessado encorajamento. Apreço especial vai para aqueles cuja crítica e conselhos me animaram a assumir tal empreendimento. Muito obrigado aos anciãos Batistas Milburn Cockrell, Richard Eckstein, Jarrell Huffman, Forrest Keener, Delbert Shults e ao meu pastor Michael McCoskey.

A membrania da Igreja Batista Berea, Bloomfield, NM, sob a liderança de seu pastor, Irmão Richard Eckstein, promoveram a publicação deste livro. Devem ser recomendados por sua fé e amor à verdade conforme está em Jesus Cristo. Minha gratidão de coração vai para cada um deles por seu amor, orações e interesse neste projeto.

As muitas igrejas e indivíduos que fielmente apoiaram os esforços de nossa missão pela oração e ajuda financeira têm minha mais profunda gratidão e apreço. Sem viajar por essas igrejas, este pregador nunca teria sido capaz de visitar as bibliotecas que visitou ou aprender as coisas que aprendeu. Foi por meio desses fiéis que este livro veio a acontecer. A eles sou muito grato!

Desejo expressar especial apreço à minha esposa, companheira e melhor amiga, Janet. Ela me ajudou muito neste projeto e nele me acompanhou por muitas horas. Nossa filha caçula, Anna, também ajudou muito neste projeto. Seu trabalho na revisão foi imenso. Este livro é o resultado do tempo utilizado durante as madrugadas, após concluir outras tarefas e nos intervalos, aqui e ali, durante vários anos. Qualquer erro é meu.

Curtis A. Pugh – Carcross, Território Yukon, Canadá Abril, 1994.

PREFÁCIO

Este livro não visa ser somente mais um livro para pregadores das igrejas! Nosso propósito é apresentar as questões como são hoje e prover evidência concreta sobre a origem apostólica das verdadeiras igrejas do Novo Testamento. Tentamos fazer isso num formato conciso, compreensível e usável. É nosso desejo que este pequeno livro seja útil para cada genuíno amante da verdade.

Esta obra é apresentada em quatro capítulos para atender ao padrão Bíblico ao estabelecer a verdade. Assim, como foi comandada pela Lei de Deus do Velho Testamento (Deuteronômio 17:6; 19:15), aprovada pelo Senhor Jesus Cristo (Mateus 18:16) e estabelecida pelo procedimento enfático do nosso irmão Paulo: “...Por boca de duas ou três testemunhas será confirmada toda a palavra (2 Coríntios 13:1 – ACF). 

Após algumas necessárias considerações introdutórias no capítulo um, as três testemunhas serão apresentadas, como segue. A PRIMEIRA TESTEMUNHA: no capítulo dois, nossos antepassados Batistas testificarão sobre seu entendimento sobre nossa origem. A SEGUNDA TESTEMUNHA: no capítulo três nossos inimigos históricos atestarão a contínua existência das igrejas fundadas nos princípios Batistas. A TERCEIRA TESTEMUNHA: no capítulo quatro, as Escrituras serão examinadas sobre os ensinamentos e promessas do Filho de Deus que afetam Sua igreja e suas ordenanças. O Glossário deve ser lido, pois contém muitas informações para o leitor.

Enquanto a documentação introduzida não busca ser exaustiva, seu efeito cumulativo deve convencer a qualquer inquiridor sincero. Os crentes na Bíblia serão assegurados da verdade com que teremos atendido o requisito Escritural de “duas ou três testemunhas”. Que Deus possa dar ao leitor graça para crer e entender a verdade e então dar-lhe a graça necessária para praticá-la! Que Deus possa se agradar em levar Seu povo escolhido às igrejas do Senhor para que possam servi-Lo “...agradavelmente, com reverência e piedade” (Hebreus 12:28 – ACF). 



CONSIDERAÇÕES INTRODUTÓRIAS

Como foi habilmente afirmado num folheto publicado há muitos anos pela Convenção Batista do Sul, os Batistas acreditam que: “Nenhum homem pode ser mais liberal que a Bíblia e ser verdadeiro com Cristo”. [1]

Esta é a posição histórica Batista! Esta é também a visão dos Batistas crentes na Bíblia que querem ser verdadeiros com Cristo apesar da atual situação.

A Situação Atual

Alguns “Batistas” “liberais” estão caminhando a passos largos para a unificação com o Catolicismo Romano. Muitos outros permanecem firmes em sua convicção de que a contínua separação da “Mãe das Feiticeiras” e suas filhas Protestantes seja o correto curso de ação. A seguinte citação é dada meramente como uma ilustração das tendências unionistas agora prevalecentes entre alguns grupos Batistas. Claramente, certos elementos liberais dentro da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos, a única conservadora, está assim ativamente engajada.

Os estudiosos Batistas do Sul e os Católicos Romanos declararam que basicamente concordam nas questões doutrinárias”. Patrocinados pelo Comitê dos Bispos Católicos sobre os Negócios Ecumênicos e Interreligiosos e o Departamento Batista do Sul do Testemunho Interfé, o grupo de diálogo recentemente publicou um relatório no “Educador Teológico”. Citando Efésios 4:5, o grupo concluiu que “não apenas confessamos, mas experimentamos ‘Um Senhor, uma fé e um batismo” [2]

Como outro exemplo desse movimento atual, alguns Batistas, pela união com o Catolicismo Romano mais atual, consideram os seguintes novos itens:

COLUMBIA, S.C. – O acordo entre evangélicos e Católicos Romanos, para terminar seu ‘desamoroso conflito’ está sendo acolhido em algumas partes do Cinturão Bíblico”.

O acordo assinado há uma semana pelos líderes evangélicos, incluindo Pat Robertson e pelo progresso contínuo de bispos Católicos sobre o que começou há sete anos, quando o Papa João Paulo II visitou a Carolina do Sul e sugeriu laços mais firmes”, disseram líderes religiosos.

“‘De fato, não é o dever de cada seguidor de Cristo trabalhar pela unidade de todos os Cristãos?”, disse o papa a 26 líderes americanos de várias denominações, naquele momento.

Párocos da Primeira Igreja Batista de West Colúmbia disseram estar alegres de ouvir sobre o recente acordo, especialmente a parte que clama por um fim da tentativa de converterem uns aos outros”. [3]

Qualquer um que entenda a mensagem de salvação da Bíblia somente pela graça e que esteja consciente dos ensinamentos da Igreja Católica Romana concordará que os dois são pólos separados. Embora o Catolicismo verbalize palavras da Bíblia, ela ensina a salvação por obras. Claro, muitos Protestantes ensinam obras para a salvação e os “Batistas” liberais fazem o mesmo. Alguns “Batistas” são tão culpados de desejarem a união de todas as “denominações Cristãs” como é a hierarquia Católica. Isto é evidenciado pelas seguintes declarações feitas por “párocos” da Primeira Igreja Batista de Colúmbia, Carolina do Sul.

Batistas e Católicos, cada um acredita que a sua é a única religião a seguir, disse o paroquiano Dale Finley”.

“‘Eu penso em paz”. Eles deveriam trabalhar juntos e deixar de tentar empurrar suas crenças pelas suas gargantas abaixo, ’ela disse’.

Helen Ford, outro membro da grande igreja de tijolos com uma cruz de madeira com flores no seu gramado no dia seguinte à Páscoa, disse que bem recebia o esforço cooperativo”.

Não sou tão limitada que não possa aceitar o fato de que haja outros bons Cristãos em outras denominações’, ela disse. ‘Acho que estamos trabalhando pela mesma meta. Só estamos usando diferentes rotas para chegar lá’. [4]

Essas últimas afirmações citadas indicam o triste declínio doutrinário entre alguns que se autodenominam Batistas. Eles não conhecem a verdade, ou ouviram-na e a rejeitaram.

Jesus disse: “a verdade vos libertará”. Não há salvação fora da verdade. Indivíduos genuinamente convertidos são caracterizados pelo conhecimento da verdade. Pessoas regeneradas não têm um perfeito conhecimento da verdade, mas um conhecimento genuíno, sim. A verdade, da mesma forma, estabelece as igrejas de Deus fora das que são falsas. As igrejas do Senhor são o “pilar e fundamento da verdade”. Sem dúvida, portanto, o diabo está tentando eliminar as verdadeiras igrejas do Novo Testamento. Se os verdadeiros Batistas são igrejas do Novo Testamento, o modo de eliminá-las é destruir seus princípios diferenciadores. Este é o “modus operandi” atualmente usado pelo inimigo da verdade, aquele de quem Jesus disse ser “um mentiroso e o pai da mentira”. (João 8:44)

Satanás é sempre sutil para produzir distorções da verdade. Ele instiga a zombaria da Bíblia e dos crentes na Bíblia. Ele promove a livre vontade que glorifica o homem, o movimento carismático que glorifica o Espírito Santo, o interdenominacionismo que nega a doutrina e a teoria da “igreja universal invisível” que denigre a Igreja que Jesus edificou. Ele tenta cumprir sua meta à guisa de amor fraterno, unidade e companheirismo. Enfim, ele argumenta que, se todos os Cristãos estão em uma “igreja universal invisível” e assim todos são parte de um “corpo místico” porque não deveriam estar todos juntos aqui? Dessa forma ele persuade o imprudente e coincidentemente faz parecer que os Cristãos Batistas são desamorosos, fanáticos intolerantes porque não se ajuntarão com “Cristãos evangélicos”.

Satanás promove ativamente essas dolorosas doutrinas ao liderar colégios, seminários e editoras em nossos dias. Por sua atividade, está usufruindo algum sucesso, pois muitas organizações Protestantes estão agora conduzindo “diálogos ecumênicos” com a Feiticeira. A cooperação, a afiliação de púlpito, recepção de imersões, reuniões de unificação, etc. até entre os autodenominados “Batistas” e as filhas Protestantes da Feiticeira agora são comuns, Os Protestantes Carismáticos são agora um em espírito com os Católicos Carismáticos. A pureza doutrinária foi assim sacrificada no altar da união Cristã.

Se as igrejas Batistas pudessem ser obliteradas, o processo da união ecumênica (não unidade) ficaria mais fácil. Poucos se opõem à fusão de todas as igrejas ao sistema Romano além dos Batistas saudáveis. “Evangélicos” na América do Norte estão tendo sua diferenciação erodida pelo Novo Evangelicalismo, liberalismo e o movimento Carismático. Muitos “Cristãos evangélicos” nem mesmo percebem o que está acontecendo! A igreja de “um-só-mundo” do fim dos tempos está logo ali, virando a esquina!

Muitos “Batistas” são alimentados com forragem Protestante, que é preparada em seminários apóstatas e efetivamente disseminada através do maquinário denominacional, literatura e programas não escriturais. Apesar disso, Deus ainda tem um remanescente que não entregará seus princípios Bíblicos. Esses mesmos princípios são o que os faz Batistas. Esses princípios históricos mantêm esses remanescentes das igrejas Batistas do Novo Testamento longe de se organizarem sob alguns quartéis terrenos, companheirismo, convenção ou associação.

Afinal, apesar do que você foi levado a acreditar, não é pecado ser um Batista numa igreja Batista praticando princípios Batistas Bíblicos!

As Questões Declaradas

Embora muitas vezes acusados de crer que só eles estarão no Paraíso, os Batistas não acreditam que somente Batistas serão salvos”. A salvação é um assunto individual. A salvação é o resultado da operação da soberana graça de Deus no coração do indivíduo. Estamos felizes por reconhecer que o povo de Deus pode ser encontrado em muitas denominações. Um escritor Batista de outra geração bem disse:

Chamando Deus para testemunhar sua sinceridade, o autor deste livro expressa alegremente seus afetos Cristãos por cada alma lavada no sangue – qualquer que seja seu credo”. [5]

O ancião Batista Claude Duval Cole, antes um instrutor no Seminário Batista de Toronto, tinha isso a dizer: “Enquanto afirmando ser a verdadeira Igreja, os Batistas não negam a salvação de outros. Colocamos a salvação na pessoa de Jesus Cristo e acreditamos que qualquer e todo pecador que entrega sua fé e esperança a Jesus Cristo será salvo. Como João o Batista, nós indicamos o pecador ao Cordeiro de Deus, o Senhor Jesus Cristo, Cujo sangue limpa de todo pecado”. [6]

No entanto, há outra questão a ser considerada aqui: a questão do culto aceitável a Deus. Tudo que leva o nome de culto a Deus é aceitável a Deus? Se Cristo estabeleceu Seu tipo de igreja e essas igrejas ainda existem na terra, elas não são importantes para Ele? Ele não ficaria zangado com todos aqueles que pensaram ser Sua igreja inconsequente? Ele se agradará com aqueles que se recusaram a servi-Lo em Sua igreja? Será que aqueles que continuarem a se rebelar contra Sua ordem e autoridade serão recompensados junto com aqueles servos fiéis que carregaram o peso da oposição e perseguição ao longo dos séculos? Se quiséssemos agradar a Cristo, não deveríamos fazer as coisas do Seu modo? Afinal, Ele não disse: “Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando”. (João 15:14 – ACF)? Ele não comandou Sua igreja para ensinar aos convertidos a observar TODAS AS COISAS que Ele comandou?

Davi aprendeu com sua angústia que nem todo procedimento é permitido por Deus. Ele tentou servir a Deus de um modo que era popularmente aceitável, mas estranho à Palavra de Deus. O método inapropriado (pecaminoso) de Davi, de tentar fazer voltar a Arca da Aliança ao seu lugar próprio resultou em terrível julgamento. A raiva de Deus se descarregou em Uzá! Que tristeza, frustração, medo e desconfiança deve ter se disseminado pela nação de Israel, seguidos deste evidente julgamento de Deus. Após essa tragédia, Davi ficou “descontente” e “temeroso” de Deus. “E Davi se encheu de tristeza porque o Senhor havia aberto brecha em Uzá; por isso chamou aquele lugar Perez-Uzá, até ao dia de hoje. E aquele dia temeu Davi a Deus, dizendo: Como trarei a mim a arca de Deus?” (I Crônicas 13:11-12 – ACF).

Visualize as terríveis consequências na nação de Israel quando o monarca estava em tal condição espiritual destruída! Você pode ver as consequências de desrespeitar a vontade revelada de Deus em relação ao modo de culto ordenado por Deus hoje em dia? Você duvida que o Cristianismo tenha fugido do controle com todas as suas organizações, métodos, atividades e planos feitos pelo homem?

Davi foi levado a ver que a razão para a catástrofe ocorrida ao mover a Arca foi Porquanto vós não a levastes na primeira vez, o SENHOR nosso Deus fez rotura em nós, porque não o buscamos segundo a ordenança” (I Crônicas 15:13 – ACF). Como é importante esse princípio! No culto a Deus devemos fazer coisas do modo como Ele nos instruiu!

Deus disse que Seus sacerdotes deviam levar a Arca com os mastros fornecidos para o trabalho. As nações em torno deles poderiam usar bois para empurrar seus ídolos em carroças recém-pintadas e cheias de flores e até o fizeram colocando a Arca nessa carroça. Mas o povo escolhido por Deus, embora não especificamente proibido de fazer o mesmo foram especificamente comandados a fazer diferente. Há um princípio Bíblico básico exposto aqui! É importante lembrar que um comando positivo específico implica e inclui proibições negativas específicas. O comando para fazer uma coisa automaticamente proíbe fazer algo diferente! Um entendimento claro desse princípio fazem os Batistas insistirem em que as coisas devem ser feitas do modo ensinado na Bíblia. Não temos o direito de inovar nem na adoração nem no culto a Deus!

A sinceridade não era o bastante! Ser aceitável ao povo em volta não era o bastante! Fazer coisas como seus vizinhos pagãos não era aceitável! Então havia o jeito certo e havia uma “ordem devida” para o culto aceitável a Deus e a Cristo hoje! O culto aceitável a Deus hoje é numa igreja do Novo Testamento, em submissão ao Grande Cabeça da igreja. Não há outra instituição que tenha sido fundada por Cristo e autorizada por Cristo para fazer Sua obra na terra!

Quando os filhos de Deus aprendem a verdade, eles obedecem a ela alegremente. “Bodes” espirituais dão “marradas” na verdade. Cordeiros de Deus são conduzidos por Cristo, o Pastor, através de Sua Palavra. Pela obra do Espírito Santo, multidões têm sido conduzidas aos Batistas pela verdade das Escrituras. Este autor é um deles! Imploramos a vocês que busquem as Escrituras para que percebam a verdade e “Por isso, tendo recebido um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e piedade; Porque o nosso Deus é um fogo consumidor” (Hebreus 12:28-29 – ACF).

 

História Batista Versus História Religiosa

Seja por desígnio ou por distorção inconsciente, a história popularmente aceita é na maioria novo relato de eventos de maneira favorável à parte dominante. Em toda a história a parte que está no poder tem sido ou uma seita Protestante ou um ramo do Catolicismo. Primeiro um grupo depois o outro estavam no controle. O poder mudou de tempos em tempos e de país a país, conforme a política religiosa flutuou. Já que as igrejas Batistas não estão nem nunca estiveram nessa posição de domínio, embora às vezes poderiam ter estado, a história mais frequentemente se inclina contra nós. Não é nosso objetivo aqui recontar a história da religião ou a história das igrejas do Senhor (Essas duas histórias não são a mesma!). No entanto, o leitor deve ficar alerta ao fato de que o que é normalmente apresentado como história da “igreja” pode não ser verdade, quando vista à luz de todos os fatos. Veja a declaração do Professor C. D. Cole:

O que é conhecido e ensinado como História da Igreja é, na realidade, a história do Cristianismo, ao invés da história da igreja que Cristo fundou e a quem prometeu perpetuidade. A história revela que a verdadeira Igreja como instituição foi representada por congregações locais, opostas a uma hierarquia crescente e em desenvolvimento, até que o bispo de Roma foi tornado Papa ou Bispo Supremo”. [7]

O partido dominante logo se tornou o que hoje é conhecida como Igreja Católica Romana. É claro que ela é uma mistura de paganismo e práticas judaicas do Velho Testamento sob o nome de Cristã. Veja as palavras de um velho irmão Batista inglês sobre a “história da igreja” como a história de um “Judaismo” corrompido (Modernizamos seus dizeres) “O que é toda a história da igreja, além de um relato de pessoas que, usando o nome de Cristãs viviam como viviam os Judeus? Os Judeus tinham um sacerdócio? Também eles. Os Judeus tinham um sacerdote dos sacerdotes, um alto sacerdote? Eles também tinham um em prospecção e cada um deles queria ser o escolhido como tal. Os Judeus mantinham a Páscoa e adoravam a Deus por rituais? Também eles. Os Judeus tinham cortes eclesiásticas? Eles também. Os Judeus eram governados por tradições dos anciãos? Eles também. Os Judeus tinham um templo e um altar e um sacrifício? Eles também o tinham. Os Judeus colocavam a religião na realização de cerimônias e não na prática da virtude? Eles também. Os Judeus monopolizavam Deus e odiavam a toda a humanidade exceto eles mesmos? Eles também”. [8]

Para entender a história das igrejas do Senhor, o leitor deve estar consciente quer até pouco tempo, os Batistas não tinham nem historiadores entre eles mesmos nem histórias de sua própria autoria. Os Batistas foram devastados inicialmente por governos civis instigados por qualquer estabelecimento religioso que estivesse no poder naquele momento. Primeiro os Judeus instigaram perseguição contra as igrejas do Senhor. Mais tarde pagãos idólatras se opuseram violentamente às igrejas. Depois, poderes controlados por Católicos e Protestantes condenaram os Batistas e passaram a usar a “arma secular” para punição e, mais frequentemente, “execução”. [9]

Nossos antepassados Batistas foram caçados de lugar a lugar como foras da lei em muitos reinos do mundo. Forçados a viver em perigo constante por causa de suas doutrinas e práticas (nenhuma delas ameaçadora para qualquer indivíduo ou poder civil), esses Batistas não tinham tempo, oportunidade nem inclinação para se dispor a registrar seu passado. Outras preocupações mais imediatas eram pressionadas sobre eles por causa das circunstâncias. Questões de doutrina requeriam seus esforços à medida que heresias excessivas rondavam suas igrejas. Sem dúvida sua história teria sido inteiramente perdida se seus perseguidores não tivessem escrito contra eles e tão sem intenção tivessem escrito tantas crônicas sobre sua existência. J. H. Grime afirma bem isso:

Desde a primeira ruptura na igreja, em 250 D.C., que finalmente resultou no Catolicismo, até a Reforma em 1520 D.C., as verdadeiras igrejas de Jesus Cristo eram conhecidas como Anabatistas e por outros nomes locais quando os inimigos lhos davam. Eles não tinham permissão de manter registros ou escrever sua própria história. Mas seus inimigos disseram o bastante sobre nós para reunirmos uma justa e boa história”. [10]

Consequentemente, se achássemos Batistas mais cedo na história, deveremos escrutinizar os escritos de seus inimigos que então eram o partido dominante. Em tais escritos. Os Batistas não estarão representados como igrejas de Cristo, mas como inimigos de Cristo. Haverá menção deles em registros de cortes judiciais. Relatos de perseguições contra “heréticos” frequentemente apresentarão Batistas como culpados. Registros de disputas religiosas os apresentarão a vocês. Histórias do Catolicismo Romano, seitas Protestantes e aqueles dissidentes que se opunham a eles, frequentemente falarão de nossos antepassados Batistas. Os processos dos concílios da igreja que tentaram exterminá-los dão testemunho de sua paciente continuidade. Descrições de flagelações e execuções de Batistas que lutaram contra o ritualismo morto e mundanismo do Papismo muitas vezes brilham como faróis na história Batista. À medida que a “igreja de capa” continuou em sua separação da verdade e piedade do Novo Testamento, os mártires de Jesus brilharam como ouro. Nós os encontraremos – se olharmos com cuidado – embora devamos vê-los muitas vezes através da tela esfumaçada da desonestidade e falsidade. Muitas vezes eles serão mortalmente acusados dos mais repugnantes pecados e contundentemente condenados como heréticos do pior tipo. Mas o fato inegável permanece: as pessoas que mantiveram princípios Batistas, observando as ordenanças de Cristo e se reunindo nas igrejas adequadas continuaram a surgir em cada geração desde os dias do ministério terreno de Jesus Cristo! Este fato não pode ser negado por uma pessoa honesta e informada!

Batistas Diferenciados

Certamente, para uma mente honesta e não preconceituosa, essas três testemunhas resolverão a questão sobre de quem são os Batistas e, inversamente, quem são realmente os Batistas. No entanto, é imperativo indicar mais uma coisa. Os Batistas cresceram “respeitáveis” nos últimos duzentos anos ou mais de sua existência. Não sendo mais vistos como a “escória de todas as coisas”, as igrejas abundam com os que professam o nome Batista, mas aqueles que trazem alguma semelhança com as igrejas do Novo Testamento. Isso surgiu por causa do nome Batista, dado a João o Batista e àqueles que são batizados com seu batismo, se tornaram socialmente aceitáveis embora as antigas doutrinas e práticas Batistas não fossem da mesma forma aceitáveis. Uma vez que este nome foi usado como epíteto de desdém e só aqueles impelidos pelos princípios Bíblicos para usá-lo queriam fazê-lo. Agora que o nome era socialmente aceitável e às vezes financeiramente vantajoso, muitos seguiram sua sombra.

O diabo falhou em suas várias tentativas de “assassinar” os Batistas. Ele descartou essa arma em muitas partes do mundo. Agora ele normalmente recorre à sua arma mais formidável: mistura. O comprometimento substituiu o assassinato em seu arsenal. Onde o diabo deixou de destruir as igrejas de Cristo pela perseguição, ele agora busca persuadir a se afastarem da verdade. Deveríamos advertir nossos companheiros Batistas, se pudermos emprestar as palavras de Paulo: Esta persuasão não vem daquele que vos chamou” (Gálatas 5:8 – ACF).

Sem dúvida há muitos membros dessas igrejas quasi-Batistas (ver glossário) que são sinceros em suas profissões de fé. Eles foram imersos em algum lugar por alguém em algo chamado igreja. Talvez tenha sido chamada de igreja Batista. Persistimos na visão de que tal ato não necessariamente os constitui membros da igreja do Senhor! Nossos antepassados não os teriam recebidos baseados em suas imersões. Nem nós podemos!

Hoje, qualquer imersão é sancionada como batismo válido em muitos círculos religiosos. Os “batismos” são rotineiramente aceitos por muitas igrejas “Batistas” de hoje, mesmo embora ministrados por ministros de congregações que trazem pouca semelhança com as igrejas do Novo Testamento. O fato de tais igrejas não possuírem confirmação válida como corpo Escritural de Cristo parece pouco importar a muitos no final do século vinte. Qualquer imersão é aceitável, aos olhos dos entusiastas religiosos de nossos dias, se o candidato for “sincero”. Nossos antepassados espirituais falavam de uma “imersão estranha” e se recusavam a aceitá-la como válida. O ponto a que queremos chegar é que nem todos que afirmam ser Batistas o são, de fato, em qualquer sentido histórico e Escritural da palavra! Com isso também queremos dizer que nem todas as igrejas que levam o nome de Batistas são verdadeiras igrejas de Cristo!

O Nome Batista

O fato de alguns estarem navegando sob bandeiras de cores falsas é razão insuficiente para nós diminuirmos nossa bandeira ou trocá-la por outra. Estamos conscientes de que alguns irmãos estão prontos a eliminar o nome Batista já que foram aceitos por tantos que não são de modo algum verdadeiras igrejas de Cristo. Para nós, fazê-lo seria o mesmo que fugir diante dos inimigos de Cristo! Não nos glorificamos num simples nome, mas alegremente aceitamos o nome “Batista” por várias razões. S. E. Anderson escreveu muito bem:

Primeiro, o nome Batista é um nome Escritural”. É encontrado quinze vezes no Novo Testamento. Pertence ao homem que Cristo aprovou com alto apreço. Significa tudo em que João o Batista acreditava e ensinava a seus muitos convertidos a crerem. Eles compartilhavam suas visões. Eles tinham o mesmo ponto de vista do Senhor Jesus. Eles eram crentes tão firmes em seu Evangelho e no batismo como os convertidos devem ser. Enquanto não é dito que eles eram chamados de Batistas (não era necessário), eles poderiam ser assim chamados com perfeita propriedade. Eram Batistas sem serem partidários”.

Segundo, o nome Batista é um nome descritivo”. “Descreve aquele que crê na morte de Cristo, enterro e ressurreição em seu benefício, aquele que voluntariamente enterrou sua vida passada de pecado e ressurgiu para andar em novidade de vida com Cristo, aquele que acredita em tudo que João o Batista pregou sobre Cristo, aquele que crê em tudo que Cristo disse sobre Seu precursor e aquele que se obriga, por seu batismo, a exibir a morada de Cristo em sua vida”.

Terceiro, o nome Batista é doutrinariamente enfático”. Além de transmitir os pontos salientes do Evangelho, conforme mencionado acima... está solidamente baseado nas Escrituras. Pois o Senhor Jesus aprovou o nome Batista. Ele o usou repetidas vezes. O Santo Espírito conduziu seu uso. E Deus o Pai aprovou o batismo de João por Sua voz no batismo de Seu Filho”.

Quarto, o nome Batista é unificador”. Eis aí um ato que qualquer convertido, mesmo fraco, pode fazer do modo como o Próprio Cristo observou. É o mesmo para todas as raças, escravos ou livres, homens e mulheres, de todas as idades, ricos e pobres, letrados ou iletrados, idosos ou jovens, para famílias inteiras, para cada país, para cada época e aceito por toda denominação. Nenhum outro “modo de batismo” tem todos esses benefícios. Um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Efésios 4:5 – ACF).

Quinto, o nome Batista é centrado em Cristo”. “Ele indica Cristo Que morreu e ressurgiu novamente por nós. Indica Cristo como o Cordeiro de Deus, Que eliminou o pecado do mundo. Indica somente Cristo como nosso Salvador. Portanto, nega a salvação por obras ou por ordenanças, ou por nascimento, ou por caráter, ou por aliança ancestral. Simbolicamente leva à morte e enterro de cada afirmação de que alguém possa ter a salvação por obras. Indica, por completa submissão ao ministro, como agente de Deus, inteira dependência de Deus. Esse nome também nos lembra da promessa já citada de João o Batista, de que Cristo batizaria Seus seguidores com o Espírito Santo” [11]

Tendo frequentemente sido cegados por apelidos viciosos e imprecisos desde os tempos antigos, consideramos o nome Batista um nome decisivo e honesto. Para nós o nome Batista fala da fé e prática do Novo Testamento que sucessivamente existiu desde os dias de Cristo e Seus apóstolos. Em nossas mentes traz à visão o tipo de igreja estabelecida por Jesus Cristo durante Seu ministério na terra. Fala-nos do evangelho autorizado pelo céu e o batismo evangélico instituído por João o Batista e continuado pelos homens conduzidos pelo Espírito em cada geração desde então.

O ancião Batista C. D. Cole teve isso a dizer sobre o nome Batista: “O nome Batista é um nome denominacional para distingui-lo de outras denominações. Não havia nomes denominacionais até que passou a haver denominações distintas. Antes do tempo da assim chamada Reforma de Martinho Lutero havia igrejas espalhadas sob diferentes nomes e a hierarquia Católica Romana. A Reforma começou na Igreja Católica Romana e foi só parcial. Os reformadores levaram com eles algumas das heresias de Roma como a regeneração pelo batismo, um ministério graduado e uma forma de governo muito parecido com o de Roma. E algumas das denominações Protestantes odiaram e perseguiram os Batistas”.

Os Batistas são às vezes acusados de serem fanáticos estreitos porque acreditamos que as igrejas Batistas estão acima do padrão do Novo Testamento. A linha pode estar delineada em algum lugar, pois todas as centenas de denominações divergentes e conflituosas não podem ser a igreja fundada por Cristo e a quem Ele prometeu perpetuidade.

O escritor é um Batista, mas não um Batista fanfarrão. Não afirmamos superioridade de caráter ou conduta ou educação. Quando você encontrar um Batista com complexo de superioridade esteja certo que ele está fora de padrão. As igrejas do primeiro século não eram constituídas de pessoas perfeitas em caráter e conduta. Numa experiência de salvação o pecador se torna nada a seus próprios olhos e Cristo se torna tudo em tudo. Antes de sua conversão, Saulo de Tarso era orgulhoso e prepotente, mas depois de crer em Jesus como Cristo, ele pensou de si mesmo como o menor dos menores de todos os santos. Veja Efésios 3:8; Romanos 7:14-25; Filipenses 3:1-7; I Coríntios 15:9.

O primeiro pregador do Novo Testamento foi João o Batista. Veja Mateus 3:1 e 11:13; Lucas 16:16. A prova de que o batismo de João foi válido está no fato de que os seguidores de Cristo e os membros da primeira igreja só tinham o batismo de João. A única diferença entre o batismo de João e o de Cristo é que o de João tinha à frente a vinda de Cristo e desde então o batismo válido olha para trás para o Cristo que já veio. João o Batista batizou aqueles que confessavam seus pecados que criam no Cristo que estava por vir. Nós batizamos aqueles que professam fé em Jesus Cristo que já veio”. [12]

As verdadeiras igrejas Batistas seguem as instruções e os modelos contidos no Novo Testamento e permanecem na sucessão da primeira igreja. Isto qualifica as verdadeiras igrejas Batistas para ministrar o batismo válido como João o Batista e os apóstolos de Cristo o fizeram. Jesus e Seus apóstolos, incidentalmente se submeteram ao batismo de João o Batista (Mateus 3:13-17; João 1:35-37; Atos 1:21-22).

Não podemos reconhecer outro batismo como válido, embora nossos amigos Protestantes nos garantam que o batismo de João não seja um batismo Cristão. Se não é, pedimos, digam-nos quando o “batismo Cristão” começou? Também gostaríamos de saber quando os apóstolos e todos aqueles que obedeceram à pregação de João o Batista foram batizados com este nosso “batismo Cristão? Também apreciaríamos saber o que esse novo “batismo Cristão” retrata?

Acreditamos que a honestidade demanda que esses crentes, que estão navegando sob bandeiras de cores falsas, (afirmando serem Batistas quando não são) reconheçam seu erro e se tornem Batistas eficazes. Isto requereria submeterem-se ao “batismo de João” pelas mãos de um ministro ordenado que ministre o batismo sob a autoridade de uma igreja do Novo Testamento. Tal “re-batismo” é repugnante a muitos “Batistas” que só são Batistas nominais. Eles não consideram que Paulo “re-batizou” doze homens em Éfeso porque faltaram com o batismo Escritural (Atos 19:1-5). Se esses “Batistas modernos” permanecem inflexíveis em sua má vontade de se submeterem ao batismo Escritural, estaríamos gratificados se eles mudassem suas cores. Acreditamos que eles retratariam mais precisa e honestamente a si mesmos diante de Deus e do mundo removendo a palavra “Batista” de seus nomes.

A Distinção Batista e o Dilema Protestante

A seguinte citação de uma pessoa de nossa geração representa uma declaração clara e profunda da posição Batista histórica. Para indicar que as afirmações Batistas são baseadas sobre seu conceito de salvação e de batismo, se declara:

1. “Qualquer assembleia religiosa que pregue um falso evangelho e/ou pratique um falso batismo não pode ser reconhecida como igreja do Novo Testamento ou ordem evangélica”. Todas essas assembleias que fundamentalmente, caracteristicamente e permanentemente preguem um evangelho falso estão sob a acusação de Gálatas1:6-9.

2. “A salvação e a profissão de fé são inegavelmente prérequisitos para o batismo”. A salvação não ocorre por meio do batismo. Os discípulos verdadeiramente crentes são os únicos sujeitos adequados para o batismo. A imersão é o único modo adequado para o batismo.

3. “O batismo Escritural é absolutamente necessário à constituição, organização e existência da igreja, tanto que, onde não houver batismo Escritural, não haverá igreja Escritural”. Sem batismo, sem igreja.

4. “Há uma íntima e inevitável conexão entre a verdadeira doutrina da salvação e a adequada ministração do batismo”. O batismo Escritural é a representação de e a identificação com o plano Escritural da salvação.

5. “De acordo com os comandos de Cristo, a prática das antigas igrejas do Novo Testamento, as Epístolas de Paulo e as Confissões de Fé de todas as denominações religiosas evangélicas...” o batismo é uma ordenança, foi entregue à igreja do Novo testamento para ser ministrado por ela, conforme os comandos de Cristo até Ele retornar.

6. “Todos os aspectos do batismo (modo, sujeito, propósito e ministro) são irrevogavelmente fixados e prescritos pelo exemplo e comandos de Cristo”. Eles devem ser permanentes e imutáveis. Um consistente reconhecimento do Reinado de Cristo sobre as almas demanda que essas coisas assim sejam (Malaquias 1:6; Lucas 6:46), pois só Cristo tem a autoridade para fazer, dar ou alterar as doutrinas e práticas da Igreja do Novo Testamento.

7. “Somente as igrejas com origem no Novo Testamento e que sejam da ordem do Novo Testamento podem dar o batismo Escritural”. Portanto, qualquer sociedade religiosa que pregue um falso evangelho não pode dar um batismo Escritural.

Quais são as ramificações dos conceitos? Considere essas afirmações do autor que citamos aqui:

1. “Os Batistas estritos têm sempre crido que o Catolicismo é uma religião falsa que prega um falso evangelho, descrito sem dúvida em Apocalipse 17:1 – 18:24”. As assembleias católicas não podem, portanto, dar o batismo Escritural. Muitos outros assumiram a mesma posição quanto à invalidade do batismo Católico. Os Presbiterianos, por exemplo, assumiram a mesma posição na Assembléia Geral Presbiteriana (Velha Escola), em maio de 1845. Isso está registrado em “Os Escritos Coletados de J. H. Thornwell” - vol. 3, págs. 277-413, Estandarte da Terceira Edição, 1974. Afirmamos novamente: o batismo Católico não é Escritural, é inválido, nulo e vazio.

2. “Uma pessoa com batismo Católico não tem batismo. Qualquer denominação fundada sobre o batismo Católico não tem batismo e, portanto, não tem validade como igreja. (Todos os grupos Protestantes foram formados por pessoas com batismo Católico). A razão?... Número 3 acima: ‘sem batismo, sem igreja’. (Ver as Palestras de R. L. Dabney em Teologia Sistemática”, palestra 64, págs. 774-775, sobre a mesma conclusão, isto é: ‘não ter batismo significa não ter igreja’). (Se o ministro Presbiteriano, autor e teólogo R. L. Dabney tivesse sido consistente em sua prática com a definição de batismo, ele teria sido compelido a ser um Batista!).

Esses conceitos são as razões para a prática Batista “histórica” de batizar todos aqueles que os procurem vindos de qualquer sociedade religiosa que não fosse ‘da mesma fé e ordem’. É por isso que os Batistas não aceitam a aspersão Protestante. Todas as denominações Protestantes são fundadas sobre a aspersão Católica e infantil”. [13] (“aspersão” do grego “rhantizo” – aspergir) (parêntesis meus: C.A.P.).

A questão, então, é esta: se os Batistas admitem que os “batismos” Protestantes sejam Escriturais e válidos, eles também devem admitir que os Batismos Romanos são Escriturais e válidos porque Roma é a fonte que deu origem aos batismos Protestantes. Considere essas palavras:

...Nenhum Cristão Pedobatista (ver glossário) tem qualquer outro batismo além do que ele recebeu dos sacerdotes de Roma. Lutero, Calvino, Zwingle, Knox e todos os primeiros ministros e todos aqueles que compuseram as primeiras sociedades dos Reformadores, foram batizados pelos sacerdotes Católicos Romanos e, na igreja de Roma e, consequentemente, seus batismos não são nem Escriturais nem válidos. Mas, se seus batismos são inválidos, então suas sociedades não podem ser consideradas igrejas em qualquer sentido, pois não pode haver igreja sem batismo e se não há igrejas, os ministros Protestantes não têm o direito Escritural de pregar o Evangelho e batizar outros em suas sociedades. Mais ainda, fazendo isso, eles enganam e conduzem mal o povo, fazendo-os crer que são batizados quando, de fato, não o são, levando-os a crer que sejam igrejas visíveis de Cristo quando, de fato, conforme as declarações desses líderes, não o são, mas, nas sociedades humanas que nunca podem ministrar as ordenanças da Igreja de Cristo! [14] (parêntesis meus: C.A.P.).

Este fato foi reconhecido e acordado por representantes de um grande corpo Presbiteriano durante o último século, como segue: “Eu estava na Assembleia Geral da Igreja Presbiteriana em 1829 (um corpo de 200 membros mais ou menos), quando uma questão nos foi trazida para decisão: ‘os batismos dos sacerdotes papistas devem ser aceitos por nossas Igrejas (Presbiterianas) como batismos válidos?’ Isso foi discutido e deveríamos ter votado ‘Não’ quase unanimemente. Mas uma pessoa mais influente e astuta – secretamente refletindo que TODOS nossos batismos originalmente vieram do papado – se moveu e obteve um adiamento indefinido do assunto”. [15]

Que o Catolicismo Romano tenha se tornado tão corrupto a ponto de fazer com que alguns dentro de seus muros tentassem uma reforma é um fato bem conhecido. Ela corrompeu a livre graça de Deus e a tornou uma religião de obras de regeneração batismal, penitências, orações ritualísticas, orações pelos mortos, indulgências prépagas pelos pecados, a graça vinda por “sacramentos”, etc., etc. A corrupção do evangelho e as ordenanças do evangelho a fizeram deixar de ser uma igreja de Cristo. Todos concordam que não pode haver uma igreja verdadeira sem o verdadeiro evangelho. Essa corrupção também tornou inválidas suas ordenanças que, nesse período ela tinha pervertido para sacramentos salvadores de almas. Não sendo uma igreja de Cristo, ela não tinha autoridade Divina para ministrar batismos.

Seus “reformadores”, tendo sido expulsos da igreja Romana, fundaram outras adequadas a seu próprio pensamento. Eles foram treinados como sacerdotes papistas e trouxeram muita “bagagem” Romana com eles para suas igrejas “Protestantes”. Eles possuíam o batismo Católico Romano que não era o batismo verdadeiro já que era apóstata. Eles “batizaram” outros com o mesmo “batismo” Romano porque era o que eles sabiam ou tinham. Assim, as “igrejas” Protestantes não são igrejas no sentido Escritural. Os batismos Protestantes são inválidos, vindos da Roma apóstata que não era a verdadeira igreja de Cristo.

Para serem consistentes, os Protestantes DEVEM receber os batismos Católicos Romanos como iguais ao seu próprio, pois os batismos Protestantes não são mais do que a continuação dos batismos Romanos. Rejeitar pessoas que tenham o batismo Católico requereria que eles se considerassem “não batizados” e “fora da igreja”. Dada a insistência do indivíduo, muitos sacerdotes Católicos farão imersão como modo de batismo. Os Protestantes, se consistentes, aceitarão essas imersões como batismos válidos, apesar das condenáveis heresias ensinadas por Roma. As únicas pessoas na terra que podem ser consistentes e rejeitarem tais imersões são as efetivas igrejas Batistas.

O pastor da única “igreja Batista” na cidade de Whitehorse, Território Yukon, Canadá me relatou que as imersões Anglicanas seriam recebidas por sua “igreja Batista” já que eles reconheciam as assembleias Anglicanas como “igrejas Cristãs”. Isto ilustra o ponto. SE as igrejas Católicas e Protestantes forem de fato igrejas de Cristo, suas imersões de crentes devem ser válidas. Se tais batismos são válidos, então a recepção pelos Batistas de todas essas imersões é a conclusão lógica que a consistência demanda.

Cristo delegou autoridade para batizar no Seu tipo de igreja do Novo Testamento. As igrejas fundadas por algum homem não são igrejas de Cristo. Nem são igrejas as que inundaram de apostasia as igrejas do Senhor, pois se fosse o caso, Cristo teria a Feiticeira como Sua noiva! Somente as pessoas regeneradas que foram imersas nas igrejas de Cristo têm batismo Escritural. Essa é a distinção Batista e o dilema Protestante.

Na forma axiomática isso pode ser apresentado em quatro afirmações:

Axioma I: A verdadeira igreja de Cristo é a única organização na terra divinamente autorizada a pregar o Evangelho ou ministrar as ordenanças da Igreja.

Axioma II: Um corpo que, embora tenha sido uma verdadeira Igreja visível de Cristo, tendo apostatado sua fé e ordem escritural original e que esteja ensinando doutrinas em manifesta contravenção delas, não pode ser considerado como Igreja de Cristo e terem suas ordenanças validadas.

Axioma III: Se a maior parte de uma verdadeira igreja se afastar das doutrinas fundamentais do Evangelho, pervertendo as ordenanças para a subversão das almas dos homens e excluir a minoria que se abriga sob a verdade, essa maioria, embora retendo o nome, não deve ter o direito de se afirmar ser uma Igreja de Cristo e todos os seus Atos e ordenanças devem ser manifestamente nulas e vazias.

Axioma IV: A minoria constitucional de qualquer igreja, embora pequena, mantendo firme a doutrina e ordem do Evangelho, embora excluída e expulsa por uma maioria apóstata deve, de acordo com a lei e a razão, ser considerada uma verdadeira Igreja e suas ordenanças válidas e Escriturais. [16]

Não pode haver dúvida entre Cristãos crentes na Bíblia sobre a apostasia das igrejas Romanas. Portanto, segue-se que suas ministrações são inválidas. As ministrações Protestantes, tendo se originado em Roma são, da mesma forma, nulas e vazias de qualquer reconhecimento Celestial. Somente as igrejas Batistas fieis, estabelecidas em sucessão à primeira igreja, têm alguma afirmação de autoridade Divina para agir no assunto do batismo.

Duas Ilustrações Canadenses da Prática Bíblica

Como ilustração da prática contínua dos Batistas, vejamos os seguintes exemplos:

Caleb Blood – Canadá

Em 1802, o ancião Batista Caleb Blood, da Quarta Igreja Batista de Shaftsbury, Vermont se tornou voluntário e viajou para o que é agora Ontário, Canadá para fazer trabalho missionário em benefício da Associação Shaftsbury. Aquela área era então um lugar amplo e quase desabitado. Os habitantes desse novo país eram Legalistas do Império Britânico. Pouco tempo antes eles tinham fugido dos Estados Unidos e estavam buscando na imensidão seus lares, fazendas e negócios para si. O tempo reservado ao ancião Blood para viajar acabou quando ele chegou à ponta do Lago Ontário – perto do local da atual cidade de Burlington. Ele menciona em seu diário que não poderia ir além, com essas palavras:

Devo aqui mencionar uma circunstância experimental. A Palavra veio a mim, com a solicitação de andar mais cinquenta milhas, a um lugar chamado Assentamento Long Point, no Lago Erie, informando que havia uma obra da graça divina naquele lugar; que havia trinta ou quarenta pessoas prontas para o batismo e nenhum ministro com quem pudessem contar em um círculo de duzentas milhas deles; mas eu tinha meus apontamentos através da Província e não poderia ir, para seu alívio...” [17]

Se o clero Protestante pode ministrar batismo válido, os crentes do Assentamento de Long Point estavam errados por enviar um homem ordenado – um homem com autoridade de uma igreja Batista – para ministrar o batismo. O ancião Blood estava errado sobre a questão e desnecessariamente incomodado por não poder ajudar aquela gente. Se o ministro do batismo não fosse importante, o ancião Blood sem dúvida deveria ficar tranquilo, pois haveria ministros de outras denominações que poderiam batizar aquelas pessoas. O registro que acompanha mostra que havia ministros Protestantes não muito longe e disponíveis para aquele povo em Long Point. Se ele acreditasse que os ministros Protestantes poderiam ministrar o batismo válido, sem dúvida ele teria recomendado que essas “trinta ou quarenta pessoas” recebessem os serviços de tal ministro. O fato é que as imersões dos ministros Protestantes não satisfariam aquelas pessoas que as Escrituras tornaram Batistas. Esses novos convertidos sabiam mais do que buscar o batismo Escritural nas mãos dos ministros Protestantes e assim o fez o ancião Blood!

Eles nem acreditavam que algum crente agindo sem a autoridade da igreja poderia ministrar o batismo. Por outro lado, eles poderiam ter recebido a ajuda do Irmão Fairchild ou do Irmão Finch (ambos não ordenados, mas que pregavam na área de Long Point) para imergi-los. Obviamente essas pessoas, incluindo o ancião Blood, acreditavam naqueles princípios Batistas de autoridade e sucessão na igreja – as verdadeiras coisas pelas quais lutamos neste volume.

Lemuel Covell e Obed Warren no Canadá

No ano seguinte (1803) outro ancião Batista chamado Lemuel Covell de Pittstown, N.Y., viajou para Ontário (então chamado de “Alto Canadá”) para fazer missões. Seu companheiro de trabalho era o ancião Obed Warren de Salem, N.Y. Ambos eram capazes para visitar a área de Long Point antes mencionada pelo ancião Blood. Eles relataram em parte o que segue: “Naquele lugar encontramos certo número de irmãos Cristãos que viveram alguns anos sem os privilégios das ordenanças do Evangelho, por falta de um ministro. Muitas vezes eles enviaram urgentes solicitações para um e outro, mas sempre sem sucesso... Havia dois irmãos que falavam em público (um antigo modo Batista de dizer que havia dois homens não ordenados que pregavam publicamente) naquele país, chamados de Finch e Fairchild. O Irmão Fairchild mora a alguma distância do corpo dos irmãos, mas os visita de tempos em tempos. O Irmão Finch vive entre eles e trabalha com eles firmemente, mas nenhum deles houvera sido ordenado e quando chegamos lá vimos que o irmão Finch nunca tinha sido batizado”. [18] (parêntesis meus: C.A.P.)

A doutrina e prática história Batista, baseada somente na Bíblia, permite que um irmão não ordenado possa evangelizar. A mesma doutrina e prática histórica também mantém que, sem a autoridade da igreja (batismo, membrania na igreja e ordenação) ninguém pode adequadamente ministrar as ordenanças. Este é o padrão do Novo Testamento! O padrão no Livro de Atos é claro: os homens batizados que antes tinham sido batizados podem ser ordenados por anciãos ou diáconos.

Enquanto havia uma reunião de irmãos que mantinham os princípios Batistas na área de Long Point do Alto Canadá, esses mesmos princípios os proibia de se organizarem como uma igreja de Cristo. Sem que alguém viesse a eles com autoridade da igreja para batizá-los e estabelecer-lhes a ordem evangélica, eles sabiam que não poderiam ser uma igreja no padrão do Novo Testamento. Os dois relatos acima provam que os Batistas do Canadá e dos Estados Unidos acreditavam nisso ou não provam nada.

Em lugar algum das Escrituras encontramos endosso de organização “livre” de igrejas ou batismo de convertidos! De fato, o Próprio Cristo não começou Seu ministério de pregação e batismo (através de Seus discípulos) até que Ele (e eles) tivessem sido batizados por João o Batista.

João o Batista é o único homem no mundo que teve autoridade para batizar, que não fora ele mesmo batizado. Lembre-se: João o Batista teve comissionamento direto do Céu para pregar e batizar (João 1:6, 33). Cristo comissionou Sua igreja a conduzir o trabalho de pregação, batismo e ensino, se pudermos resumir a “grande comissão” dessa forma (Mateus 28:19-20). O comando específico sendo dado a uma entidade específica (Sua igreja) automaticamente exclui uma e todas as outras entidades de ter autoridade para realizar aquele trabalho específico.

Tenha em mente que esses antigos missionários do Canadá mantinham sólida prática Batista neste assunto. Observe também que esses eventos ocorreram ANTES da cunhagem do termo “Landarquismo”. Também é importante notar que esses homens representavam igrejas na parte norte do jovem Estados Unidos num tempo logo após a Revolução Americana. Essas eram igrejas com laços recentes com a Grã-Bretanha e outros países da Europa. Os dois incidentes acima mencionados ilustram que tais práticas eram habituais e procedimentos aprovados entre os principais Batistas daquela época.

Se o leitor mantiver em mente as distinções estabelecidas neste capítulo, as afirmações Batistas serão claramente entendidas como estarão descritas no Capítulo Dois: O Testemunho dos Batistas.

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[1] J. G. Bow – EM QUE OS BATISTAS ACREDITAM E POR QUE ELES ACREDITAM NISSO (Nashville, Diretoria da Escola Dominical da Convenção Batista do Sul, n.d.), págs. 4-5. A informação fornecida pela Comissão Histórica da Convenção Batista do Sul, Nashville, Tennessee indica que as agências da CBS publicaram esse livro de J. G. Bow, da virada do século até 1925.

[2] O Item Notícias do “CVN”, citado em DESAFIADOR DO LAMENTO BATISTA – E. L. Bynum, editor (Lubbock, TX, Igreja Batista do Tabernáculo, abril 1990), pág. 4.

[3] ”Aproximando Evangélicos e Católicos”, René DeCair, Associated Press Writer (Mundo Tulsa, 9 de abril de 1994), pág.16.

[4] DeCair, ibid.

[5] W. A. Jarrell, A PERPETUIDADE DA IGREJA BATISTA (Dallas 1894), pág. 6.

[6] C. D. Cole, DEFINIÇÕES DE DOUTRINA: A IGREJA DO NOVO TESTAMENTO, VOL.iii (Lexington, KY, Igreja Batista da Estação Bryan, n.d.), pág. 12.

[7] Cole, ibid., pág. 16.

[8] Robert Robinson, PESQUISAS ECLESIÁSTICAS (Cambridge, Francis Hodson, 1790) (reimpresso por Pesquisa e Arquivos da História da Igreja), págs. 134, 135.

[9] É um fato histórico, embora muitas vezes negado, que vários poderes Protestantes perseguiram ativamente Batistas e outros dissidentes de qualquer grupo que fosse a “igreja estabelecida”. Michael Servetus (1511-1553) morreu na Genebra de Calvino, condenado como herético”. (William PÁG. Barker – QUEM É QUEM NA HISTÓRIA DA IGREJA, Grand Rapids, Baker, 1977, pág. 251). Ele foi “queimado em 1553 com a aparente aprovação tácita de Calvino”. (ibid. pág.252).

O sempre elogiado Philip Melanchthon (1497-1560) se iguala a Lutero e Calvino como um dos ‘grandes Reformadores’. Os Batistas deveriam estar cientes que “ele aplaudiu... a execução de Servetus... e recomendou que a rejeição do batismo infantil ou do pecado original, da presença real de Cristo na Eucaristia, deveriam ser punidas como crimes capitais”, (Schaff, citado por Will Durant em A HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO, vol. VI, N.Y. Simon & WSchuster, 1957, págs 423-424). Ele foi condenado pela inquisição secular que perseguiu os Anabatistas da Alemanha e perguntou: “Por que deveríamos ter piedade desses dois homens mais do que Deus tem?” Pois ele estava certo de que Deus tinha destinado os Anabatistas ao inferno (Smith, citado por Will Durant, ibid. pág. 423).

[10] J. H. Grime – POR QUE EU SOU UM BATISTA (Lebanon, TN, autopublicado n.d.), pág. 11.

[11] W. E. Anderson – O PRIMEIRO BATISTA (Little Rock, AR., The Challenge Press, 1972), págs. 120, 121.

[12] C. D. Cole, opág.cit., pág. 12.

[13] Bill Lee – Prefácio ao Editor para UM CORPO COMPLETO DE DIVINDADE DOUTRINÁRIA E PRÁTICA (João Gill, London, Matthew & Leigh, 1809), (reimpresso por The Baptist Standard Bearer, Inc., Paris, AR., 1987], págs. vii, viii. 

[14] J. R. Graves - TRILEMA (Texarkana, Bogard Press, 1969), págs. 13, 14.

[15] J. F. Bliss, PAPISMO E PROTESTANTISMO COMPARADOS, citado por Graves ibid., pág. 16.

[16] Graves, ibid., pág. 119-121.

[17] Stuart Ivison & Fred Rosser – OS BATISTAS NO ALTO E BAIXO CANADÁ ANTES DE 1820 (Toronto, Toronto University Press, 1956), pág. 36.

[18] Ivison & Rosser, ibid., págs. 42, 43.



O Primeiro Testemunho

O TESTEMUNHO DOS BATISTAS

É de todo necessário que as afirmações dos Batistas tenham voz representativa porque muitos, mesmo entre nosso povo, não receberam fundamentação em história Batista. Não sendo familiar com seu próprio passado, eles ficam muitas vezes à deriva entre os destroços e os refugos das noções populares sobre a “história da igreja”.

Você pode se espantar de ler neste segundo capítulo o que os Batistas afirmaram historicamente como pertinentes a si mesmos e seu início. Você pode ser perturbado, à medida que a verdade sobre outras “igrejas” se torna aparente. Isso pode ser especialmente assim se você não for um Batista. Demonstraremos que os Batistas da linha mestra têm consistentemente crido na longínqua antiguidade das igrejas Batistas. Também se demonstrará que esses Batistas afirmaram que as verdadeiras igrejas do Novo Testamento do Senhor teriam que ser encontradas exclusivamente entre as pessoas conhecidas como Batistas. Não estamos dizendo que toda “igreja Batista” seja uma igreja do Novo Testamento, mas estamos dizendo que toda a autêntica igreja Batista é uma igreja do Novo Testamento.

Muitos pregadores Batistas bem conhecidos tendo vivido e agora dormindo em Cristo, poderiam ser intimados a testificarem aqui. Ministros proeminentes de anos atrás como, J. B. Moody, pastor e antigo presidente da Convenção Batista do Sul; B. H. Carroll, pastor da Primeira Igreja Batista de Waco, Texas e fundador do Seminário Batista do Sudoeste; Jesse Mercer, líder entre os Batistas da Georgia de quem a Universidade Mercer usa o nome; J. R. Graves, pastor e editor; J. Newton Brown, pastor, autor e professor em New Hampshire, Massachusetts, New York e Virgínia; João A. Broadus, pastor e líder na Convenção Batista do Sul; William Williams, pastor em New York; R. B. C. Howell, pastor em Nashville e por muitos anos, presidente da Convenção Batista do Sul; George C. Lorrimer que serviu às igrejas em Kentucky, New York, Boston e Chicago; A. C. Dayton de New Jersey, editor, autor e secretário correspondente para uma agência da Convenção Batista do Sul; T. T. Eaton, autor e pastor de igrejas em Tennessee e Virgínia e tantos outros poderiam ser mencionados. Muitas autoridades Batistas, tão bem conhecidas e respeitadas como esses poucos citados também poderiam ser ouvidos para testificar a origem apostólica dos Batistas.

Embora nem todos que defendem a origem apostólica dos Batistas mantiveram prática Batista restrita, insistimos que a consistência demanda seguirmos essas práticas Bíblicas históricas Batistas. Os que convocamos a testificar foram proeminentes em seus dias e altamente estimados entre seus pares. Sua honestidade esteve fora de questão e seu conhecimento não pode ser discutido.

Apesar de não termos o hábito de usar títulos que honrem homens, incluímos algumas das conquistas educacionais das seguintes testemunhas para não haver qualquer afirmação de que seriam homens iletrados. As letras que acompanham o nome de um homem não necessariamente os tornam corretos, mas indicam que eles completaram certo nível em seus estudos.

O Testemunho de João T. Christian, A.M., D.D., L.L.D.

Pastor e historiador, João T. Christian serviu como professor de história e biblioteconomista de 1919 a 1925 no Instituto Bíblico Batista de New Orleans (agora Seminário Teológico Batista de New Orleans), na Convenção Batista do Sul. Ele fala como nossa primeira testemunha, representando os Batistas da parte inicial do século XX. Ele forneceu o seguinte endosso: “Não tenho dúvida em minha mente que tem havido uma sucessão histórica de Batistas desde os dias de Cristo até o presente”. [1]

Esta hábil e concisa afirmação é a posição histórica Batista sobre as igrejas Batistas. Muitos assim chamados Batistas de nossos dias não são ensinados a respeito dessas coisas ou apostataram dessa antiga posição. Seu afastamento de modo algum prova de que a antiga afirmação é errônea, mas fala enfaticamente sobre o triste estado espiritual de nossos tempos.

A Convenção Batista do Sul publicou dois volumes de história do Dr. Christian desde sua primeira edição em 1922 até que eles permitiram a saída da linha depois que a visão não-Landmarquista ou Protestante assumiu o controle de seus seminários. Os fundadores e muitos líderes antigos da CBS eram Batistas profundos – com eles queremos dizer os “Landmarquistas” – e homens de boa intenção cujos escritos são de grande ajuda aos Cristãos amantes da Bíblia. Os atuais líderes dentro da CBS quase unanimemente repudiaram sua posição histórica doutrinária e as práticas históricas Batistas de “Landmark”. Tirando de linha a publicação dos dois volumes de história do Dr. Christian, alguns poderes dentro da CBS testificaram seu próprio afastamento da fé e prática Bíblicas de seus pais “Landmarquistas”.

O Testemunho de T. G. Jones, D.D.

Vamos voltar vários anos no século dezenove e ouvir o testemunho de outro membro eminente da Convenção Batista do Sul. Tiberius Gracchus Jones, enquanto adolescente, foi levado ao arrependimento e à fé em Cristo e subsequentemente batizado por James B. Taylor, pastor da Segunda Igreja Batista de Richmond, Virginia. Quando estava com dezoito anos, Jones entrou para o Seminário Batista da Virgínia e logo foi licenciado para pregar pela mesma igreja que autorizou seu batismo. Após se graduar com louvor na Universidade de Virginia e mais tarde se graduar com a mesma honra no William e Mary College, ele se tornou pastor na Igreja Batista da Rua Freemason de Norfolk. Mais tarde serviu como pastor da Igreja Batista de Frasnklin Square, em Baltimore, Maryland. Após a Guerra Civil Americana, Jones foi chamado de volta como pastor para a igreja de Norfolk onde permaneceu até ser eleito presidente do Richmond College (o novo nome do Seminário Batista da Virginia). Após vários anos, ele foi chamado uma terceira vez para a Igreja Batista da Rua Freemason em Norfolk. Mais tarde foi eleito pastor da Primeira Igreja Batista de Nashville, Tennessee, onde permaneceu por muitos anos.

Considere algumas das conquistas de T. G. Jones. Enquanto pastor da igreja em Norfolk foi eleito presidente do Wake Forest College, North Carolina e alguns anos mais tarde, foi escolhido para se tornar presidente da Mercer University, Georgia. Ele recusou esses dois compromissos, porém, pois sentiu que deveria permanecer fiel às suas responsabilidades pastorais. Além de publicar citações e artigos em vários periódicos, Jones escreveu três pequenos livros. [2]

Considere as seguintes palavras de elogio ditas por um homem do seu tempo: “Dr. Jones é visto como um dos mais finos oradores de púlpito da nação e altamente estimado por seu cargo em Nashville. Em várias assembleias foi um dos vice-presidentes da Convenção Batista do Sul e agora é vice-presidente da diretoria de curadores do Seminário Batista do Sul. Ele possui uma rara dignidade de maneiras, alta escolaridade e um registro abençoado”. [3]

Veja o que esse eminente pastor e estudioso Batista do Sul tem a dizer sobre a origem das Igrejas Batistas: “...Eles (os Batistas) têm sempre mantido que suas igrejas são tão antigas quanto o próprio Cristianismo. Que suas fundações foram postas por mãos não menos honrosas que as de Cristo e seus apóstolos. Em todas as épocas desde a primeira, os Batistas acreditaram que sua denominação era mais antiga que eles mesmos. Os Batistas Americanos negam que devem sua origem a Roger Williams. Os Batistas da Inglaterra não garantirão que João Smyth ou Thomas Helwysse foi seu fundador. Os Batistas de Gales extenuosamente defendem que receberam seu credo no primeiro século, daqueles que a obtiveram diretamente dos próprios apóstolos. Os Batistas da Holanda rastreiam seu pedigree espiritual à mesma fonte. Os Batistas alemães mantinham que eles eram mais antigos que a Reforma, mais antigos que a hierarquia corrupta que deveria ser reformada. Os Batistas Waldensianos afirmavam uma ancestralidade bem mais antiga que Waldo, mais antiga que o mais antigo de seus predecessores nos vales de Piemonte. Assim também, podemos dizer dos Lolardos, Henricianos, Paterinos, Paulocianos, Donatistas e outros antigos Batistas que eles afirmavam uma origem mais antiga que a dos homens ou das circunstâncias das quais derivaram suas peculiares declarações. Se, em qualquer exemplo, a corrente de descendência for perdida dos olhos humanos, nas ‘remotas profundidades da antiguidade’, eles mantêm que enfim reaparecem e revelam sua fonte em Cristo e em seus apóstolos.

"Agora, pensamos que essa singular unanimidade de opinião entre os Batistas de todos os países e de todas as épocas, respeitando sua origem comum nos tempos apostólicos e primitivos – uma unanimidade, cuja existência podendo ser facilmente estabelecida por numerosas citações de historiadores e outros escritores entre eles é, em si mesma, um fator de não pequeno valor, fornecendo um argumento presumível de muita força para apoiar a afirmação Batista. Na Inglaterra e nos Estados Unidos especialmente, os Batistas agora são numerosos, inteligentes e de todo modo tão respeitáveis quanto qualquer denominação de povo Cristão. Entre eles estão homens, não apenas de irrepreensível moral e caráter Cristão, mas de profundo aprendizado e extensa pesquisa histórica. Todos eles, assim como o mais humilde e mais iletrado entre eles, acreditam que os Batistas (com ou sem o nome, é indiferente) existiram ‘desde os dias de João o Batista até agora’”, [4] (parêntesis meus: CAP)

Essas palavras tão claras por um Batista do Sul tão eminente não pode ser superficialmente discutidas. Este autor só pode desejar que os sucessores de T. G. Jones possam ser tão sólidos quanto, em sua defesa da verdade das Igrejas do Senhor. É um fato incontestável da história que, em certo momento da história, os ministros, assim como toda a lista e registros da Convenção Batista do Sul foram, quase como um único homem, sólidos em suas visões da igreja. Mas com isso nos referimos a que eles defendiam a visão de que as verdadeiras igrejas de Cristo deveriam ser encontradas entre aquelas pessoas conhecidas como Batistas e que as igrejas Batistas de seus dias se originaram durante o ministério terreno de Jesus Cristo.

É notável que esse volume particular foi publicado pela Sociedade Batista Americana de Publicação da Filadélfia, já que isso indica que essas visões foram defendidas por Batistas no Norte, assim como no Sul dos Estados Unidos. De fato, essas visões de igreja tão fortes foram então universalmente defendidas entre os principais Batistas, mas mais tarde foram deixadas de lado por tantos.

O Testemunho de Joseph Belcher, D.D.

Voltando no tempo e atravessando o Atlântico, consideramos Joseph Belcher, que nasceu em Birmingham, Inglaterra em 1794 e se converteu em 1814. Em 1819 foi ordenado pastor em Somersham e mais tarde serviu em outras igrejas. Ele se tornou pastor de uma igreja Batista em Halifax, Nova Escócia, em 1844 e, depois de servir ali por três anos foi realocado para a Filadélfia e para a Igreja de Mount Tabor.

Inicialmente falaremos do enorme trabalho de Belcher de mais de mil páginas que foi apreciado pela imprensa secular e religiosa de seus dias e por representantes das denominações Batista, Metodista, Episcopal, Luterana e Presbiteriana por sua honestidade, justiça e abrangência. Vários desses testemunhos devem ser encontrados no início do volume, ali colocado com o fim de advertência. Joseph Belcher escreveu:

Ao prosseguir com o resumo da história do corpo Batista em geral, seus escritores se rejubilam de que os antigos documentos históricos ainda existam o que muito os tem ajudado materialmente. Eles só podem, dizem, ser gratos a Mosheim (ver Glossário) quando este lhes diz que sua origem está oculta nas profundezas da antiguidade, porque tal testemunho, como o do Cardeal Hosius (ver Glossário), quando diz que os batistas forneceram mártires por mil e duzentos anos, mostram que eles não são modernos em sua origem, como alguns escritores recentes pretenderiam”. [5] (parêntesis meus: CAP)

Novamente Dr. Belcher fala da afirmação Batista da exclusiva perpetuidade quando escreveu: “Mas, à medida que os Batistas afirmam sua mais distante antiguidade, mesmo com antepassados lineares da igreja primitiva...” [6]

Citamos Belcher numa obra posterior de natureza similar, quando ele testifica com a linguagem mais clara: “vemos que os Batistas afirmam sua distante antiguidade no começo da igreja Cristã. Eles podem rastrear uma sucessão daqueles que acreditaram na mesma doutrina e ministraram as mesmas ordenanças, diretamente da era apostólica”. [7]

Claro que nenhum esclarecimento deste testemunho é necessário!

O Testemunho de William Cathcart, D.D.

Por muito tempo pastor da Segunda Igreja Batista da Filadélfia, Pensilvânia, o Dr. Cathcart nasceu de família Escocês-Irlandesa no norte da Irlanda, em 1826. Levado à igreja Presbiteriana, foi convertido cedo em sua vida e recebeu o batismo Batista em 1846. Sua alta educação foi na Universidade de Glasgow, Escócia e no Rawdon College, Yorkshire, Inglaterra. Chegou à América do Norte em novembro de 1853 e, em dezembro daquele ano se tornou pastor da Terceira Igreja Batista de Groton, em Mystic River, Connecticut. Ele foi chamado para assumir a supervisão da igreja da Filadélfia em 1857.

Cathcart escreveu vários livros e foi ativo nos negócios Batistas. Ele editou uma enciclopédia (um volume de mais de 1.300 páginas). Nessa grande obra ele obteve a assistência de quase setenta ministros Batistas importantes, no Canadá e nos Estados Unidos. Consequentemente seu testemunho também pode ser afirmado como o testemunho de muitos outros ministros Batistas também. Seu artigo intitulado “Resumo Geral dos Batistas” começa assim:

A denominação Batista foi fundada por Jesus durante Seu ministério terreno. Próximo ao Mestre de Nazaré, nossos grandes líderes eram os apóstolos e os anciãos, bispos e evangelistas, que pregaram Cristo em seu tempo. As instruções de nosso Fundador estão contidas nos quatro Evangelhos, os ensinamentos dados pelo céu de nossos mais antigos ministros estão nas Epístolas inspiradas. O primeiro jornal missionário batista foi os Atos dos Apóstolos”. [8]

Certamente nenhuma pessoa pode ler esse prefácio e duvidar que Cathcart acreditasse que as igrejas Batistas eram as verdadeiras igrejas de Cristo! Aqueles quase setenta ministros no Canadá e nos Estados Unidos evidentemente defendiam visões similares para terem contribuído com tal obra e terem seus nomes ligados a ela.

O Testemunho de Charles H. Spurgeon

Charles Haddon Spurgeon é conhecido como o pregador mais intensivamente lido desde os apóstolos. Seus livros e sermões foram reimpressos várias vezes como coleções e peças individuais. Spurgeon (1834-1892) se converteu durante os anos de sua adolescência e logo em seguida começou a pregar. Ele foi privilegiado por pregar a multidões em auditórios alugados e em casas de reunião de sua própria igreja em Londres, Inglaterra. Sob a liderança de Spurgeon, sua congregação construiu uma casa de reunião conhecida como o Metropolitan Tabernacle onde podiam se assentar seis mil pessoas. Considerando que Mr. Spurgeon não era nem de perto ciente de política de igreja como sabemos de sua consistência em princípios Bíblicos, ele evidencia um claro entendimento da origem das igrejas Batistas.

Antes da congregação se mudar para o Metropolian Tabernacle, enquanto ainda se reunia na New Park Street em 1860, Spurgeon pregou essas palavras: “Não me envergonho da denominação à qual pertenço, disseminados como somos, dirigidos pelos lombos de Cristo, nunca tendo passado através da turva corrente do Romanismo e tendo uma origem separada de todos os dissidentes ou Protestantismo, porque existimos antes de todas as outras seitas...”. [9]

Durante o ano seguinte, 1861, após a mudança para o novo Tabernáculo, Spurgeon proclamou:

Acreditamos que os Batistas são os Cristãos originais. Não começamos nossa existência na reforma. Éramos reformadores antes de Lutero ou Calvino terem nascido. Nunca viemos da igreja de Roma, pois nunca estivemos nela, mas temos uma linha inquebrável até os próprios apóstolos. Sempre existimos desde os dias de Cristo e nossos princípios, às vezes velados e esquecidos, como um rio que pode viajar debaixo da terra por pequena estação, sempre tem tido adeptos honestos e santos”. [10]

Mais tarde, esse mesmo Spurgeon enfaticamente proclamou para todo o mundo ouvir:

E agora me parece, nesses dias, quando alguém nos diz: ‘vocês, como uma denominação, que grandes nomes podem mencionar? ’De que pais vocês podem falar?’ Podemos responder: ‘Mais do que qualquer outro debaixo do céu, pois somos a antiga igreja apostólica que nunca se curvou ao jugo de príncipes, até agora. Nós, conhecidos entre os homens de todas as épocas por vários nomes, como Donatistas, Novatianos, [sic] Paulocianos, Petrobrussianos, Cátaros, Arnoldistas, Hussitas, Waldenses, Lolardos e Anabatistas, sempre defenderam a pureza da Igreja e sua distinção e separação do governo humano. Nossos pais foram homens acostumados a sofrimentos e desacostumados a facilidades. Eles apresentam a nós, seus filhos, uma linha inquebrável que vem legitimamente dos apóstolos, não através da imoralidade de Roma. Não pelas manipulações dos prelados, mas pela vida Divina, pela unção do Espírito, a companhia do Filho no sofrimento e do Pai na verdade”. [11]

Tal evidência mostra que o Sr. Spurgeon não se retraiu ao falar aberta e frequentemente sobre a história do povo agora chamado de Batistas! Este escritor deseja que todos os ministros Batistas fossem tão avançados neste assunto!

Em 1881, VINTE ANOS DEPOIS, Spurgeon ainda pregava as mesmas coisas sobre a origem dos Batistas. É muito significativo que após vinte anos de muitos estudos, ministérios e associação com Batistas e outros, o Sr. Spurgeon ainda acreditasse na origem apostólica e na perpetuidade das igrejas Batistas. Ele declarou:

A história até aqui tem sido escrita por nossos inimigos, que nunca teriam deixado um fato sequer sobre nós nos registros se pudessem fazê-lo e ainda os deixariam escoar agora e então que certo povo pobre chamado Anabatistas foi levado à condenação. Desde os dias de Henrique II (1154-1189 a.C.) até os de Elizabeth (1558-1603) ouvimos sobre certos heréticos infelizes que eram odiados por todos os homens em benefício da verdade que estava neles. Lemos sobre esses pobres homens e mulheres, com suas vestes cortadas curtas, levados aos campos para perecerem de frio e além de outros que foram queimados em Newington pelo crime de Anabatismo. Muito tempo antes de seus Protestantes terem conhecimento disso, esses horríveis Anabatistas, como eram injustamente chamados, estavam protestando por ‘um Senhor, uma fé e um batismo’”. [12] (parêntesis meus: CAP)

Estranhamente, há alguns assim chamados “Batistas reformados” (uma criatura que pensamos ser uma impossibilidade e uma contradição de palavras) que se glorificam nos sermões e escritos do Sr. Spurgeon sobre soteriologia (a doutrina da salvação), mas que desprezam totalmente essas afirmações sobre eclesiologia (a doutrina da igreja). É certamente digno de nota que o Sr. Spurgeon não datou a origem Batista como tendo ocorrido durante ou subsequentemente à Reforma Protestante. Na última citação, ele especificamente menciona Henrique II cujo reinado fora em torno de quatrocentos anos antes da Reforma Protestante que foi, claro, a data de origem das igrejas Protestantes.

O Testemunho de João Ashworth

João W. Ashworth foi pastor da Igreja Batista que se reunia na Capela George Street, Plymouth, Inglaterra em 1879. Naquele ano ele pregava diante de sua própria igreja e diante da Associação Ocidental das Igrejas Batistas dois sermões sobre “Princípios Batistas e História”. Esses sermões com notas e apêndice foram “publicados por solicitação” chegando no mínimo à terceira edição e vinte e cinco mil cópias impressas. O Ancião Ashworth disse: “Uma coisa como o Batismo Infantil não era conhecida na Inglaterra nos primeiros seis séculos”.

Voltando ao tempo de William o Conquistador (1066-1087), descobrimos que os Batistas tinham se disseminado tão rapidamente que o Arcebispo de Cantuária, Lanfranc, vendo que muitos dos nobres, assim como os pobres, tinham adotado seus sentimentos escreveu um livro contra eles, em que reclamava, como o Arcebispo Egbert fez sobre os Cátaros (Puritanos) em torno da mesma época, ‘de que eles eram muito perniciosos à fé Católica, POIS MANTINHAM SUA OPINIÃO PELAS AUTORIDADE DAS ESCRITURAS, um grande crime naqueles dias e ainda uma grande inconveniência, com frequência àqueles que preferem as tradições e costumes dos homens aos mandamentos de Deus! Mas os Batistas floresceram, apesar do livro do Arcebispo e, portanto, o Rei foi induzido a emitir um edito, que ‘aqueles que negassem o Papa não comercializariam com seus súditos’”. [13] (parêntesis meus: CAP)

Ashworth identifica os Paulocianos como Batistas quando cita os Antigos Batistas Ingleses de Evan, bol. I, em suas notas de rodapé e diz no texto: “no século doze, trinta Batistas, provavelmente Paulocianos, foram mortos em Oxford’”. [14]

Identificando os Paulocianos como Batistas, Ashworth está dizendo que os Batistas tiveram uma existência continua, embora conhecidos sempre por outros apelidos. Incidentalmente, ele menciona que, durante o reinado de Charles II, os Batistas sofreram mais que outros grupos, por sua aberta defesa da liberdade religiosa e civil. Ele continua, dizendo:

Foi durante esse vergonhoso reinado que Bunyan (João Bunyan, autor de Progresso do Peregrino) foi aprisionado e Keach foi exposto ao pelourinho e Abraham Cheare, o amado Pastor de sua Igreja, foi levado à morte na Ilha de Drake”. (parêntesis meus: CAP)

Em relação aos grupos religiosos diferentes dos Batistas, Ashworth assim resume: “E muitas das ‘outras igrejas’ nasceram ‘ontem’, se comparadas com as nossas. Nem as igrejas Episcopais nem as Presbiterianas podem voltar no tempo mais de trezentos anos. Os Independentes rastreiam sua origem até os Brownistas, na última parte do século dezesseis. Os Wesleyanos iniciados por João Wesley, só cento e quarenta anos e os Plymouthistas, de cada sombra de opinião são somente desta geração’”. [15]

O que mais pode ser exigido? Há um testemunho claro dos Batistas associacionais na Inglaterra sobre a origem e contínua existência dos Batistas desde os dias dos apóstolos!

O Testemunho de J. M. Cramp, D.D.

João M. Cramp nasceu em 25 de julho de 1796. Serviu como pastor em Londres, na Ilha de Thanet e Hastings, Sussex. Ele “assumiu em 1844 o colégio Batista, Montreal, Canadá. Tornou-se presidente da Acadia College, New Scotland em 1851 e se aposentou em 1869 nessa posição’”. [16]

Publicadas no Canadá, as seguintes declarações de J. M. Cramp falam desse ponto. Embora não possamos concordar com todas as outras conclusões do Dr. Cramp, ele declarou:

A história Cristã, no primeiro século, era estritamente e apropriadamente uma história Batista, embora a palavra ‘Batista’, como nome distintivo, não era então conhecida. Como poderia? Como era possível chamar um Cristão de Cristão Batista, quando todos eram Batistas”. E, em relação ao grupo de Batistas chamado de Donatistas, Dr. Cramp escreveu o seguinte testemunho claro:

No século quatro os DONATISTAS surgiram com o padrão da reforma. Eles constituíram a metade da população Cristã da África do Norte. A pureza era seu principal objetivo. Eles também, assim como os Novatianos, se autodenominavam CÁTAROS – os PUROS – PURITANOS. Outros homens os chamavam de DONATISTAS, por Donatus, cuja liderança eles seguiam. Roberto Robinson, um escritor ilustre da história eclesiástica, no último século, diz que eles eram ‘Batistas Trinitarianos’. O Reverendo Thomas Long, o Prebendário de Exeter (uma Igreja de cléricos ingleses) cuja ‘História dos Donatistas’ foi publicada em 1677, afirma que eles eram em geral anabatistas, pois não só rebatizavam os adultos que os procuravam, mas se recusavam a batizar crianças, contrário à prática da Igreja, como aparece em vários discursos de Santo Agostinho (pág. 103)’”. (parêntesis meus: CAP)

Dr. Cramp indica que Agostinho se opôs aos Anabatistas em seus dias. Agostinho viveu de 354 a 430 D.C.. Aqui encontramos Agostinho servindo como outra testemunha, embora involuntário, sobre a antiguidade dos Batistas!

Falando sobre seu próprio tempo, Cramp compara os Batistas de seus dias com os da sucessão Batista conhecidos por outros nomes. Ele escreveu:

Cada época trouxe à visão campeões da verdade e do direito e nós Batistas somos os Novatianos, os Donatistas, os Paulocianos, os Petrobrussianos do século dezenove”. Em resposta àqueles que alegam que esses grupos mencionados eram todos heréticos do pior tipo, Dr. Cramp assim responde: “Alguns já começam se desestimulando”. ‘Senhor! todos aqueles povos eram heréticos e cismáticos! ’Pesadas palavras, essas! Mas estávamos acostumados a elas. Eles chamavam o próprio Senhor de ‘Samaritano’ e diziam que ele tinha um demônio’. O fato é que a parte dominante sempre assumia ser ortodoxa e levava o povo a crer que aqueles que diferissem deles eram heréticos. Trinitarianos eram ortodoxos nos dias de Constantino e os Arianos eram banidos. Os Arianos eram os ortodoxos no reinado seguinte, o de Constantino e então os Trinitarianos foram banidos. Essas alternâncias estavam continuamente ocorrendo. E assim chega a isso: que se você quiser rastrear a verdadeira igreja de Deus, você deve segui-la pela linha daqueles que foram estigmatizados e seus nomes eliminados como o mal. O patriotismo foi mais frequentemente encontrado entre os chefes do que nos palácios dos reis’”. [17]

Palavras claras, de fato, desse Batista Canadense que sabiam da origem das sólidas igrejas Batistas! Oh, se os Batistas Canadenses de hoje soubessem e permanecessem com o Irmão Cramp.

O Testemunho de Thomas Crosby

Voltando no tempo ainda mais, convocamos outro notável Batista para dar seu testemunho nessa questão. Enquanto os previamente citados viveram durante ou após meados de 1800, quando a ‘verdade da igreja’ se tornou um assunto muito disputado em alguns lugares, Crosby antecede esse período de debates em mais de cem anos! Que as palavras de outro falem da obra desse homem Thomas Crosby que:

... era um Batista de Londres de grande influência em nossa denominação. Ele era casado com a filha do celebrado Benjamin Keach e ensinava numa escola avançada para jovens cavalheiros. Sendo um diácono Batista por muitos anos, ele foi selecionado para fazer a afirmação habitual em benefício da igreja quando Dr. Gill foi ordenado pastor da igreja de que Mr. Crosby era membro.

Mr. Stinton, o cunhado de Thomas Crosby e predecessor de Dr. Gill, tinha coletado materiais para uma obra sobre a história Batista, que nunca foi publicada. Esses materiais foram dados a Crosby...”” [18]

É digno de nota, conforme citado acima, que Crosby era um líder respeitado em sua própria igreja: uma igreja de considerável distinção e cujos líderes exerciam muita influência na vida Batista. Também se deveria observar que muito do material foi reunido por Mr. Stinton e passado para Mr. Crosby que publicou seu PRIMEIRO volume da História dos Batistas Ingleses em 1738. Sendo criticado por usar ‘fontes secundárias’, Crosby fez investigações originais e publicou outros volumes. Ele escreveu o seguinte em seu segundo volume após pesquisa e estudo pessoal:

Esse grande profeta João teve imediata comissão do céu (Lucas 3:2) antes de entrar para a real ministração do seu ofício. E à medida que os Batistas Ingleses aderiram de perto a esse princípio, que João o Batista estava sob comando divino, o primeiro a ser comissionado a pregar o evangelho e batizar por imersão os que o receberam. E que essa prática tem sido desde então mantida e continuada no mundo até os dias de hoje. Então pode não ser impróprio considerar o estado da religião nesse reino, sendo acordado por todos que a implantação do evangelho aqui foi muito antiga, nos dias dos Apóstolos”. [19]

Crosby candidamente observa o início do batismo Escritural e a perpétua existência de sua ordenança desde seu início. Entender que os Batistas têm historicamente defendido as ordenanças como ordenanças da igreja, isto é, que elas devem ser observadas em e somente por uma igreja (local), segue-se que a perpetuação das ordenanças necessita da perpétua existência das igrejas Batistas. Além disso, o Irmão Crosby testifica sobre o evangelho sendo levado à Bretanha durante os dias dos apóstolos! Esta é uma importante consideração na história das igrejas do Senhor.

O Testemunho de Joseph Hooke

O próximo testemunho dos próprios Batistas será do inglês Joseph Hooke. Novamente deve-se notar que essas palavras foram redigidas muito antes da disputa sobre a sucessão da igreja acontecer. A obra de Hooke, publicada em 1701 afirma:

Tendo assim demonstrado negativamente, que essa seita chamada Anabatista não começara, demonstraremos em seguida, afirmativamente, quando ela começou. Pois um começo ela teve e cabe a nós inquirir sobre a cabeça fonte dessa seita. Pois se estava certo de que ela não era mais antiga que a luta de Munster... Eu resolveria desistir e convenceria outros a fazê-lo também. A religião que não for tão antiga quanto Cristo e Seus apóstolos é muito nova para mim.

Mas, em segundo lugar, afirmativamente, estamos completamente persuadidos e, portanto enfática, embora humildemente afirmamos que essa seita é do mesmo tipo de gente que primeiro foram chamados de Cristãos em Antioquia (Atos 11:26), mas às vezes chamados de Nazarenos (Atos 24:5). E eles recebem agora, em todo lugar, comentários contrários a eles, como recebiam nos Tempos Primitivos.

E às vezes antigamente eram chamados de Anabatistas, como tem sido desde tempos antigos e, pelo mesmo motivo, pois quando outros inovaram na adoração a Deus e mudaram o sujeito do batismo, eles mantiveram seu modo e os homens ficaram zangados e, para reparar o erro, eles o chamaram de Anabatistas e assim eles nasceram pelo nome, que é muito antigo...”” [20]

O fato inegável é que Joseph Hooke e outros Batistas Ingleses defenderam a visão agora conhecida como o ‘Landmarquismo’ histórico. O fato de Hooke ter vivido mais de 150 anos antes desse nome ter sido cunhado prova que enquanto o apelido ‘Landmarquista’ começava a ser usado, a visão ‘Landmarquista’ histórica não foi inventada em meados de 1800, como alguns liberais defendem. O ‘Landmarquismo’ histórico mantém a velha visão defendida pelos Batistas através dos séculos.

O Testemunho de João Gill, D.D.

Augustus Toplady, autor do bem conhecido hino ‘Rocha das Eras’, entre outros, deu seu testemunho à nossa atual testemunha: “se se supõe que algum homem trilhou todo o caminho do aprendizado humano, esse foi Gill”. [21] Esse comentário sobre o saber de João Gill focaliza uma nova luz quando lembramos de que Toplady era um sacerdote bem conhecido e piedoso sacerdote da Igreja da Inglaterra que frequentava ‘muitas vezes a pregação semanal noturna do Dr. Gill!” [22] Quando uma Igreja de cléricos Ingleses vão frequentemente ouvir um pregador Batista, aí tem novidade!

João Gill produziu um volumoso comentário sobre toda a Bíblia e sua obra “Um Corpo de Divindade Doutrinária e Prática”, como obras teológicas foi bem conhecida, assim como outros escritos de sua autoria. Ele serviu como pastor à igreja de Londres que antes foi atendida por Benjamin Keach e mais tarde por C. H. Spurgeon. Ele escreveu o seguinte, a respeito de seu entendimento sobre as igrejas de Cristo ocultas em algumas montanhas da Europa:

...Eu poderia pensar que os vales do Piemonte, que estão entre a França e a Itália têm procurado, onde Deus preservou um contínuo conjunto de testemunhas da verdade em sucessão desde o início da apostasia [sic] até o tempo presente, viver em obscuridade e em segurança, para não serem totalmente destruídos...” [23]

Ninguém que, mesmo levemente, ciente da história daquele ramo de nossos antepassados Batistas, tenha se mantido oculto nos vales do Piemonte, pode duvidar que Gill fala aqui da sucessão Batista como sendo contínua desde os dias dos apóstolos. Nenhuma outra inferência pode ser encontrada nessa afirmativa! Se a ‘verdade da igreja’ tivesse sido um problema e uma questão nos dias de Gill, ele sem dúvida teria mais a dizer.

O testemunho desses Batistas Canadenses, Americanos e Ingleses provam que o ‘Landmarquismo’ histórico não foi uma visão restrita a um segmento menor dos Batistas. Essas visões não os originaram – nem estavam assim limitadas a – um número insignificante de Batistas situados primariamente ‘no sul’ dos Estados Unidos, como algumas vezes tem sido dito.

A visão ‘Landmarquista’ – por ela queremos dizer a visão histórica Batista – afirma que Cristo fundou Sua igreja durante Seu ministério terreno, com pessoas preparadas por João o Batista. A visão histórica é que as igrejas saindo daquela primeira igreja e do mesmo tipo de igreja existiram em sucessão desde o tempo da primeira. Tristemente, alguns desses homens que foram chamados a testificar nem sempre foram consistentes em todas as suas práticas relativa a essa visão histórica, mas o fato permanece que eles defenderam tal visão! (Esse fato deveria incentivar os Batistas modernos a serem consistentes!)

Claro que a razão da rejeição dos quase-Batistas e Protestantes dessa visão é que admitir sua veracidade seria ‘desbatizá-los’ e ‘des-membrá-los’. Demandaria que eles se submetessem ao ‘batismo de João’, o único batismo autorizado por Deus e, portanto, reconhecido nas Escrituras como válido. Muitos estão muito orgulhosos para admitir o erro e abandonar as igrejas feitas por homens, por causa do estigma social ligado à prática Batista estrita. Assim muitos não têm vontade de se submeter ao ‘batismo de João’. Havia alguns religiosos nos dias de Jesus, como os de nossos dias, que não se submeteriam ao batismo de João nas mãos dos apóstolos de Cristo. Foi dito a respeito desses que eles ‘rejeitaram o conselho de Deus contra si mesmo, não sendo batizados por ele’ (Lucas 7:30).

As conclusões a que todos devem chegar, se nossas testemunhas estiverem corretas, são:

1) entre as pessoas agora chamadas de Batistas podem ser encontradas as verdadeiras igrejas de Cristo.

2) todos os outros grupos religiosos que tiveram um início muito recente foram fundados por algum homem e consequentemente não são igrejas de Cristo;

3) a todos os outros grupos falta a autoridade Divina para perpetuar as ordenanças ou se responsabilizar pela comissão. Portanto, os batismos de todos os outros grupos religiosos são nulos e vazios de qualquer reconhecimento Celestial, embora possam portar muito valor com as pessoas de inclinação religiosa dos dias atuais.

Uma visão estreita e fanática, você diria? De fato, em nossos dias de frouxidão, liberalismo e inclusão religiosa, pode assim parecer. Essa visão histórica Batista é a verdadeira visão tão odiosa aos religiosos dos dias que se foram. É tão detestada por muitos das igrejas de hoje feitas por homens. A má vontade dos Batistas de concederem que as igrejas feitas por homens sejam tão boas como a igreja que Jesus edificou atrai a ira dos que pensam que sua organização é tão boa quanto à de Cristo. Certamente todo verdadeiro Cristão admitirá que uma igreja que segue a Bíblia é melhor que uma que não a segue. (Por isso não queremos dizer que as pessoas sejam ‘melhores’, mas que é melhor obedecer à Palavra de Deus que descartá-la). Essa visão ‘estreita e fanática’ é a visão defendida por nossos pais ‘Anabatistas’ dos dias que se foram e é a visão defendida consistentemente por significativo número de Batistas de todas as gerações.

Exemplo 1: Abraham Booth

Muito antes dos Batistas saudáveis serem apelidados de “Landmarquistas” encontramos Batistas escrevendo e falando em defesa da antiga visão histórica que agora é tão odiada. Em 1778, um Batista Inglês, escreveu um volume intitulado: “Em Defesa dos Batistas em Que são Justificados da Imputação de Estabelecer uma Ênfase Injustificável sobre a Ordenança do Batismo e Contra a Acusação de Fanatismo ao Recusarem a Comunhão da Ceia do Senhor aos Pedobatistas”. Embora esses títulos tão longos não estejam mais em voga, este fala extensamente sobre nosso ponto. Os Batistas em 1778 pensavam o que o batismo Escritural era essencial ao companheirismo na igreja. Eles não os admitiriam à membrania em igrejas Batistas baseados em seus “batismos” infantis e consequentemente não lhes permitiria compartilhar a Ceia do Senhor em igrejas Batistas.

Exemplo 2: João Spittlehouse e João More

Em 1652, mais de 125 anos antes dos escritos de Abraham Booth, dois batistas ingleses, João Spittlehouse e João More publicaram um volume intitulado: Uma Justificação da Contínua Sucessão da Igreja Primitiva de Jesus Cristo (Agora Escandalosamente Nomeados Anabatistas) dos Apóstolos até os Tempos Atuais”. [24] Aqui temos outro título enorme conforme o estilo da época, mas que testemunha claramente a respeito da crença Batista históricos sobre si mesmos e suas igrejas.

Enquanto os Batistas modernos não concordariam, talvez, com algumas interpretações da profecia defendida por Spittlehouse e More, dez pontos importantes foram claramente mantidos por eles neste pequeno volume. Eles defendiam vigorosamente:

1. Que a verdade da Igreja Primitiva de Jesus Cristo era existente naqueles dias (1652) na Inglaterra e foi caluniosamente apelidada de ‘Anabatista’.

2. Que as Igrejas de Cristo nunca foram parte nem comungaram com as falsas igrejas.

3. Que a Igreja de Cristo tem tido uma sucessão contínua e, portanto, uma existência contínua desde que Ele a fundou.

4. Que as verdadeiras Igrejas são sociedades visíveis de santos seguindo as práticas, padrões e ensinamentos dos apóstolos.

5. Que essas verdadeiras Igrejas têm preservado as ordenanças (batismo e ceia) de Jesus Cristo desde que Ele as deu.

6. Que o Catolicismo e o Protestantismo se originaram da mesma fonte.

7. Que o Catolicismo Romano é a Feiticeira e as Igrejas Protestantes são as Filhas da Feiticeira e não são Igrejas de Cristo.

8. Que os sacerdotes Católicos e ministros Protestantes não têm ordenações válidas e não são ministros de Cristo.

9. Que a “Reforma Protestante” não foi de Deus, mas resultou na formação de falsas igrejas e que essas falsas igrejas se comprometeram em doutrina e prática com Roma.

10. Que não havia necessidade de uma “Reforma”, na medida em que as Igrejas de Cristo nunca se entregaram à apostasia.

Certamente ninguém pode conhecer escritos como esse e honestamente afirmar que os Batistas da linha mestra pensaram em si como uma seita Protestante originada durante a assim chamada Reforma. Batistas sólidos continuamente têm mantido que é somente entre eles mesmos que as verdadeiras igrejas estabelecidas por Cristo podem ser encontradas! Os Batistas de cada geração desde os apóstolos têm mantido consistentemente que sua origem é mais antiga que eles mesmos!

A evidência é clara: os Batistas dos tempos antigos reconheciam que os indivíduos de outras igrejas podem ser salvos, seguros e irem para o Céu, mas eles se recusam a reconhecer esses outros grupos religiosos como igrejas de Cristo. Eles não aceitariam suas imersões como Escriturais. É importante que o leitor perceba que os Batistas dos dias passados tiveram questões com outros grupos não pelo modo de batismo, mas pela questão de qual igreja tinha a autoridade de Deus para batizar.

Os líderes históricos de todos os principais grupos religiosos concordam que a imersão foi o modo original de batismo”. [25] Até mesmo João Wesley (1703-1791) se recusou a aspergir bebês a menos que eles estivessem “fracos ou doentes”, mas insistia em imergi-los conforme a regra da Igreja da Inglaterra naqueles dias! Obviamente, então, a disputa com os Batistas não era pelo modo, mas pela autoridade! Isso não pode ser afirmado tão fortemente. Os fatos são esses. Todos os principais grupos Protestantes e Católicos historicamente imergiam, exceto em casos de doenças, etc, por isso chamavam a aspersão de “batismo clínico” (nas poucas ocasiões quando ocorriam). Os antigos Batistas tiveram questões com os Católicos e Protestantes da mesma forma, não porque esses aspergiam – pois raramente o faziam – mas porque viam os Católicos como apóstatas e os Protestantes como organizações feitas pelos homens. Os antigos Batistas defendiam que eles não podiam ser uma verdadeira igreja de Cristo e, portanto, se recusavam a reconhecer suas “ministrações”, isto é, ordenanças, como válidas, independente de modo.

Os Batistas dos dias idos consideravam os membros dos grupos Católicos e Protestantes como não batizados! Essa é a visão e prática de uma multidão de igrejas Batistas de nossos próprios dias e acreditamos ser a visão Escritural.

Os Batistas mantêm que uma visão, mesmo que estreita não é fanatismo SE essa visão for verdadeira, conforme as Escrituras. Assim, os Batistas sólidos sempre defenderam as Escrituras como a ÚNICA regra de fé e prática. Que assim seja!

Que ninguém diga que essa visão “estreita” era uma visão de minoria, defendida apenas por uns poucos Batistas. Os Batistas mantêm e sempre têm mantido que eles têm Cristo como seu Fundador. Eles mantêm que perpetuamente têm existido desde que Ele edificou a primeira igreja. Eles insistem que têm permanecido separados e puros em relação a todas as ‘igrejas’ feitas por homens. Essa unicidade pode ser o único fundamento para sua contínua existência.

Ensinar que os Batistas sejam meramente uma seita dentro do Protestantismo é semear as origens da aniquilação Batista. De fato, se as igrejas Batistas são organizações meramente feitas por homens, que eles cessem sua existência separada e se reúnam às igrejas ‘evangélicas’ Protestantes. Se as igrejas Batistas são meramente uma seita dentro do Protestantismo, não há razão válida para a separação Batista. Se, no entanto, sua existência é apostólica e sua fé e prática são Bíblicas, então que eles continuem fervorosamente a “lutar pela fé uma vez entregue aos santos” (Judas 3).

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[1] João T. Christian, UMA HISTÓRIA DOS BATISTAS (Texarkana, Bogard Press, 1922), Vol. 1, pág. 5, 6.

[2] T. G. Jones – escreveu os seguintes livros: OS DEVERES DOS PASTORES NAS IGREJAS (Charleston, Southern Baptist Publication Society). OS BATISTAS: SUA ORIGEM, CONTINUIDADE, PRINCÍPIOS, ESPÍRITO, POLÍTICA, POSIÇÃO E INFLUÊNCIA. UMA JUSTIFICAÇÃO (Philadelphia, American Baptist Publication Society). O GRANDE EQUÍVOCO, OU A CEITA DO SENHOR RESGATADA DA PERVERSÃO DE SEU DESÍGNIO ORIGINAL (Philadelphia, Griffith & Rowland Press).

[3] William Cathcart, A ENCICLOPÉDIA BATISTA (Philadelphia, Louis H. Everts, 1881 – reimpresso por The Baptist Standard Bearer, Paris, AR., 1988, pág. 620, 621).

[4] T. G. Jones, OS BATISTAS: SUA ORIGEM, CONTINUIDADE, PRINCÍPIOS, ESPÍRITO, POLÍTICA, POSIÇÃO E INFLUÊNCIA. UMA JUSTIFICAÇÃO (Philadelphia, American Baptist Publication Society n.d.). pág. 23, 24, 25.

[5] Joseph Belcher, AS DENOMINAÇÕES RELIGIOSAS NOS ESTADOS UNIDOS (Ed. Nova e Revisada /Philadelphia, João E. Potter, 1861), pág. 120.

[6] Belcher, ibid., pág. 124.

[7] Joseph Belcher, DENOMINAÇÕES RELIGIOSAS NA EUROPA E AMÉRICA, pág. 53, [citado por J.R. Graves, ANTIGO LANDMARQUISMO, Segunda Edição, Texarkana, Bogard Press, 1881], pág. 86.

[8] William Cathcart, op cit, pág. 74.

[9] C. H. Spurgeon, PÚLPÍTO EM NEW PARK STREET, Vol. 16, 1860, (Pasadena, Texas, Pilgrim Publications, 1973 reimpresso), pág. 66.

[10] C. H. Spurgeon, PÚLPITO NO METROPOLITAN TABERNACLE, Vol. 7, 1861 (Pasadena, Texas, Pilgrim Publications, 1973 reimpresso), pág.225

[11] Spurgeon, ibid., Vol. 7, pág. 613.

[12] Spurgeon, ibid., Vol. 27, pág. 249.

[13] João W. Ashworth, PRINCÍPIOS E HISTÓRIA BATISTA (London, Yates & Alexander, 1880), pág. 6, 7, 8.

[14] Ashworth, ibid.

[15] Ashworth, ibid.

[16] Cathcart, op cit, pág. 286.

[17] J. M. Cramp, D.D.. O CASO DOS BATISTAS, ESTABELECIDO E EXPLICADO, DIRIGIDO A QUEM POSSA INTERESSAR (Halifax, N.S., Escritório do “Mensageiro Cristão”, 1873.), pág. 3-5, 10.

[18] Cathcart, obra cit., pág. 296, 297.

[19] Thomas Crosby, UMA HISTÓRIA DOS BATISTAS, Vol. II, pág. 2.

[20] Joseph Hooke, UMA NECESSÁRIA APOLOGIA PARA OS CRENTES BATIZADOS, (London, 1701), pág. 66.

[21] A FÉ BÍBLICA E HISTÓRICA DOS BATISTAS SOB A SOBERANIA DE DEUS, (Ashland, KY, Igreja Batista do Calvário, n.d.), pág. 24.

[22] Cathcart, obra cit., pág. 454.

[23] João Gill, O EXPOSITOR DE GILL (London, Matthews & Leigh, 1809), Vol. VIII, pág. 691- citado em Berea Baptist Banner, Mantachie, Mississippi, números de novembro e dezembro- 1987).

[24] Spittlehouse and More, UMA JUSTIFICATIVA DA SUCESSÃO CONTÍNUA DA IGREJA PRIMITIVA DE JESUS CRISTO (AGORA ESCANDALOSAMENTE CHAMADA DE ANABATISTAS) DESDE OS APÓSTOLOS ATÉ ESTE TEMPO ATUAL (London, Gartrude Dawson, 1652).

A única cópia original deste volume de existência conhecida está localizada na Biblioteca Memorial Samuel Colgate, Sociedade Histórica Batista Americana, Rochester, New York. UMA JUSTIFICATIVA DA SUCESSÃO CONTÍNUA... em linguagem e formato modernizados está inclusa no fim deste presente volume como APÊNDICE II.

[25] Bow, op cit, pág. 27, fornece a seguinte informação:

"João Calvino, o fundador da Igreja Presbiteriana, na sua forma atual, disse: ‘A verdadeira palavra batismo, ela própria, significa imergir e é certo que a imersão foi observada pela igreja antiga’”.

"Comentando sobre o batismo do eunuco, Calvino disse: 'Aqui percebemos como o batismo era ministrado pelos antigos, pois eles imergiam todo o corpo em água’”.

"João Wesley, fundador do Metodismo, em Romanos 6:4, diz: 'Somos enterrados com Ele’, aludindo ao modo antigo de batismo por imersão.

"Martinho Lutero diz: 'Pois batismo em grego significa mergulhar e batismo significa mergulho. Sendo movido por essa razão, eu reuniria todos que devem ser batizados e os mergulharia em água, como a palavra expressa e como o mistério significa’. (Works. Wittemb. Ed., vol. 2, pág. 79). (Por razões políticas, sem dúvida, Lutero mudou de ideia e se uniu a Roma)”.

"O Cardeal Gibbons, Católico Romano, diz: 'Por vários séculos após o estabelecimento do Cristianismo, o batismo era usualmente conferido por imersão, mas desde o século doze, a prática de batizar por aspersão tem prevalecido na igreja Católica, pois assim, o batismo é ministrado com menos inconveniência que o batismo por imersão’. – A Fé de Nossos Pais, pág. 275.

"A Enciclopédia Britânica, no artigo ‘Batismo’ – vol. 3 – pág. 351 diz: ‘O modo usual de realizar a cerimônia era por imersão... O concílio de Ravenna, em 1311, foi o primeiro concílio da igreja Católica Romana a realizar a aspersão, deixando-a à escolha do ministro oficiante”. (parêntesis meus: CAP)



O SEGUNDO TESTEMUNHO

O TESTEMUNHO DOS NÃO BATISTAS

Em oposição aos antigos Batistas e suas doutrinas e práticas Bíblias, Católicos e Protestantes involuntariamente têm dado testemunho da perpétua existência do verdadeiro povo que eles queriam extinguir. Eles têm mencionado em seus escritos que houve igrejas que não se conformaram aos desejos do partido no poder. As Igrejas fora da ‘igreja estabelecida’ são mencionadas: igrejas cujos membros se recusaram a se submeter ao ensinamento e política não Bíblicos.

Os Católicos e Protestantes (dependendo de que grupo estava no poder no momento), se autodenominavam ‘ortodoxos’ e todos os outros eram ‘heréticos’, especialmente os Batistas. Eles acusaram falsamente nossos antepassados Batistas dos mais pesados pecados: coisas muito repugnantes e ignóbeis para serem cridas. Esses poderosos interesses religiosos categorizaram nossos antepassados Batistas como os piores heréticos porque se recusaram a comprometer a verdade de Deus.

Não tencionamos que o leitor possa pensar que todos que os Católicos ou Protestantes chamavam de heréticos eram necessariamente Batistas soídos. No entanto, entendemos que dentre tais grupos assim estigmatizados estavam nossos antepassados Batistas e que eles são um cordão escarlate de testemunho para Cristo.

Nosso segundo testemunho então, será de um grupo de testemunhas não solicitadas e às vezes antagonistas, fora das fileiras Batistas.

O Testemunho de Heinrich Bullinger

Heinrich (às vezes Henry) Bullinger (1504-1575), reformador suíço Protestante, primeiro ajudou e depois sucedeu a Zwingli na obra da Reforma Protestante. Bullinger odiava os Anabatistas. Ele se opôs a eles de todo modo possível, até nas perseguições. Ele escreveu: “...O Anabatismo é... tão contrário quanto pode ser à doutrina de Cristo e Seus Apóstolos: verdadeiramente não é espantoso que os obstinados Anabatistas são mantidos sob as leis comuns e punidos por elas. Pois, de outra forma, essas coisas são execráveis e não devem ser disseminadas ou sofridas por um magistrado Cristão”. [1]

Aqui ele apela para cada “magistrado Cristão” para punir os Anabatistas de seus dias! Em outros comentários sobre esses Anabatistas, ele involuntariamente deu testemunho de sua origem antiga, citando a oposição a “rebatizadores” da parte dos Césares, como segue: “agora, penso não ser trabalho perdido falar algo sobre o anabatismo. No tempo em que Decius e Gallus Caesar eram Imperadores, surgiu uma questão em partes da África sobre rebatizar heréticos. E São Cipriano e o resto dos Bispos, reunindo-se no concílio de Cartago, gostavam bastante do anabatismo...” Contra os Donatistas, Santo Agostinho, com outros homens ilustres, discutiam. Há também uma Lei Imperial feita por Honorius e Theodosius, que o santo Batismo não deveria ser repetido. Justiniano Caesar publicou o mesmo em Cod. lib. I. Tit. 6, com essas palavras: ‘Se algum Ministro da Igreja Católica for detectado batizando alguém, que ambos, aquele que cometeu a implacável ofensa (se pelos menos, pela idade, ele fosse punível) e aquele, também que recebeu e foi persuadido a isso, sofram punição de morte”. [2] (parêntesis meus: CAP).

Decius viveu em torno de 201-251 D.C., e foi ‘o primeiro Imperador Romano’ a lançar uma perseguição organizada contra os Cristãos. [3] Bullinger testifica que no século três D.C., a igreja apóstata se opôs aos anabatistas! Que testemunho sobre a antiguidade das pessoas que defendiam as visões Batistas!

Gallus Caesar (Gallerios) viveu de 201-311 D.C., e “foi provavelmente responsável por iniciar a perseguição aos Cristãos em 303”. [4] A perseguição pelo Imperador precedente, Decius, falhou em destruir o Anabatismo! Ele ainda estava presente conforme o testemunho de Bullinger, pelo menos na África, no século quatro.

Justinian Caesar (483-565 D.C.,) foi Imperador Romano desde 527. Ele estabeleceu muitas igrejas e monastérios...” [5] O que segue está implícito no testemunho de Bullinger: ‘por volta do século seis, as igrejas apóstatas se reuniram com a Roma imperial para declarar os Anabatistas fora da lei, com ofensa capital. Bullinger fornece testemunho involuntário da existência de pessoas pré-Reforma defendendo visões Batistas fora da igreja do Estado! Bullinger é citado como tendo afirmado logo no início da Reforma: “os Anabatistas pensam em si mesmos como a única igreja de Cristo e aceitável diante de Deus e ensinam que aqueles que pelo batismo são recebidos em suas igrejas não deviam ter qualquer comunhão (companheirismo) com (os assim chamados) evangélicos ou qualquer outro, qualquer que fosse, pois nossas igrejas (isto é, Protestantes evangélicas ou reformadas) não são igrejas verdadeiras mais do que as Papistas”. [6]

Cremos que essa é uma afirmação precisa das visões Batistas. Os Batistas não tendem a admitir que uma igreja que não siga a Bíblia seja tão boa como uma igreja que o faça! Da mesma forma, os Batistas mantêm que uma igreja iniciada por Cristo e fiel a Ele deve necessariamente ser aprovada por Deus e não por qualquer sociedade feita por homens mesmo se autoproclamem uma igreja.

O Testemunho de Peter Allix, D.D.

Entre 800 e 1000 D.C., alguns Europeus Anabatistas foram ridicularizados com o nome de “Waldenses” por sua localização geográfica nos vales dos Alpes. Alguns foram apelidados de Cátaros, que significa ‘os puros’ – isso porque eles insistiam na membrania à igreja de pessoas regeneradas, evidenciada por um viver em santidade. Peter Allix (1641-1717 D.C.,) foi um estudioso e historiador ilustre da igreja da Inglaterra. Ele nos forneceu uma lista de trinta e três erros imputados contra esse povo pelo sacerdote Jacobita Raynerius. Enquanto algumas das acusações são, sem dúvida, falsas e outras ‘verdades torcidas’, os seguintes excertos indicam a doutrina e prática desses Batistas: "...ELES AFIRMAM QUE SÓ ELES SÃO A IGREJA DE CRISTO e seus discípulos. Eles se declaram com autoridade apostólica e as chaves do ganhar e perder. Eles defendem que a Igreja de Roma é a Grande Prostituta da Babilônia (mencionada em Apocalipse 17 e 18) e todos os que a ela obedecessem seriam condenados... Eles defendem que nenhuma das ordenanças da Igreja Católica Romana, que foram introduzidas desde a ascensão de Cristo deveriam ser consideradas como de nenhum valor: as festas, jejuns, ordens, bênçãos, ofícios da Igreja Católica Romana e outras que eles rejeitavam completamente... ELES DIZEM QUE ENTÃO, ANTES UM HOMEM É BATIZADO, QUANDO ELE É RECEBIDO EM SUA SEITA... Eles não creem no corpo e sangue de Cristo como sendo o verdadeiro sacramento, mas só um pão abençoado que só como metáfora é chamado de corpo de Cristo, pela maneira que é dito: ‘e a rocha foi Cristo’ e assim por diante... Segundo eles não há purgatório e todos os que morrem vão imediatamente para o céu ou inferno. Que, portanto, as orações da Igreja Católica Romana pelos mortos não são úteis... Eles defendem que os santos no céu não ouvem as orações dos fieis nem recebem as honras que são feitas a eles... Eles acrescentam que os santos não oram por nós... Por isso também eles escarnecem de todos os festivais que celebramos em honra aos santos e todas as outras venerações para eles... Eles não observam a quaresma ou outros jejuns da Igreja Católica Romana... Eles não recebem o Velho Testamento, mas só o Evangelho, para que não sejam derrubados por ele, mas sejam capazes de se defenderem com isso, fingindo que com a vinda do Evangelho, todas as coisas velhas devem ser deixadas de lado”. [7] (parêntesis e ênfase meus: CAP).

Esses Batistas viveram centenas de anos [8] antes da Reforma Protestante. Eles permaneceram separados da igreja Romana e mantiveram a mesma doutrina e prática da igreja às quais os Batistas modernos se atêm até o dia de hoje. Nós, como eles, não vemos uma pessoa como batizada ou um membro da igreja de Cristo até e a menos que ele ou ela seja batizado sob a autoridade de Cristo, delegada as Suas Igrejas Batistas do Novo Testamento.

O Testemunho de Ulrich Zwingli

Ulrich (ou Huldrych) Zwingli (1484-1531), Reformador Suíço, foi contemporâneo de Lutero e Calvino. O Concílio da cidade de Zurique, Suíça (sem dúvida agindo sob a liderança de Zwsingli, pois havia então a união do governo civil e da igreja) “... tomou a medida drástica de decretar a morte por afogamento como penalidade para aqueles que persistissem na heresia” do Anabatismo. [9] Ele deu testemunho aos Anabatistas que causaram aos Protestantes e Católicos grande consternação por sua recusa em se comprometer com as igrejas “estabelecidas”. Vejam isso: “A instituição do Anabatismo não é novidade, mas por mil e trezentos anos eles causaram grande perturbação na igreja e adquiriam tal força que a tentativa, nessa época, de lutar contra parecia fútil durante certo tempo”. [10]

Essa afirmativa leva os Batistas até o século três! O século três NÃO é a época do início dos Batistas. O século três é próximo ao tempo quando algumas congregações apóstatas começaram a misturar ideias sacerdotais do Velho Testamento com o paganismo, sob nomes Cristãos para formar o que é agora conhecido como a igreja Católica. Zwingli testifica a fé dos nossos antepassados Batistas em oposição às perversas inovações da Roma apóstata desde seu início. A doutrina e prática Batista, fundamentada, como foi, somente nas Escrituras, não podia ser destruída. Nem os ensinamentos não Escriturais de fabricação humana nem a espada podiam destruir a verdade. A fúria de frustração daqueles que não tinham fundamento na Bíblia por suas doutrinas e tradições perniciosas resultou na perseguição àqueles que defendiam a verdade.

O Testemunho de Cardinal Hosius

O Cardeal Católico Romano Stanislaus Hosius (ver glossário) (1504-1579) foi uma das figuras mais significativas da “Contra Reforma” Católica Romana. Ele era representante oficial do papa e oficial presidente do Concílio de Trento (ver glossário). Sobre os Anabatistas ele disse: “Se a verdade da religião devesse ser julgada pela prontidão e alegria que um homem de qualquer seita mostra no sofrimento, as opiniões e persuasões de nenhuma seita podem ser mais verdadeiras ou seguras que a dos Anabatistas, já que não houve em nenhum desses mil e duzentos anos anteriores uma seita que tivesse sido mais duramente punida, ou que mais alegre e firmemente se esforçaram e até mesmo se ofereceram aos mais cruéis tipos de punição do que esse povo”. [11]

Novamente o Cardeal dá seu não solicitado testemunho da perpetuidade das igrejas do Senhor, quando fala de nossos antepassados Batistas: “Onde os Batistas não foram cruelmente atormentados e feridos de faca durante os últimos mil e duzentos anos, eles se multiplicariam em número maior que o dos reformadores”. [12]

O Cardeal leva os Batistas de volta a 350 D.C., – logo depois que Constantino uniu o governo secular com as igrejas apóstatas. Hosius está realmente dizendo que desde que a Igreja Católica existiu houve igrejas Batistas que se opuseram às suas heresias, apesar das vigorosas e violentas tentativas de exterminá-las. Concordamos de coração com o Cardeal. Os Batistas já existiam quando o Romanismo veio a acontecer!

O Testemunho de um Anfitrião Educado

O Cardeal J. Gibbons, Primata da Igreja Católica Romana na América; Patrick J. Healy, D.D., Universidade Católica da América; Theodore Roosevelt, LL.D., editor associado de “O Panorama” e antigo Presidente dos Estados Unidos da América e outros onze eminentes estudiosos serviram como contribuintes ao volume intitulado Cruzando os Séculos.

Esta história popular foi editada por William C. King e revisada em 1912. Mr. King aconselhou a apresentar, entre outras coisas, “O Desenvolvimento da Literatura, Religiões, Filosofias...” e afirmou que ele era “assistido pelo Conselho Editorial e Contribuições Especiais dos Presidentes de Colégios, Educadores Líderes, Religiosos Distintos, Autores Eminentes, Especialistas Literários, Historiadores, Arqueologistas, Sociólogos, Cientistas, Oficiais Estaduais e Federais, Bibliotecários do Estado e Biblioteconomistas”.

Essa ilustre multidão de homens e mulheres deram as histórias de várias denominações religiosas então conhecidas na América do Norte. Sobre os Batistas, esse volume declara: “Sobre os Batistas pode ser dito que não eram Reformadores. Esse povo, consistindo de corpos de crentes Cristãos conhecidos sob vários nomes em diferentes países, são inteiramente distintos e independentes das igrejas de Roma e Grécia, tiveram uma continuidade de existência inquebrável desde os dias apostólicos através dos séculos. Em todo esse longo período eles foram amargamente perseguidos por heresia, levados de país em país, perderam os direitos de cidadania, foram privados de suas propriedades, aprisionados, torturados e assassinados aos milhares, embora não tenham se desviado de sua Fé, Doutrina e Adesão ao Novo Testamento. As extremas condições da Reforma serviram para desenvolver uma unidade denominacional organizada entre os Batistas na Suíça em 1523, que se estendeu até a Alemanha e se espalhou para a Holanda e outros países da Europa, também à Inglaterra e Gales. A igreja Batista dos tempos modernos pode adequadamente declarar suas atividades denominacionais “organizadas” começando com o movimento da Suíça”. [13]

Que testemunho! Não fazemos afirmações além dessa: as verdadeiras igrejas do Novo Testamento defendendo e seguindo os princípios Batistas básicos, Bíblicos existiram desde os dias do ministério de Cristo na terra até a época atual. Esses princípios os fizeram requerer o batismo das mãos de um homem batizado em pleno relacionamento com um tipo de igreja do Novo Testamento.

O Testemunho de Robert Barclay

Robert Barclay, um apologista Escocês da Sociedade dos Amigos (Quakers), que viveu de 1648 a 1690, junto com onze outros e receberam uma patente para a província de East New Jersey pelo Duque de York. Esse homem notável foi então indicado para ser governador. As obras coletadas de Barclay foram publicadas postumamente em 1692, sob o título A Triunfante Verdade Através da Guerra Espiritual.

O prefácio do seu trabalho foi escrito por William Penn, de quem a Pennsylvania [Pensilvânia] traz o nome. Barclay relata o seguinte, a respeito dos Batistas: “Depois mostraremos que o surgimento dos Anabatistas ocorreu antes da reforma da Igreja da Inglaterra e também há razões para crer que no continente da Europa, pequenas sociedades Cristãs ocultas, que mantiveram muitas das opiniões dos Anabatistas, existiram desde o tempo dos apóstolos. No sentido da transmissão direta da divina verdade e a verdadeira natureza da religião espiritual, parece provável que essas igrejas tenham uma linhagem ou sucessão mais antiga que a da Igreja Romana”. [14]

O testemunho de Barclay certamente apóia a antiga afirmação Batista sobre sua ligação direta com a primeira igreja! O testemunho desse respeitável indivíduo tem muito peso não somente por sua posição, mas também porque, como Quaker, eles não estava ligado aos Batistas. Então ele não tinha interesse em promovê-los ou a sua causa.

O Testemunho de João Lawrence Von Mosheim, D.D.

Mais propriamente pronunciado, Johann Laurenz von Mosheim (ver glossário), esse cândido e notável Luterano escreveu: “a verdadeira origem dessa seita que adquiriu a denominação de Anabatistas por sua ministração diferenciada do rito do Batismo àqueles que procuram sua comunhão e, derivados dos Menonitas, daquele famoso homem, a quem devem a maior parte de sua atual felicidade, está oculta nas remotas profundezas da antiguidade e é consequentemente extremamente difícil ser confirmada”. [15]

Os Batistas modernos e Menonitas compartilham uma ancestralidade próxima, embora os Menonitas tenham se desviado, em muitos casos, da verdade. Assim, o testemunho de von Mosheim aponta diretamente para a origem das pessoas chamadas em nossos dias de “Batistas”.

O Testemunho de David Masson

Masson era professor na Universidade de Edinburgh e viveu de 1822 a 1907. Esse crítico literário e biógrafo Escocês escreveu os seis volumes da Vida de João Milton, assim como outras biografias. Sobre os Batistas, ele escreveu: “os Batistas eram de longe os mais numerosos dos sectários. Seus inimigos... desejavam muito ligados aos anárquicos Anabatistas Alemães da Reforma, mas eles mesmos declaravam uma origem superior. Eles mantinham, como os Batistas ainda fazem, que na igreja primitiva ou apostólica, o único batismo praticado ou defendido era o da imersão em água e eles mantinham ainda que o batismo de crianças era uma das corrupções do Cristianismo contra o qual tem havido um contínuo protesto pelos espíritos puros e avançados em diferentes países, em épocas anteriores à Reforma de Lutero, incluindo alguns dos Wyclifites Ingleses, embora o protesto possa ter e repetido mais enfaticamente e com amplas misturas, pelos Anabatistas Alemães que fizeram a Lutero tantos problemas”. [16]

Os verdadeiros Batistas continuaram a manter que o ÚNICO batismo segundo as Escrituras É A IMERSÃO EM ÁGUA – ASSIM COMO Paulo escreveu sobre o batismo em Efésios 4:5. Já que os Batistas se recusavam a aceitar como verdade a inovação de Lutero – uma igreja invisível – precisamos então de um batismo “invisível” para ela.

Entendemos I Coríntios 12:13 como consistente com outras Escrituras para se referir a um batismo inaugurado por João o Batista. Aqueles que acreditam em I Coríntios 12:13 se referindo a algum tipo de “batismo do Espírito” o fazem com o perigo de forçar a si mesmos a um canto em que devem crer em mais de um batismo. Normalmente eles tentam ligar I Coríntios 12:13 à profecia de João (João 1:33), mas João lembra que Cristo batizaria NO ESPÍRITO em Pentecostes, o que o fez. I Coríntios 12:13 não afirma que Cristo batizaria, MAS QUE O ESPÍRITO SANTO SERIA O AGENTE DA AÇÃO – uma coisa bem diferente. I Coríntios 12:13 ensina que o Espírito Santo leva os crentes a serem batizados assim como Simeão “veio pelo Espírito” ao templo em Lucas 2:27. Compare “batizado por um Espírito” em I Coríntios com “veio pelo Espírito” em Lucas. Nenhum estudante da Bíblia entende que Simeão fosse de alguma forma sobrenaturalmente carregado pelo ar até o templo, nem soa como exegese que o Espírito emerge alguém sobrenaturalmente. Entendemos de fato que o Espírito Santo leva os homens a buscar a verdade e a se submeterem ao batismo Escritural, assim como o Espírito levou Simeão a ir ao templo no momento exato de ver o Cristo criança.

Os Protestantes são forçados a crer em dois ou três batismos nessa época. Eles acreditam: (1) no batismo com água, pois há muitas Escrituras claras que o negam. (2) no batismo pelo Espírito Santo no Dia de Pentecostes – os Carismáticos e Pentecostais insistem que esse evento tem sido frequentemente repetido embora não possam oferecer nenhuma data para afirmar tais recorrências. Os Protestantes também acreditam em (3) crentes sendo de alguma forma batizados na igreja invisível pelo Espírito Santo. Que vergonha para qualquer um que conscientemente tente defender essa interpretação tão forçada como Protestantes o fazem com I Coríntios 12:13! E pense que eles se baseiam sua doutrina do “batismo pelo espírito em somente UM VERSO em toda a Bíblia – sendo ele de significado conflituoso! Os Batistas acreditam em “UM SENHOR, UMA FÉ, UM BATISMO” como em Efésios 4:5 é dito e eles acreditam nisso PORQUE a Bíblia diz isso! Em quem você acreditará, leitor: nos ensinos dos homens ou na simples Palavra de Deus?

O Testemunho de Alexander Campbell

Alexander Campbell, fundador de vários grupos Campbelitas, agora conhecidos como “As Igrejas de Cristo”, “os Discípulos,” “As Igrejas Cristãs”, etc., em seu debate com MacCalla, um Presbiteriano, disse essas palavras sobre os Batistas: “...desde a era apostólica até os dias de hoje, os sentimentos dos Batistas e a prática do batismo têm tido uma continua cadeia de advogados e monumentos públicos de sua existência em cada século podem ser produzidos”. [17]

O que precisamos acrescentar à afirmação de Mr. Campbell?

O Testemunho de João Clark Ridpath

João C. Ridpath foi um bem respeitado educador e historiador Americano. Nascido em 1840, viveu até 1900. Por 16 anos ele foi associado com o que é agora a Universidade De Pauw em Indiana. Lá ele manteve a cadeira de literatura, história e filosofia política. Ele também serviu como vice-presidente da De Pauw, sua “alma mater”. Ele se demitiu de seu ofício em 1885 para devotar o restante de sua vida a escrever. Ele é conhecido por sua obra monumental História do Mundo, assim como numerosas outras obras de vários tipos. Ele era um Metodista em sua afiliação denominacional. Ele escreveu: “não posso prontamente admitir que haja uma Igreja Batista mais antiga que o ano 100 D.C., embora, sem dúvida, havia Batistas então, pois todos os Cristãos eram então Batistas”. [18]

Parece lógico que se todos os Cristãos eram Batistas no ano 100 D.C., então suas igrejas teriam sido igrejas Batistas. É impensável que pessoas com tais princípios como os Batistas organizariam igrejas contrárias a seus princípios! Sem dúvida, Mr. Ridpath, ao dizer que não havia uma “Igreja Batista” no ano 100 D.C., se referia a um grupo organizado de igrejas Batistas como alguns formaram em tempos recentes. Normalmente essas organizações são entendidas pelo público em geral como “A Igreja Batista”. Como J. G. Bow, pregador e autor na Convenção Batista do Sul escreveu: “Batistas que seguem o padrão do Novo Testamento, não têm agregação conhecida como ‘A Igreja Batista’. Como os apóstolos e os antigos Cristãos, nós temos igrejas...

"Erros na formação e governo das igrejas levam a erros na doutrina e prática. Os Batistas acreditam no plano do Novo Testamento como bom o bastante e então nos mantemos fieis à forma e governo Escritural. Jesus comandou (Mateus 18:17) a relatar certo tipo de agravo à igreja, depois que medidas divinamente dadas falharam. “Imagine um Episcopaliano, um Metodista, Presbiteriano ou Católico tentando obedecer à injunção e relatando seu agravo à sua igreja”. [19]

Estamos de coração em acordo que não havia essa organização de igrejas feita pelos homens no ano 100 D.C., nem existem quaisquer garantias Escriturais para sua existência agora. Concordamos também com Mr. Ridpath sobre os Cristãos do primeiro século que “todos os Cristãos eram então Batistas”.

O Testemunho de Sir Isaac Newton

Sir Isaac Newton, cientista, matemático, filósofo Inglês, estudioso das Escrituras e de história disse: “Os Batistas modernos antes chamados de Anabatistas são o único povo que nunca foram símbolo do Papado”. [20]

Simbolizar”, o seu uso mais antigo, significava parecer, representar ou fazer concordância. Com isso, Newton está dizendo que os Batistas são únicos por nunca terem se ligado à Igreja Católica Romana. Os Batistas mantêm que eles existiram ANTES de ocorrer à apostasia Católica. Que eles existiam em PARALELO com o Catolicismo após sua formação e que eles existiam AFASTADOS do Catolicismo. Os Batistas sólidos que entenderam sua história e seus princípios nunca manteriam que eles teriam se originado durante ou após a Reforma Protestante.

O Testemunho dos Drs. Ypeij e Dermout

Dr. A. Ypeij era professor de Teologia em Graningen, junto com o Dr. J. J. Dermout. Como Capelão do rei da Holanda, ele recebeu uma comissão real para preparar uma história da Igreja Reformada da Holanda em 1819. Essa história, preparada sob sanção real e oficialmente publicada, contém o seguinte testemunho sobre a antiguidade e ortodoxia dos Batistas: “Agora vimos que os Batistas, antes chamados de Anabatistas e, em épocas posteriores, de Menonitas, era os Waldenses originais... Por isso, os Batistas podem ser considerados como a única comunidade religiosa que se manteve firme desde os dias dos apóstolos e, como sociedade Cristã que preservou puras as doutrinas do evangelho ao longo de todas as eras. A perfeita e correta economia externa e interna da denominação batista tende a confirmar a verdade, conflituada pela Igreja Romana, que a Reforma fez surgir no século dezesseis estava no mais alto grau necessário e, ao mesmo tempo refuta a errônea noção dos Católicos de que sua própria denominação seja a mais antiga”. [21]

As palavras desses dois estudiosos Holandeses são certamente claras. Nenhuma explicação é necessária!

RESUMO DO TESTEMUNHO DOS NÃO BATISTAS

Assim concluímos nosso breve olhar a uma amostra de testemunhos não Batistas. Vimos o testemunho de Presbiterianos, Metodistas, Luteranos, Quaker, da Igreja da Inglaterra e de Protestantes Reformados Holandeses, assim como o testemunho de Católicos Romanos. Todos eles dão testemunho da contínua existência de pessoas defendendo princípios Batistas e observando práticas Batistas em igrejas Batistas desde os tempos antigos até o presente.

Seus testemunhos combinados provêem o que seria considerado evidência incontroversa numa corte legal! Eles testificam sobre a origem apostólica das igrejas que praticam os princípios do Novo Testamento encontrados entre os povos chamados hoje de Batistas.

Sem dúvida, a ignorância da Bíblia é a razão porque esses não-Batistas permaneceram contra o batismo de João o Batista e a igreja de Cristo (Ver Mateus 22:29). Porém, a história registra que muitos não-Batistas dos dias idos permaneceram em suas próprias igrejas ou em alguma outra feita por homens por causa de interesses investidos! Custar-lhes-ia muito seguir Cristo completamente! Eles seguiram a Bíblia até virem que seus pretendentes eram sofridos e então deixaram de segui-lo para seguir o caminho da conveniência. Que coisa terrível ter conscientemente rejeitado a verdade de Deus sobre Sua igreja – a igreja que Cristo amou e a quem entregou a Si mesmo – independente da razão! Enquanto esses “grandes Reformadores” são considerados no mais alto grau por alguns, teme-se que quando forem dar conta de si mesmos a Deus, será de maneira diferente. Você e eu, leitor, também daremos contas a Deus de nossas ações e lealdades religiosas. Podemos nos recomendar a Deus e à Sua vontade rejeitando Sua igreja, Seu batismo e Sua verdade? Que Deus dê graça a todos, escritor e leitor, para aprender Dele e seguir Sua palavra em padrão e princípio assim como Seus preceitos.

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[1] Henry Bullinger, SERMÕES SOBRE OS SACRAMENTOS, (Imprensa da Universidade de Cambridge, por T. Stevenson, Londres, 1811), pág. 189.

[2] Bullinger, ibid., pág. 186, 187.

[3] J. D. Douglas, Walter A. Elwell, & Peter Toon, O DICIONÁRIO CONCISO DA TRADIÇÃO CRISTÃ, (Grand Rapids, Zondervan, 1989), pág. 119.

[4] Douglas, Elwell, & Toon, ibid., pág. 162.

[5] Douglas, Elwell, & Toon, ibid., pág. 213.

[6] Heinrich Bullinger, (Graves, O VELHO LANDMARQUISMO, Texarkana, Bogard Press, 1881 ed.), pág. 115.

[7] Pierre Allix, D.D., A HISTÓRIA ECLESIÁSTICA DAS ANTIGAS IGREJAS DE PIEMONTE (originalmente publicado em 1690 e reimpresso em Oxford, Clarendon Press, 1821), [por Pesquisa e Arquivos da História da Igreja, Gallatin, TN, 1989], pág. 209-212.

[8] James Murdock, tradutor de Mosheim, embora em oposição à visão de Rainerius Saccho, um inimigo dos Cátaros do século 13, não obstante cita-o sobre os Batistas Waldenses, como segue: "Sua seita foi a mais injuriosa de todas as igrejas de Deus em relação à sua antiguidade, pois elas, segundo alguns, se originou nos tempos do bispo Romano Silvester no século quatro e, segundo outros, existiu nos dias dos apóstolos”. (Rainerius Saccho, LIEBER ADV. WALDENSES cap. iv, - na Biblioteca Patrum tomo XXV pág. 262, e seg. citado por James Murdock, com notas de rodapé em sua tradução de João Lawrence von Mosheim – INSTITUTAS DA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA – Boston, Repositório de Acompanhamento Escritural, 1892, Vol. II, pág. 27.)

Murdock se opôs à origem apostólica dos Batistas, mas foi forçado a admitir que os Waldensianos eram de origem anciã, como segue: “...admite-se há longa data, existiu, nos vales do Piemonte, vários tipos de pessoas que não estavam em comunhão com a igreja Romana”. ibid. pág. 27. Claro que nenhuma pessoa honesta e informada pode duvidar da origem apostólica dos Batistas e de sua continua existência com diferentes nomes locais.

[9] G. W. Bromiley, A BIBLIOTECA DOS CLÁSSICOS CRISTÃOS, (Philadelphia, The Westminster Press), Vol. XXIV, pág. 120.

[10] Christian, op cit, pág. 86.

[11] Cardeal Stanislaus Hosius, Cartas, APUD OPERA, pág. 112, 113. (Revista Batista, CVII, pág. 278 - Maiode 1826 – citado por Christian, obra citada. págs. 85, 86. 

Citada também por C. B. e Sylvester Hassell, HISTÓRIA DA IGREJA DE DEUS (Middletown, NY, Gilbert Beebe's Sons, 1886 e reimpresso por Old School Hymnal Co, Inc., Conley, GA., 1973, pág. 504).

[12] Hosius, ibid.

[13] William C. King, Ed., ATRAVESSANDO OS SÉCULOS, (Londres, Stationer Hall, 1912, pág. 174).

[14] Robert Barclay, A VIDA INTERNA DAS SOCIEDADES DA NAÇÃO BRITÂNICA, (Londres, Hodder & Stoughton, 1876- pág. 11, 12).

[15] Johann Laurenz von Mosheim, UMA HISTÓRIA ECLESIÁSTICA, (New York, Harper & Brothers, 1860 – reimpresso por Old Paths Book Club, Box V, Rosemead, CA., Segunda edição, Vol. II. pág.119, 120). 

[16] David Masson, VIDA DE JOÃO MILTON, NARRADA EM LIGAÇÃO COM A HISTÓRIA POLÍTICA, ECLESIÁSTICA E LITERÁRIA DO SEU TEMPO, (Londres, 1876, Vol. I, pág. 146).

[17] Alexander Campbell, UM DEBATE SOBRE O BATISMO CRISTÃO, ENTRE O REVERENDO W. L. MACALLA, UM PROFESSOR PRESBITERIANO E ALEXANDER CAPBELL, ("Buffalo" NY., Campbell e Sala, 1824, pág. 378, 379). 

Campbell continua no mesmo lugar dizendo: “Até mesmo o maior inimigo, entre os historiadores eclesiásticos, Dr. Mosheim (ver glossário) é constrangido a dizer, no vol. Iv pág. 424, ‘sobre A VERDADEIRA ORIGEM dessa seita que ADQUIRIU a denominação de Anabatistas, por sua ministração inovadora do rito do batismo, àqueles que os procuram para comunhão e derivaram o nome de Menonitas daquele famoso homem a quem devem a maior parte de sua presente felicidade. E essa origem está OCULTA nas REMOTAS PROFUNDIDADES da antiguidade e, como consequência, difícil de ser confirmada’” (letras maiúsculas e itálicos pertencem a Campbell e os parêntesis são meus: CAP).

[18] João Clark Ridpath, carta pessoal a W. A. Jarrell, citado na obra de W. A. Jarrell – PERPETUIDADE DA IGREJA BATISTA, (Dallas, 1894 e reimpresso pela Livraria da Igreja Batista do Calvário, Ashland, KY.,pág. 59).

[19] Bow, op cit., pág. 21, 22.

[20] William Whiston, MEMÓRIAS DE WHISTON (Jarrell, op cit. pág. 313). Primeiro Whiston foi substituto de Isaac Newton no professorado de matemática em Cambridge e depois, seu sucessor. Viveu de 1667 a 1752 e era um pregador bem conhecido na Igreja da Inglaterra até deixar o púlpito por suas visões “Arianas” para se tornar um Batista Geral.

[21] Ypeij em Dermout, GESCHIEDENIS DER NEDERLANDSCHE HERVORMDE KERK, (Breda, 1819), Cristão, obra citada pág. 95, 96. 

Uma leve diferença, mas uma tradução materialmente idêntica por Thomas W. Tobey, D.D., professor colegial, editor e pastor é citada por J. R. Graves, op cit, pág. 87.



O TERCEIRO TESTEMUNHO

O TESTEMUNHO DAS ESCRITURAS

A Igreja de Cristo Revelada nas Escrituras

Jarrell Huffman, pastor da Igreja Batista da Soberana Graça de Duncan, Ok, escreveu assim sobre as Igrejas de Londres: “Esse assunto (a verdade da igreja) deve ser reconhecido. Não pode ser dispensado por sutis ataques ao ‘Landmarquismo’, examinando as obras dos Puritanos ou checando todos os lexicógrafos para saber o que dizem ou pensam A história é fina, mas nos dá apenas uma fonte secundária de prova de qualquer doutrina. Primeiro e prioritário é a Palavra de Deus, o padrão de fé e prática das igrejas do Deus vivo (2 Timóteo 3:16, 17; 2 Pedro 1:19-21) [1] (parêntesis meus: CAP). “À lei e ao testemunho”, então. Se o que os Batistas e seus inimigos disseram sobre eles não for garantido pelos Santos Escritos, eliminem as opiniões dos homens e se firmem na verdade da Bíblia. Se, porém, a Bíblia de fato ensina a perpetuidade das igrejas do Senhor, vamos olhar em volta para as igrejas que (1) se assemelhem às descritas no Novo Testamento e que tenham (2) uma contínua existência desde aquele tempo. Quando encontramos igrejas que atendam a essas duas qualificações, então encontramos as verdadeiras igrejas de Cristo!”

Já que todos os Protestantes, cultos, grupos interdenominacionais, etc., etc., só são de ontem e da sua origem, os únicos oponentes possíveis para encontrar os critérios acima considerados são (1) os Católicos e (2) os Batistas. Enquanto os Católicos são vistos como tão antigos quanto os Batistas, eles se desviaram dos princípios do Cristianismo Bíblico, a ponto de não serem reconhecidos como igrejas do Novo Testamento. O Catolicismo falha em longevidade e tipo. Eles são, de fato, Batistas apóstatas cujo início está a centenas de anos após o ministério terreno de Jesus Cristo.

Há, no entanto, entre os povos chamados de Batistas, igrejas cujas ordenanças, oficiantes, doutrinas e práticas estão dentro do padrão do ensinamento e exemplo do Novo Testamento. Assim, um dos critérios para qualificar-se como igreja de Cristo foi encontrado. A doutrina básica dessas igrejas requer que eles sejam organizados como igrejas por homens que tivessem ligação prévia com a igreja, isto é, batismo Escritural, assim como ordenação e bom convívio com uma igreja previamente existente e semelhante em fé e prática.

As igrejas Batistas que têm se mantido estritamente nesses princípios podem ser garantidas como os sucessores da primeira igreja em virtude da verdadeira natureza da política que desposam. A prova é essa: nenhum Batista sólido aprovaria que pessoas não batizadas formassem, eles mesmos, uma igreja e se “batizassem” uns aos outros. Nem pensariam em organizar uma nova igreja sem ligação prévia com outra igreja. Essa ligação com a igreja entre as igrejas previamente constituídas e a novas é vista claramente em todo o Livro de Atos e é muitas vezes mencionada como a “autoridade da igreja” entre Batistas sólidos. Esta é uma política Batista histórica derivada do Novo Testamento e caracterizou igrejas firmes através dos séculos qualquer que tenha sido seu apelido. É essa política histórica que produz igrejas com uma sucessão válida até o tempo da igreja em Jerusalém que Jesus fundou.

Sobre a rocha sólida da Escritura, colocamos nosso caso. Enquanto somos chamados para testemunhar as vozes de vários Batistas notáveis e apresentamos o testemunho de não Batistas, nem nossa fé nem prática descansam sobre o testemunho de homens. Independente do testemunho da história, não ousaríamos basear nossa doutrina e política sobre ela. Se, no entanto, as Escrituras ensinam uma coisa como verdadeira e certa, nos propomos a acreditar nela, defendê-la e praticá-la embora isso possa nos custar nossas vidas. Não temos escolha além de obedecer a Palavra de Deus e assim “seriamente lutar pela fé uma vez entregue” (Judas, verso 3).

Seguem algumas questões para sua reflexão enquanto lê este capítulo: Cristo organizou Sua igreja ou alguém mais o fez o que Ele não pode? Cristo designou autoridade para conduzir Sua igreja a alguém em particular? O que Ele especificou ao dar essa autoridade? Ele deu comandos específicos? Ele deu tal comando a pessoas específicas? Se assim foi, em que competência essas pessoas foram comissionadas? Cristo fez alguma promessa que requeressem a perpétua sucessão de Suas igrejas? Os ensinos de Cristo indicam ou requerem que haja uma sucessão das igrejas do Novo Testamento? A sucessão da igreja foi ensinada e/ou suposta pelos apóstolos? A prática dos apóstolos era consistente com ou contrária à visão histórica Batista? Se o tipo de igrejas do Novo Testamento cessou de existir, elas poderiam ser “reiniciadas” por algum tipo de “reforma?” O batismo, se perdido, pode ser instituído novamente? Se o for, por quem? Que qualificações, segundo o padrão das Escrituras, seriam exigidas de quem restabelecesse a igreja do Senhor e o batismo válido? Embora não seja nosso plano responder especificamente a cada uma dessas questões, depois de ler este livro seria bom para você tentar resolver essas questões por si mesmo.

É evidente que as Escrituras implicam em ser a regra e o guia de nossa fé (doutrina) e prática (conduta). Enquanto alguns possam se satisfazer em dar atenção superficial a essa ideia, é nossa firme convicção que devemos real e profundamente seguir a Bíblia! Isaias 8:20 diz: À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles” (ACF).

Como para todos os assuntos de fé (em que cremos) E prática (o que fazemos), os Batistas fieis requerem um “assim disse o Senhor!” Este é um princípio que mantém os Batistas genuínos separados dos outros. Os Protestantes podem afirmar basear sua doutrina no Novo Testamento, mas obviamente sua prática foi derivada das tradições Romanas, paganismo ou dos ensinos de algum homem.

Considere esse exemplo concreto de uma profissão de fé Protestante contradita pela prática Protestante. Muitos grupos Protestantes afirmam crer na salvação somente pela graça pela fé, mas por sua prática eles negam o que dizem acreditar. Eles aspergem água sobre um bebê descrente e ensinam que tal “batismo” torna o bebê um filho de Deus.

Os Batistas acreditam que o Novo Testamento contém as instruções e os padrões necessários para conhecer a verdade e para praticá-la de modo que bem agrade a Deus. Batistas sólidos exigem que a prática de sua igreja seja consistente com a verdade Bíblica.

A igreja de Cristo em Tessalônica foi recomendada por sua fidelidade em seguir a posição apostólica e das igrejas na Judeia. A palavra “imitadores” [ou seguidores] é uma tradução do grego “mimetes” da qual vem nossa palavra ‘mímica’. Observe a palavra como segue:

E vós fostes feitos nossos imitadores, e do Senhor, recebendo a palavra em muita tribulação, com gozo do Espírito Santo” (I Tessalonicenses 1:6 – ACF).

Porque vós, irmãos, haveis sido feitos imitadores das igrejas de Deus que na Judéia estão em Jesus Cristo; porquanto também padecestes de vossos próprios concidadãos o mesmo que os judeus lhes fizeram a eles” (I Tessalonicenses 2:14 – ACF).

As igrejas Batistas do Novo Testamento ‘imitam’ a primeira igreja e outras como ela. Elas insistem em não apenas acreditar nas mesmas doutrinas, mas também seguir o piedoso conjunto diante de nós por aquelas igrejas. Essa crença de que o Novo Testamento não é somente o guia para nossa fé, mas também o padrão para nossa prática é um segundo princípio que mantém os genuínos Batistas separados dos outros.

Não temos o direito de interferir com nossas próprias ideias, crenças, práticas ou tradições na adoração e culto a Deus. Fazê-lo anula a Palavra de Deus, pois, enfim, Ele revelou na Bíblia tudo que Ele quer que saibamos sobre as coisas espirituais. Os versos seguintes instruem-nos claramente sobre a nossa obrigação de nos sujeitarmos à Bíblia em todas as coisas. Considere essas advertências:

"Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas" (Marcos 7:13 – ACF).

"Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que eu vos mando" (Deuteronômio 4:2 – ACF).

"Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás" (Deuteronômio 12:32 – ACF).

"Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém acrescentar a estas coisas, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro" (Apocalipse 22:18 – ACF).

É devastadoramente sério adulterar a Palavra de Deus seja em assuntos teológicos ou em questão de observância, prática e celebração.

Muitos nos dias dos apóstolos (e nos nossos) perverteram a verdade de Deus e essa é a causa das divisões dentro do “Cristianismo”. Por suas visões estritas, os Batistas são muitas vezes acusados de causar divisões entre os Cristãos. Uma consideração madura mostra que, na realidade, outros são as partes culpadas. Aqueles que se separaram das igrejas Batistas e fundaram outras novas são, na realidade, culpados de cisma e semeadores de discórdia entre os irmãos. São aquelas igrejas que deixaram de ser igrejas Batistas e se fundiram com o sistema Católico que são na realidade, cismáticos. Os Protestantes, incapazes de digerir a corrupção Romana, ou deixaram ou foram expulsos do Catolicismo. Sua “reforma” foi apenas parcial. Eles falharam em retornar às igrejas do Senhor e foram estabelecer suas próprias. Assim eles, e não os Batistas, são culpados de divisão e cisma.

Multidões não seguiram os ensinos claros da Bíblia e deixaram as igrejas do Senhor para seguir algum líder humano. A outros faltando o conhecimento ou não interessados na verdade, iniciaram suas próprias “igrejas” sem considerar ou entender a doutrina e o padrão da verdadeira igreja do Novo Testamento. Este foi o caso até mesmo nos dias dos apóstolos de Cristo. Considere esses versículos:

"Porque nós não somos, como muitos, que ganham falsificando da palavra de Deus, antes falamos de Cristo com sinceridade, antes como de Deus na presença de Deus" (2 Coríntios 2:17 – ACF).

"Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade" (2 Coríntios 4:2 – ACF).

"Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós" (1 João 2:19 – ACF).

Muitas igrejas do nosso tempo foram iniciadas por pessoas não dispostas a seguir a doutrina e prática Bíblica história. Alguns abertamente ‘corromperam a palavra de Deus’ e são culpados de ‘manusear a palavra de Deus enganosamente’. Outros ‘não eram todos de nós’ e, portanto ‘nos deixaram’. Isso ocorreu por tanto tempo e por tantas pessoas que poucos, no mundo religioso de hoje, até mesmo consideram que não têm o direito de fundar sua própria religião.

As igrejas Católicas, Orientais e Latinas e toda a sua “prole” Protestante são os resultados de pessoas que apostataram da verdade Bíblica e deixaram as igrejas do Senhor. Sem qualquer dúvida, muitas dessas sociedades são sinceras, mas sinceridade não é medida da verdade! Algumas ‘igrejas’ foram formadas ou ‘deformadas’ por pessoas que deixaram as práticas do Novo Testamento. Outras foram formadas por aqueles que se afastaram parcialmente dos erros de Roma. Qualquer que seja o caso, todas as várias sociedades não batistas agora conhecidas como ‘igrejas’ têm sua origem separada da obra fundadora de Cristo.

Muitas dessas igrejas têm seus próprios ‘papas’ – mortos ou vivos – que regem como senhores sobre elas. Se você duvida de que os Protestantes estabeleceram seus próprios ‘papas’ infalíveis, considere a seguinte informação sobre um dos maiores e mais socialmente aceitos corpos Protestantes: os Metodistas.

Na aplicação da sabedoria humana para a organização de uma sociedade religiosa, João Wesley foi, conforme comumente lembrado, mais como Inácio de Loyola (fundador dos Jesuítas) que qualquer outro homem. Ele ajustou a organização dos Metodistas mais ao Romanismo que ao de outro corpo Protestante... Por sua famosa “Escritura de Declaração dos Cem Legais”, a “Magna Carta do Metodismo (feita em 1784, quando tinha 81 anos de idade), legou a propriedade e governo de todas as suas capelas no Reino Unido a cem dos seus pregadores viajantes e seus sucessores, na condição de que eles aceitassem como base de doutrina suas Notas sobre o Novo Testamento e os quatro volumes dos seus sermões publicados em, ou antes, de, 1771 D.C.. Assim ele superou até a sabedoria mundana do Catolicismo e tornou a si mesmo não apenas o infalível, mas o eterno papa de sua sociedade. Assim, seus Vinte e cinco Artigos de Religião são declarados, no Livro Metodista de Disciplina, como inalteráveis. Isso torna Wesley o último e maior professor autoritário da raça humana e o coloca acima de Cristo e Seus Apóstolos, como somos demandados a ver por meio de Wesley em todo o ensinamento Divino e a aceitar para sempre sua interpretação da doutrina e preceitos da Bíblia. Como pode algum dos queridos filhos de Deus estar disposto a substituir a chefia de um mortal pecador e falível pela chefia de Cristo?” [2] (parágrafos meus: CAP)

Wesley não foi o primeiro nem o último Protestante a ser estabelecido como a autoridade final da verdade espiritual. Este escritor, antes de se tornar um Batista, uma vez foi seguidor do “Dr. C. I. Scofield”, um ‘papa’ para muitos, falecido há bastante tempo. As notas e escritos da Bíblia de Scofield são muitas vezes boas e úteis, mas também às vezes são perigosas em seus erros. Muitas vezes grandes e úteis professores de Bíblia têm sido quase idolatrados por quem segue seus ensinamentos. Erros danosos, assim como heresias que condenam a alma surgem nos depravados corações e mentes de homens e mulheres que não conhecem as Escrituras. Portanto, nosso único guia seguro é a Palavra de Deus. Isso é claramente visto nas seguintes palavras de Cristo: "Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus" (Mateus 22:29 – ACF).

É a Palavra de Deus, a Bíblia, que fala da provisão de salvação de Deus e essa mesma Palavra nos ensina a doutrina correta e guia nossas vidas. "E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Timóteo 3:15-16 – ACF).

E isso foi dito por uma criança que conheceu as Santas Escrituras, apta a tornar-vos sábios sobre salvação através da fé que está em Jesus Cristo. “Toda a Escritura é dada por inspiração de Deus e é aproveitável para doutrina, advertência, correção, instrução e retidão”.

Que a Igreja Católica Romana afirme infalibilidade para seus papas! Que os Protestantes se coloquem como guias infalíveis! Tal prática não tem fundamento nos ensinos da Bíblia!

Os estudiosos Católicos Romanos não vêem as Escrituras à mesma luz que os Batistas. Eles acreditam na Bíblia, não porque vêem e a entendem como a verdade revelada de Deus, mas porque a Igreja Católica Romana lhes diz para acreditarem. Se você duvida disso, veja as palavras do venerado ‘Santo’ Agostinho:

Eu não acreditaria no Novo Testamento se a doutrina da Igreja (Católica Romana) não me comandasse a fazê-lo”. [3] (parêntesis meus: CAP)

Esta é a razão porque ‘Santo’ Agostinho podia tomar e escolher entre os ensinos da Bíblia. Ele podia selecionar em que ele queria acreditar e praticar a partir do Velho Testamento assim como do Novo. Ele afirmava crer que todos os homens são pecadores, “exceto... a Santa Virgem Maria, que eu desejo, para honrar ao Senhor, deixar inteiramente fora de questão quando o assunto é pecado”. [4]

E alguns ainda falam da adoração a Maria de Agostinho, como se ele estivesse próximo a Paulo ao pregar a verdade de Deus. Na minha opinião, Spurgeon caiu nesse erro. A autoridade de Agostinho não era da Bíblia, mas da igreja Romana que lhe disse para crer na Bíblia junto com suas tradições e pronunciamentos papais. Que firme aviso isso deveria ser para aqueles que professam crer na Bíblia! Que nela possamos crer por inteiro! Que estejamos submissos à sua autoridade, pois ela é a Palavra de Deus. Que ousadia selecionarmos entre seus ensinos o que gostamos e negar o que possa ser contrário às nossas ideias preconcebidas. Que triste que muitos em nossos dias não acreditarão na verdade sobre as igrejas do Senhor porque seguem contrárias às suas próprias ideias!

Que os Protestantes possam se glorificar de alguns grandes teólogos ou professores e os sigam se assim insistem. Quando o cego guia outro cego, Deixai-os; são cegos condutores de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova” (Mateus 15:14 – ACF). Mas, que aquelas pessoas que professarem crer na Bíblia provem sua crença por sua obediência a ela!

Entre as igrejas chamadas Batistas se encontram pessoas que foram levadas pelo próprio Deus a defender o Novo Testamento como sua única regra de fé e prática. Elas vêem nele preceito e padrão para adoração e culto aceitáveis. Cremos que este é o único caminho que bem agrada a Deus, o Divino Autor da Bíblia. Se não tivermos a Bíblia para nossa doutrina e prática, abandonamos coisas como inovações da humanidade depravada. Por outro lado, se a Bíblia o ensina, nós que “trememos diante da Sua Palavra” não podemos nada mais ou nada menos que acreditar e obedecê-la!

Três perguntas principais devem ser feitas nessa conjuntura. As seguintes:

(1) As Escrituras ensinam que Cristo edificou Sua igreja durante Seu ministério terreno, ou ensinam que o Espírito Santo a construiu no festival Judaico de Pentecostes?

(2) As Escrituras supõem que esse tipo de igreja perseveraria até que o Senhor volte para ela, ou há Escrituras que dizem que ela se apostataria?

(3) As Escrituras ensinam adequadamente sobre esse tipo de igrejas de modo que nos capacita a identificar essas igrejas hoje?

Tenha essas perguntas em mente enquanto considera os seguintes pontos pertinentes.

Cristo Fundou Sua Igreja

É evidente nas Escrituras que a igreja de Cristo foi construída (estabelecida) por Ele durante Seu ministério terreno. Ele afirmou que Ele a edificaria: “E também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18 – ACF). 

Sem descrever demasiado, deve-se observar aqui que Cristo não disse que Ele não disse que edificaria Sua igreja sobre Pedro. A palavra para “Pedro” é, segundo Strong, “Petros (pet’-ros), aparentemente uma palavra primária. um pedaço de rocha como um nome Petrus, um apóstolo”, [5], mas a palavra para “rocha” sobre a qual a igreja é construída é “petra” (pet’-ra), feminino (uma massa de rocha (literal ou figurativamente)”. [6]. Essa segunda palavra “petra” significa um leito massivo de rocha, ilustrada nos seguintes versículos:

"Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha (24); e desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha" (petra). (Mateus 7:24-25 – ACF).

"E o pôs no seu sepulcro novo, que havia aberto em rocha, e, rodando uma grande pedra para a porta do sepulcro, retirou-se" (Mateus 27:60).

"O qual comprara um lençol fino, e, tirando-o da cruz, o envolveu no lençou, e o depositou num sepulcro lavrado numa rocha; e revolveu uma pedra para a porta do sepulcro" (Marcos 15:46 – ACF).

"É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre a rocha; e, vindo a enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre a rocha" (petra). (Lucas 6:48 – ACF).

"Como está escrito: Eis que eu ponho em Sião uma pedra de tropeço, e uma rocha de escândalo; E todo aquele que crer nela não será confundido" (Romanos 9:33 – ACF).

"E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo" (1 Coríntios 10:4 – ACF).

"E uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados" (1 Pedro 2:8 – ACF).

Esses versículos demonstram que Cristo contrastava com Pedro (petros) uma pequena pedra, com uma rocha maciça (petra). Sem dúvida nosso Senhor apontou a Si mesmo como a Rocha na qual Ele edificaria Sua igreja. (Compare com o uso de Jesus de “templo” em João 2:19): “Jesus respondeu, e disse-lhes: Destruí este templo, e em três dias o levantarei”. Ele é a “pedra de fundação”, “a fundação” e a fundação dos apóstolos e profetas, conforme indicado nos seguintes versículos:


Portanto assim diz o Senhor Deus: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada; aquele que crer não se apresse" (Isaias 28:16 – ACF).

Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele (10). Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo (11) E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha” (12) (1 Coríntios 3:10-12 – ACF).

Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina" (Efésios 2:20 – ACF).

Jesus Cristo NÃO construiu sua igreja sobre Pedro, apesar de que os Romanos afirmam que Pedro foi seu primeiro papa. Nessa ligação não há absolutamente qualquer confirmação Escritural de que Pedro tenha estado em Roma, muito menos que tenha sido o primeiro papa como afirma a Igreja Católica Romana. Considere:

(1) Paulo escreveu o grande livro doutrinário, Livro dos Romanos à igreja de Roma. Parece estranho que ele precisaria fazê-lo se outro apóstolo já estivesse lá com a igreja de Roma, como os papistas afirmam. Qual seria a necessidade de tal carta?

(2) Ainda mais conclusivo é o fato de que Paulo, enquanto cumprimentava a igreja em Roma, no começo de sua carta aos Romanos, nada disse então sobre cumprimentar Pedro. Claro, se Pedro estivesse presente em Roma, Paulo o teria cumprimentado. Se Pedro fosse o papa, Paulo certamente o cumprimentaria em sua carta!

(3) Mais tarde, Paulo estava confinado a Roma, talvez em três momentos diferentes. De Roma, durante suas três prisões, Paulo escreveu os livros Bíblicos de Efésios, Filipenses, Colossences e 2 Timóteo. Só em 2 Timóteo, Paulo menciona 23 amigos e adversários, mas nunca em qualquer desses livros ele menciona Pedro! Certamente, se Pedro estivesse estado em Roma Paulo o teria mencionado. Alguns indivíduos enviam saudações a outros irmãos pelas mãos de Paulo nessas cartas. Outros são mencionados por nome, mas nenhuma menção é feita a Pedro. Ele obviamente não estava em Roma!

Efetivamente não há qualquer confirmação de que Pedro tenha estado alguma vez em Roma. A Bíblia evidencia o contrário, mas Roma afirma que Pedro foi o primeiro papa e isso é visto como outra de suas falsas afirmativas! É uma tradição vazia, feita por homens, sem consequência ou qualquer forma de valor.

O que é significativo para nós observarmos aqui é que, enquanto Cristo não disse que Ele edificaria Sua igreja sobre Pedro, Ele DISSE: Ele edificaria Sua igreja! Não há nenhuma insinuação nas palavras “Eu edificarei Minha igreja” que outro, além de Cristo viria a ser o agente para construí-la. Jesus não disse que o Pai construiria Sua igreja. Nem disse que o Santo Espírito edificaria Sua igreja!

Nem há um único verso nas Escrituras que diga ou mesmo insinue que o Espírito Santo edificaria, começaria ou daria nascimento à igreja de Cristo na festa Judaica de Pentecostes. A ideia de que a igreja foi fundada em Pentecostes foi ensinada tão rotineiramente que muitos presumem ser esse o “aniversário da igreja”. Tal suposição não tem base na Palavra de Deus! Acreditamos que Cristo disse o que iria fazer: Ele edificou Sua igreja durante Seu ministério terreno.

Cristo Fundou uma Igreja Real

Na palavra “igreja”, a Bíblia não se refere a uma organização regional, nacional ou mundial como alguns podem pensar. Esse significado para a palavra “igreja é tão estranho à Bíblia como a ideia de uma “igreja universal invisível”. Essas e outras definições tem sido dadas à palavra “igreja”, mas um estudo cauteloso da palavra mostra sua natureza local e visível. Citamos novamente James Strong: “eclesia (ek-klay-see’-ah), um chamado, isto é, concretamente, uma reunião popular, especialmente uma congregação religiosa...” [7]

Embora Strong continue a tentar tornar “eclesia” mais que uma “igreja local”, ele e outros falham sob a evidência bíblica e a evidência da linguagem original. Ele não oferece qualquer razão Bíblica ou linguística para sua tentativa de fazer ‘eclesia’ se referir a uma ‘igreja universal’. De fato, ele não conseguiria, pois não há base Bíblica ou linguística para tal tentativa de definição. O uso no Novo Testamento, o uso secular e o uso na Septuaginta da palavra ‘eclesia’ indicam que ela foi apenas e sempre usada para um corpo organizado, congregante de pessoas numa dada localidade.

Um dos principais obstáculos para um adequado entendimento da igreja do Novo Testamento é a noção de que a palavra igreja significa mais de um a coisa. Por anos, este autor seguiu a sabedoria dos Protestantes, notavelmente “Dr. C. I. Scofield e seus discípulos do Seminário de Dallas que, sem a garantia Escritural, ensinam vários ‘tipos’ de igrejas”. Para incentivar suas visões interdenominacionais, eles alegremente garantem-nos que há uma “igreja invisível”.

B. H. Carroll (1843-1914) foi o fundador e primeiro presidente do Seminário Teológico Batista do Sudoeste e por trinta anos serviu como pastor da Primeira Igreja Batista de Waco, Texas. Ele produziu as seguintes obras: O Espírito Santo, Cristo e Sua Igreja, Sermões Evangelísticos: Batistas e Sua Doutrina. Inspiração da Bíblia: Jesus o Cristo. Mensagens Revividas. E o sétimo volume de Uma Interpretação da Bíblia, assim como outras obras. O Ancião Carroll escreveu o seguinte: “Nosso Senhor e os escritores do Novo Testamento nem cunharam essa palavra (grego: eclesia) nem a empregaram num sentido incomum. Antes de seu tempo era de uso comum, de significado bem entendido e sujeito como qualquer outra palavra a vários empregos, conforme as leis estabelecidas de linguagem. Isto é, pode ser usada de modo abstrato ou genericamente, ou particularmente, sem perder seu sentido essencial... “Qual é, então, etmologicamente, o sentido dessa palavra?” Seu significado primário é: uma assembleia organizada, cujos membros foram adequadamente convocados, a partir de seus lares ou negócios privados, para atender a negócios públicos. Essa definição implica necessariamente em condições prescritas de membrania”. “Quando, nessa lição, nosso Senhor diz: ‘Sobre essa Rocha edificarei Minha igreja (eclesia), enquanto o ‘Minha’ distinguiu ‘Sua igreja’ do grego ‘ecclesia’ e a ‘eclesia’ do Velho Testamento, a própria palavra naturalmente retém seu significado comum...

Comumente, isto é, em quase todos os usos, ela significa: a assembleia particular dos discípulos batizados de Cristo na terra. Exemplo: ‘A igreja de Deus em Corinto’.

A essa classe pertencem todos os usos abstratos ou genéricos da palavra, pois onde o abstrato e genérico encontra expressão concreta ou assume formato operacional, sempre é uma assembleia particular”. [8] (parêntesis meus: CAP)

Carroll continua indicando que os usos genéricos não provam a existência de uma ‘igreja universal, invisível’ imaginada por Lutero. Como dizem as Escrituras, Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo” (Efésios 5:23 – ACF), e ninguém é tolo o bastante para crer num gigantesco ‘marido’ ou uma ‘esposa universal, invisível’. Então, quando as Escrituras falam da ‘igreja’ no sentido abstrato, só encontramos a igreja existente nas assembleias dos crentes batizados Escrituralmente, organizados segundo o Novo Testamento. Carroll resolve esse ponto, assim escrevendo: “Por exemplo: se um governante Inglês, referindo-se ao direito de cada indivíduo cidadão de ser julgado por seus pares, diria: ‘sobre essa rocha a Inglaterra construirá seu júri e todos os poderes dos tiranos não prevalecerão contra ela’, ele usa o termo júri num sentido abstrato, isto é, no sentido de uma instituição. Mas quando essa instituição encontra expressão concreta ou se torna operacional, é sempre um júri particular de doze homens e nunca uma agregação de todos os júris em um grande júri.

Ou se um legislador diz: ‘em julgamentos de fato, pelo testemunho oral, a corte será o juiz da lei e o júri será o juiz dos fatos’, e se ele acrescentar: ‘na dada evidência, a testemunha contará o que sabe ao júri e não à corte’, ele evidentemente usa o termo ‘corte’, ‘júri’ e ‘testemunha’ no sentido genérico”, mas na aplicação, o genérico sempre se torna particular, isto é, um juiz particular, um júri particular, ou uma testemunha particular e nunca uma agregação de todos os juízes em um grande juiz, não todos os júris em um grande júri, nem todas as testemunhas em uma grande testemunha. “Então dizemos que as leis da linguagem requerem que todos os usos abstratos e genéricos da palavra ‘eclesia’ deveriam ser classificados pela assembleia particular e não pela assembleia geral”. [9]

Outro testemunho do uso da palavra eclesia no Novo Testamento é encontrado na obra padrão de W. E. Vine, um não Batista, mas um notável estudioso de grego. Ele afirma: “’Ekklesia’... foi usada entre os gregos a respeito de um corpo de cidadãos reunidos para discutir negócios de Estado... Na Septuaginta (tradução grega do Novo Testamento) é usada para designar a reunião de Israel convocada para algum propósito definido ou uma reunião vista como representativa de toda a nação...” [10] (parêntesis meus: CAP)

A honestidade demandava que Vine colocasse sua definição em seu dicionário, não sob a letra ‘C’ de igreja (‘church’), mas em ‘A’ de assembleia e lá você encontrará seus comentários; Tristemente, devido, sem dúvida a noções preconcebidas, Vine afirma sem absolutamente nenhuma base etmológica ou Escritural que a palavra também pode se referir a todos os salvos. Tal inconsistência não pode corretamente ser chamada de sabedoria. Que vergonha, Mr. Vine! Confiamos que agora ele saiba mais!

Da mesma forma, a honestidade força Vincent, Robertson e outros a admitirem que a etimologia da palavra demande uma assembleia (local) fundada por Cristo, em contraste com a assembleia Judaica (local) que foi chamada de sinagoga. Não há exemplo de Cristo ter usado a palavra fora de um sentido local. Nem é sensato supor que os apóstolos tenham mudado o significado da palavra para significar algo universal e invisível. Tê-lo feito sem fazer essa clara distinção seria ilusório, para dizer o mínimo!

Se o senso comum e o uso normal da linguagem prevalecem, não há absolutamente nenhuma razão para se pensar que ‘igreja’ significa outra coisa senão uma assembleia de crentes em Cristo Escrituralmente batizados, que estão organizados conforme o Novo Testamento. Só aqueles que se opõem à igreja ou tenham um machado para afiar em apoio ao Protestantismo acham necessário tornar um assunto tão simples num tão complexo, insistindo que haja um tipo de igreja adicional além da igreja ‘local’. Somos lembrados, pelas palavras de Paulo à igreja em Corinto a quem ele ‘esposou’ como uma ‘virgem casta’ ou noiva de Jesus Cristo. Ele escreveu: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo” (2 Cor. 11:3 – ACF). A simplicidade está em crer na definição regular, usual, lógica e linguisticamente autêntica da palavra igreja como uma congregação local. A complexidade e a confusão surgem quando os homens manufaturam definições adicionais para a palavra ‘igreja’ e então tentam distingui-las entre si.

O ilustre reformador Berkhof nos diz muito francamente que esses lexicógrafos que insistem flagrantemente em inserir suas próprias ideias em sua definição de ‘igreja nem são infalíveis nem livres de noções preconcebidas: “É necessário ter em mente que os léxicos não são confiáveis em absoluto e que eles e assim são no mínimo quando descem a detalhes. Eles meramente personificam os resultados dos labores exegéticos de vários intérpretes que se dispuseram a discriminar o julgamento dos lexicógrafos e muitas vezes revelam uma diferença de opinião. É muito possível e, em alguns casos, perfeitamente evidente, que a escolha de um significado foi determinada por um desvio dogmático... Se o intérprete tiver qualquer razão para duvidar do significado de uma palavra, dada pelo léxico, ele terá que investigar por si mesmo” [11]. Alguns tentaram argumentar que a palavra ‘eclesia’ – já que vem de duas palavras gregas que basicamente significam ‘chamar’ e ‘para fora’ devem significar ‘os convocados’ ou eleitos de alguma época ou até de todas as épocas.

Nós prontamente admitimos que a palavra ‘eclesia’ brota das duas palavras mencionadas, mas também indica que as palavras vêm significar algo diferente de uma combinação de suas raízes. O ancião Batista Edward Overby mostra: “Algumas palavras devem ser ditas sobre a etmologia de ‘eclesia’ antes de continuar... Uma distinção deve ser mantida entre a etimologia de uma palavra e seu significado em algum momento particular da história. Às vezes as duas são as mesmas; muitas vezes são bem diferentes. ‘Hussy’ veio de ‘huswife’ que significa ‘housewife’ (dona de casa). Hoje significa mulher inútil ou moça ou uma menina atrevida. ‘Com-stable’ vem de ‘comes stabuli’, que significa atendente dos estábulos. Hoje significa um negociador de paz. Eclesia veio de ekkletos, que significa convocados, mas às vezes ‘convocados’ não está correto. Broadus escreve: “A palavra grega eklesia significava primariamente a assembleia de cidadãos de um estado autogovernado, sendo derivada de ekkaleo = convocados, isto é, fora de seus lares ou locais de negócios, para convocar, como nós falamos de convocar a milícia. A noção popular de que ela significa convocar no sentido de separar de outros é um erro... ’Hort também confirma isso quando escreve: “Não há fundamento para a noção amplamente disseminada de que eklesia significa um povo ou certo número de indivíduos separados do mundo ou da humanidade”. [12]

A palavra Eclésia sempre se referiu a uma assembleia reunida e organizada para conduzir negócios. Esse foi o uso comum antes e durante os dias do Senhor Jesus na terra. S. E. Anderson mostra: “Alguns dos maiores estudiosos gregos dizem que não foram encontrados problemas no grego clássico onde ‘eclesia’ é usada sobre pessoas não reunidas ou não se reunindo”. [13]

Além desse ponto, Roy Mason escreve: “o Prof. Royal de Wake Forest College, North Carolina, que ensinou ao Prof. A. T. Robertson, do Seminário Louisville e o Prof. C. B. Williams, grego, quando indagado se ele sabia de algum exemplo no grego clássico onde eclesia teria sido usada sobre uma classe de ‘pessoas não reunidas ou não se reunindo’, disse: ‘Não conheço tal passagem em grego clássico’. Concordam com essa afirmação os Professores Burtos, da Universidade de Chicago, Stifler, de Crozer, Strong, de Rochester e muitos outros estudiosos”. [14]

Já que nem o Senhor Jesus nem Seus apóstolos nunca indicaram que eles estavam usando a palavra eclesia somente no bem conhecido e comumente aceito uso daqueles dias, é uma violação grave de todas as regras do senso comum de interpretação, substituir uma diferente definição por alguma que significasse aquilo que seus ouvintes entenderam. Com procedimentos interpretativos tão superficiais como esses, a Bíblia pode ser posta a ensinar quase qualquer coisa.

Indicando que a igreja é sempre ‘local’ e que não precisamos usar esse adjetivo antes da palavra, J. B. Moody, ao convocar a reunião da Convenção Batista do Sul, abrigada em sua igreja, disse: “Nunca li sobre uma assembleia local, prédio, corpo, noiva, cidade, congregação, candelabro, rebanho, invólucro, família, campo, casa, criadagem, templo, vinha, vinhedo, mulher ou esposa. Elas podem ser locais, mas é tolice tautológica dizer isso, exceto para distingui-los de algum outro tipo. Mas não há outro tipo. O reino não é local, mas a igreja é necessariamente local. Quando uma igreja morre EM um local, ela morre só PARA o local e se afasta de outros. Cristo diz: “Eu REMOVEREI o candelabro para FORA DO SEU LUGAR...” [15]

Novamente citamos o bem conhecido e respeitado ancião Moody, nesse momento por uma fala dita no Acampamento de Jovens Batistas em Estill Springs, Tennessee, em 25 de junho de 1907: “uma igreja universal, visível ou invisível, deve ter organização e oficiantes e doutrina e governo ou nada pode fazer. Essa igreja não poderia ser mordomo de nada. Nunca se reuniria para consultar sobre nada e não tem oficiantes para executar nada. Esse erro sem sentido sobre uma igreja universal iludiu muita gente e desperdiçou muita energia e gerou mais fanatismo que talvez outro dispositivo ilusório do diabo... ‘A Igreja de Deus’ é uma congregação. A expressão ‘Igreja de Deus’ ocorre doze vezes e qualquer homem, mesmo cego de um olho e míope de outro pode ver isso de qualquer jeito. O leão é uma besta feroz; todo leão é uma besta feroz, mas todos os leões não são bestas ferozes. Essa é uma concepção inconcebível. Uma ‘suposição não suposta’ e uma superstição inenarrável. A capacidade executiva está na besta real e não na irreal, imbecil. O mesmo para cavalos, homens, júris, igrejas, etc. A igreja universal foi suposta, afirmada e insistida para o dano irrevogável da fé pela qual devemos lutar. Eu não acredito nisso. Se houvesse tal coisa, ela não poderia fazer nada. Nunca se reuniu, não tem doutrinas, não têm oficiantes, não tem governo, não tem comissão. Você não pode dizer quem está nela ou como chegaram lá. É invisível, impraticável, inválida, impossível, sem finanças, espalhada pela superfície, crescendo para diminuir e aumentando para o nada. Faz o homem se sentir muito grande para uma deplorável congregaçãozinha que Cristo organizou para o trabalho. Eles pensam estar numa grande igreja para salvar a fé e não vêem a necessidade de serem acrescentados a outra igreja – uma igreja pequena, local, limitada, muito pequena para seu dedinho. Deixe-me magnificar essa ‘diminutiva’ e crucificada igreja, que é a igreja do Deus vivo”. [16]

Dizer que Cristo não edificou Sua igreja é torná-lo um mentiroso, no pior, ou um fracasso, no melhor. Nem é aceitável ser Cristão verdadeiro, pois sabemos que nosso Senhor é confiável e completamente apto para cumprir todas as Suas vontades.

Os crentes Escrituralmente batizados em assembleias organizadas aqui na terra, incluirão todos os salvos no Céu. Essa posição deve ser rejeitada pelo menos por quatro boas razões. O falecido Roy Mason, autor e por muitos anos, pastor da Igreja Batista da Avenida Buffalo (agora Igreja Batista da Avenida Central) de Tampa, Flórida, afirma nossa posição claramente: “defender que a igreja é local e visível e é uma continuação da instituição que Cristo iniciou e prometeu perpetuar, então levantar a partir dela, a verdadeira igreja e ensinar que a igreja que finalmente reúne mais além será composta de todos esses redimidos, independente de se eles alguma vez pertenceram a alguma igreja ou não, isso é uma indesculpável contradição. Se isso fosse verdade, então várias outras coisas teriam que ser verdade:

1) Como já argumentado, a Noiva se tornaria diferente daquela desposada por Cristo.

2) A promessa de Cristo de que nada prevaleceria contra Sua igreja, seria provado falso, pois a instituição iniciada por Ele fracassaria completamente, pois a igreja na Glória se provaria ser uma coisa inteiramente diferente.

3) Nesse caso, não haveria recompensa para a igreja que aguentou perseguição sem fim por Cristo e que forneceu cinquenta milhões de mártires para a defesa de Sua verdade.

4) Por que tanto foi feito para a igreja que Jesus iniciou? Por que sua verdade seria defendida tão arduamente? Por que os membros dessa igreja se dispuseram a morrer por suas crenças se, na conclusão final, o triunfo total deva ser dado aos que – alguns deles – perseguiram aqueles da verdadeira igreja, ou ainda ignoraram ou desdenharam a verdadeira igreja? “Se todos os crentes devem constituir a igreja em Glória – a Noiva – então no clímax a igreja se torna algo diferente da igreja de Cristo aqui na terra”. [17]

O ensinamento que dois (ou mais) significados da palavra ‘igreja’ estão corretos é um grande perigo para a causa de Cristo. Ter duas ‘igrejas’ com diferentes requisitos para a membrania e diferentes métodos de entrada é fomentar a confusão nas mentes dos crentes. Citamos B. H. Carroll novamente sobre aqueles que defendem uma ‘igreja universal invisível’. “... Eu defendo honesta e fortemente que mesmo nesse ponto sua teoria está errada e tende na prática à grande dano. Sim, eu enfaticamente defendo que essa teoria da ‘igreja universal invisível’ é responsável por incalculável desonra à igreja de Cristo na terra. Repito que a teoria da coexistência, lado a lado, na terra de suas igrejas de Cristo, uma formal e visível, outra real, invisível e espiritual, com diferentes termos de membrania, é excessivamente perniciosa e é tão confusa que todo crente nela fica atrapalhado para entender as linhas de separação. Vamos mergulhar profundamente em suas mentes que o tabernáculo de Moisés tinha o modo correto exclusivo em seu tempo determinado e o templo de Salomão tinha o modo correto exclusivo em seu tempo determinado – assim a igreja de Cristo na terra, a assembleia particular, agora tem o modo correto exclusivo e é sem rival na terra ou no céu...” [18] (parêntesis meus: CAP)

Cristo Comissionou Sua Igreja

Quando algo é comissionado recebe autoridade delegada para agir em benefício de outro. Essa pessoa ou entidade comissionada, ao agir em sua competência oficial, não age mais por sua própria autoridade, mas funciona em nome de e em benefício de e por expresso comando do superior que garante a comissão. A segunda menção de ‘igreja’ no Novo Testamento está em Mateus 18:15-18 e claramente demonstra a autoridade de Cristo confiada à Sua igreja: “Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão (15); Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada (16). E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano (17). Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu”.

Observe que nem o pastor nem alguma diretoria imaginária tem autoridade para agir neste assunto. O assunto deve ser levado perante a igreja (a membrania) e eles devem buscar a mente do Senhor sobre o assunto. A decisão (voto) da igreja em obediência a Cristo está no Céu, assim como dentro dos confins da igreja. Aqui a igreja está explicitamente autorizada e instruída para excluir de sua companhia aqueles cujo comportamento traz reprovação sobre o Cabeça de cada verdadeira igreja. Devemos crer que Cristo não quis dizer a Seus discípulos para obedecer a essas palavras? Por que Ele não lhes disse que eles seriam obrigados a obedecer a essas instruções em algum momento não indicado no futuro? Não existe aqui para indicar que essas instruções não eram para eles então e naquele lugar. A ideia de que essas eram instruções para a “igreja futura” só têm base nos escritos do ‘Dr.’ C. I. Scofield e seus seguidores anti-Batistas.

Além disso, pouco antes de Sua ascensão, Cristo deu definida autoridade para agir e diretrizes específicas para Sua igreja para se acautelarem na seguinte ocasião: “E os onze discípulos partiram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes tinha designado (16). E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram (17). E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra (18). Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (19); Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém (20)” (Mateus 28:16-20 – ACF).

Essa autorização por Cristo para Sua igreja agir é chamada de a “Grande Comissão”. É realmente a comissão FINAL, pois houve uma anterior, tão específica e explícita, mas de natureza um pouco diferente. É encontrada em Mateus 10:1-15. Para entender a natureza de uma comissão, o leitor é solicitado a observar que nessa passagem a igreja de Cristo foi enviada a um povo específico, Israel e só a Israel. Foram dadas diretrizes definidas sobre o que deveriam fazer e o que não deveriam. Ninguém fora da igreja do Senhor recebeu essa comissão. Assim, ninguém além de Sua igreja estaria agindo fora de Sua autoridade.

Se a igreja não foi iniciada até o festival de Pentecostes como nossos vizinhos Protestantes afirmam, então se vê que Cristo está na posição disparatada de dar diretrizes, autoridade e uma comissão a algo que ainda não existia! A primeira comissão não só foi dada antes de Pentecostes, mas também foi a ‘Grande Comissão’. Uma leitura pura de Mateus evidencia que essas palavras (isto é, a Comissão) foram ditas a homens reais então existentes de quem era esperada obediência. Enquanto foram instruídos a esperarem pelo poder do Espírito Santo que de fato veio em Pentecostes, nenhuma autoridade nova ou adicional foi dada naquela festa Judaica.

Alguns tentariam defender que Cristo, em Mateus 28:18-20, deu Sua autoridade e instruções aos onze como homens comuns. Outros nos informam que Ele se dirigiu a eles como apóstolos. Nenhuma dessas pode concebivelmente ser uma percepção acurada da Comissão, pois se cada uma dessas palavras for correta, suas Palavras “e vejam, Eu estarei convosco até o fim do mundo” são retórica sem significado. Segundo essa interpretação, Cristo estava errado ou talvez Ele fosse uma fraude total. É óbvio que, nem como indivíduos nem como apóstolos esses homens continuaram até nossos dias e o ‘fim do mundo’ ainda não veio. Jesus não continuou com eles como indivíduos ou como apóstolos no sentido que Ele falou.

No entanto, se entendemos que Cristo deu autoridade e instruções (a Grande Comissão) aos onze como Sua igreja, então começamos a entender Sua promessa de estar com eles. Essa visão é consistente com Apocalipse capítulos 1 a 3, onde Ele revelou estar em meio aos ‘sete castiçais’ que são as sete igrejas. Só se entendermos que Cristo deu autoridade para agir no evangelismo, no batismo e ensinando à Sua igreja e prometendo perpétua existência para ela, começaremos a perceber que Ele realmente quis dizer o que Ele disse ao prometer estar com ela ‘sempre’.

Permita-me ilustrar a questão da autoridade dessa forma: Um homem pode possuir a capacidade financeira e física de minerar vastos depósitos de ouro da terra. Ele pode se ocupar desse trabalho e usufruir grande sucesso no seu labor. Ele PODE minerar o ouro. Porém, já que a sociedade emitiu leis para tentar garantir equidade entre seus cidadãos, esse homem pode perder não somente o que ele ganhou minerando, mas também tudo que ele tinha possuído antes. Veja, SE um homem não tem a autoridade para minerar ouro, se ele não tem uma declaração legal sobre o terreno em que trabalha – todo seu trabalho pode ser em vão. Embora ele POSSA (tenha a capacidade de) minerar o ouro, ele NÃO PODE (não tem permissão) fazê-lo sem a adequada autorização. Ele pode inclusive estar sujeito a multa emitida contra ele por ter violado as leis da mineração.

Assim é com Cristo. Ele delegou Sua autoridade à Sua igreja. Ela não é somente o ‘pilar e fundamento da verdade’, mas também a ela foi delegada as ordenanças do batismo e da Ceia do Senhor, assim como a autoridade para enviar servos para ensinar na obra do Senhor, conforme o Espírito Santo ensina e conduz. Enquanto um homem PODE (é capaz de) pregar, imergir e ministrar pão e vinho, ele NÃO PODE (não tem a permissão de), a menos que o Espírito Santo o envie através de uma igreja do Novo Testamento. Este é o ensino e o padrão do Novo Testamento!

Essa ‘autoridade da igreja’ delegada por Cristo às Suas igrejas é vista em ação no Novo Testamento. Considere o envio de Paulo (Saulo) e Barnabé em Atos 13:1-4 (ACF): “E NA igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo (1). E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado (2). Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram (3). E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre (4)”.

Observe essas coisas:

(1) Os homens a serem enviados eram membros ativos do ensino “na igreja que estava em Antioquia” que era uma igreja real, local e operacional.

(2) ’O Espírito Santo disse’ fala do chamado Divino ao serviço. Sem a obra do Espírito Santo nos indivíduos chamados E na igreja não há envio Escritural de homens para fazerem a obra de ‘plantação de igrejas’.

(3) Após jejuarem e orarem mais, os líderes espirituais na igreja da qual eram membros ‘puseram suas mãos sobre eles’ (isto é, ordenaram-lhes para a obra).

(4) Dessa forma eles foram ‘enviados pelo Espírito Santo’.

É bastante claro que a igreja em Antioquia estava envolvida em enviar esses irmãos como evangelistas. Os Batistas mantêm que uma igreja deve ser envolvida em separar (por ordenação – que é a indicação ao serviço) e o envio de evangelistas (hoje chamados de missionários) como no Novo Testamento. Foi para essa igreja em Antioquia que esses Irmãos eram confiados. Foi essa igreja em Antioquia para a qual eles voltaram mais tarde. Foi essa igreja em Antioquia para a qual eles fizeram relatórios do seu trabalho. Essa ‘ligação com a igreja’ é consistentemente encontrada no Novo Testamento. O Novo Testamento não sabe nada sobre indivíduos ‘free-lancers’ sendo de alguma forma ‘chamados por Deus’ à parte de uma igreja do Novo Testamento. Ninguém foi aprovado por Deus indo por aí pregando, batizando e ensinando separados da autoridade dada a eles por alguma igreja. Quem quer que aja desse modo ‘free-lancer’ o faz sem a instrução ou exemplo do Novo Testamento e, portanto, sem a autoridade Divina.

Cristãos verdadeiramente honestos e sensíveis que manterão de lado noções preconcebidas e documentados interesses podem ver a verdade aqui. O simples e claro significado dessas passagens é que Cristo construiu Sua igreja e a investiu com a obra do evangelismo, batismo, ensino e observação de ‘todas as coisas que lhes comandei’. Assim simplesmente colocado, a igreja de Cristo, através de sucessivas organizações, deve necessariamente continuar a existir em perpetuidade, se essas coisas forem realizadas corretamente. Se essas são responsabilidades dadas pela igreja do Senhor, então ela deve continuar a existir para que essas responsabilidades continuem.

Cristo Garantiu Perpetuidade à Sua Igreja

Nada pode ser mais garantido ao verdadeiro Cristão que as palavras de Jesus Cristo. Se Ele deu uma garantia que Sua igreja nunca deixaria de existir, então essa igreja ainda existe! Você pode não tê-la achado ainda, mas SE Cristo prometeu sua perpetuidade, ELA EXISTE! Ele disse, em Mateus 16:18 (ACF): “E também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Inferno, segundo Strong significa: ‘haides (hah’-dace) – propriamente, não visto, isto é: ‘Hades’ ou o lugar (estado) das almas separadas”. [19]

A ideia entendida pelo termo ‘portões’ parece relativa ao fato de que os legisladores de Israel se estabeleceram no portão. O portão era o local do governo de uma cidade. Assim, o ‘portão’ era mencionado como o governo. Isso é evidenciado pelos seguintes versículos: Deuteronômio 25:7 (ACF): Porém, se o homem não quiser tomar sua cunhada, esta subirá à porta dos anciãos, e dirá: Meu cunhado recusa suscitar a seu irmão nome em Israel; não quer cumprir para comigo o dever de cunhado.

Rute 4:10-11 (ACF): "E de que também tomo por mulher a Rute, a moabita, que foi mulher de Malom, para suscitar o nome do falecido sobre a sua herança, para que o nome do falecido não seja desarraigado dentre seus irmãos e da porta do seu lugar; disto sois hoje testemunhas (10). E todo o povo que estava na porta, e os anciãos, disseram: Somos testemunhas; o SENHOR faça a esta mulher, que entra na tua casa, como a Raquel e como a Lia, que ambas edificaram a casa de Israel; e porta-te valorosamente em Efrata, e faze-te nome afamado em Belém” (11).

Daniel 2:49 (ACF): "E pediu Daniel ao rei, e constituiu ele sobre os negócios da província de Babilônia a Sadraque, Mesaque e Abednego; mas Daniel permaneceu na porta do rei"

Ao usar o termo ‘portões’, o Senhor Jesus estava dizendo que o governo do inferno (o mundo invisível do espírito do mal) não prevalecerá contra Sua igreja! A palavra traduzida ‘prevalecer’ é ‘katischuo’ (kat-is-khoo’-o): “sobrepujar”. [20] Pode algum Cristão pedir mais garantia que a palavra de Cristo? Claro que não! Por essa razão acreditamos que a igreja de Cristo existiu em sucessão e que há igrejas do mesmo tipo na terra hoje.

A única alternativa é dizer que a igreja entrou em apostasia em algum momento antes ou durante as ‘Eras de Trevas’. Essa visão Protestante popular da história (que a igreja apostatou e requereu uma ‘reforma’) é dizer que a igreja que Cristo fundou deixou de existir. É dizer que a igreja de Cristo pereceu da face da terra, pois as igrejas apóstatas são feiticeiras espirituais e não de todo a noiva pura de Cristo. Essas igrejas não podem ser de Cristo! Se as igrejas de Cristo deixaram de existir, então se segue que o batismo foi perdido. As igrejas corruptas só podem ministrar um batismo falso e corrupto. Uma vez perdida, só por intervenção e autoridade Divina direta o batismo poderia ser restabelecido. Isso porque nenhum homem não batizado nunca batizou ninguém no Novo Testamento, exceto João o Batista e ele tinha autoridade Divina direta.

A posição histórica Batista é que as igrejas do Senhor não cessaram de existir durante a apostasia das Eras Negras. Ao invés, elas continuaram e ainda continuam a fazer discípulos, marcá-los com o batismo de João (que é Escritural, um batismo Cristão) e a amadurecê-los para ajustá-los ao trabalho do ministério.

Cristo Instituiu uma Ceia Perpétua em Sua Igreja

Escrevendo sob a inspiração do Espírito Santo, Paulo escreveu essas palavras à igreja de Cristo Escrituralmente batizada em Corinto: Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha” (I Coríntios 11:26 – ACF).

Essa declaração nada significa, a menos que queira dizer que as igrejas do Senhor perpetuamente existam até que Ele venha para elas. Lembre-se, a ordenança da Ceia do Senhor, como o batismo, foi dada às igrejas do Senhor para serem observadas por elas como uma igreja de Cristo ‘ATÉ QUE ELE VENHA!’ Paulo, ao instruir a igreja em Corinto sobre os abusos na Mesa do Senhor disse: Porque antes de tudo ouço que, quando vos ajuntais na igreja, há entre vós dissensões; e em parte o creio” (1 Cor. 11:18 – ACF). O problema estava obviamente ‘na igreja’. Paulo não se referiu a estar em um prédio, mas aos membros reunidos na ‘capacidades da igreja’. É visto, portanto, que as igrejas dos apóstolos mantinham as ordenanças ‘na igreja’ e assim o fazem as igrejas do Senhor nestes dias.

Como citado acima, a promessa da igreja do Senhor foi que eles deveriam continuar a observar a Ceia ‘até que Ele viesse’. Se os Protestantes estão certos e as igrejas deixaram a apostasia entrar, o erro e a corrupção das “Eras Negras”, então a intenção do Senhor de que a Ceia fosse observada ‘ATÉ QUE ELE VIESSE’ falhou. Se TODAS as igrejas deixaram a apostasia, elas deixaram de existir como verdadeiras igrejas de Cristo. O batismo Escritural e a Ceia do Senhor foram abandonadas com elas.

Não há, no entanto, indicação qualquer que seja que TODAS as igrejas se tornaram apóstatas. Durante as ‘Eras Negras’ e em todas as outras épocas desde o ministério terreno de Cristo, tem havido igrejas, escondidas talvez, mas, no entanto fieis defendendo a verdade de Deus sobre a salvação e o culto adequado. Essas são as igrejas de Cristo!

As igrejas de Cristo que são condenavelmente corruptas na prática ou na doutrina deixaram de ser igrejas do Senhor. Isto é sem dúvida o sentido das advertências às sete igrejas de Apocalipse. Leia a mensagem que Cristo enviou aos ‘anjos’ (pastores) dessas igrejas. “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor (4). Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres” (5) (Apocalipse 2:4-5 – ACF).

Conheço as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita (13). Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e fornicassem (14). Assim tens também os que retém a doutrina dos nicolaítas, o que eu odeio (15). Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca” (16) (Apocalipse 2:13-16 – ACF).

Mas algumas poucas coisas tenho contra ti que deixas Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensinar e enganar os meus servos, para que forniquem e comam dos sacrifícios da idolatria (20). E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua fornicação; e não se arrependeu (21). Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras (22). E destruirei com morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda as entranhas e os corações. E darei a cada um de vós segundo as vossas obras” (23) (Apocalipse 2:20-23 – ACF).

E AO anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto (1). Sê vigilante, e confirma os restantes, que estão para morrer; porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus (2). Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei” (3) (Apocalipse 3:1-3 – ACF).

"Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente (15)! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca” (16) (Apocalipse 3:15-16 – ACF).

O fato das igrejas individuais terem seu ‘castiçal’ removido não implica que todas as igrejas pereceram na terra, mas somente que uma congregação deixou de ser a igreja de Cristo naquele lugar. É aparente que muitas igrejas deixaram de ser sal (Marcos 9:50). Também é verdade que igrejas remanescentes permaneceram fieis pela soberana graça de Deus.

Foi para Sua igreja que Cristo confiou Suas ordenanças para serem mantidas como Ele lhes instituiu (Claramente o padrão do Novo Testamento, a política Batista histórica e a prática sensível é que a Ceia do Senhor seja observada pelos membros de uma igreja que se reúne na competência da igreja). [21]

(Ver 1 Coríntios 11:18 e 20.) As palavras de Cristo indicam que a Ceia do Senhor seria um memorial perpétuo. Deve ser observada até que Ele venha. Portanto, para usufruir contínua existência. Sua igreja deve usufruir contínua existência através de sucessivas congregações. Assim dizemos que a Ceia do Senhor prova a sucessão ou perpetuidade da igreja.

Cristo Designou a Continuidade de Sua Igreja

ELA É UMA NOIVA

Cada igreja é uma “virgem casta, esposa” de Cristo (2 Coríntios 11:2), em outras palavras, uma ‘noiva’ de Cristo é evidente a todos que estudarão as Escrituras honestamente (João 3:29; Apocalipse 21:2,9; 22:17). Vale observar que João o Batista disse que ele não era o Cristo e nem uma parte da noiva, mas um ‘amigo do noivo’. Em contraste com Sua noiva ‘pura’. O falso sistema religioso é parecido com uma ‘grande prostituta’ em Apocalipse capítulos 17 e 18. Essa “Feiticeira” é claramente a organização Católica Romana. Ela é também a mãe de certas filhas de Roma diferentes das igrejas Protestantes, pois vieram de dentro dela. Como filhos naturais muitas vezes fazem, essas igrejas Protestantes portam fortes semelhanças com sua mãe. Assim, então, temos dois tipos de igrejas completamente diferentes: Uma pintada como uma mulher virtuosa e a outra uma mulher perdida.

Se a igreja Romana corrupta fosse a noiva de Cristo, então Ele teria se casado com uma feiticeira! (Esposar é casar-se, não apenas noivar!) Se as igrejas Protestantes devem ser a noiva de Cristo, então Cristo está casado com uma feiticeira parcialmente reformada! Se todas as igrejas são meros ramos do Romanismo corrupto e formos todos ‘Católicos inconscientes’ como ela falsamente afirma, Cristo não tem uma noiva pura, mas é casado com uma mulher desleixada.

Nem podemos crer que Cristo é um viúvo! Levantamos a questão, então: você pode realmente crer que Cristo não tem atualmente uma noiva sobre a terra – uma noiva que está antecipando Seu retorno para ela? Claro que não! Cristo voltará e encontrará Sua noiva escondida fora da visão, uma piedosa remanescente buscando Seu retorno! Se essa noiva não for a Feiticeira ou suas filhas, então elas devem ser sólidas igrejas Batistas do Novo Testamento. Nada na terra, além de uma sólida igreja Batista, age e se parece com uma igreja do Novo Testamento E pode oferecer prova de sua contínua existência desde sua fundação por seu Noivo nos dias de Sua jornada pela terra.

ELA É UMA CASA

Cada casa é chamada de ‘casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, o pilar e fundamento da verdade’. (1 Timóteo 3:15 – ACF): Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade”. Em linguagem arquitetônica, então, uma igreja é responsável por dar suporte à verdade como às sapatas e pilares suportam a superestrutura de um prédio. É nas igrejas que a verdade é ensinada e são as igrejas as responsáveis por evangelizar. Se a igreja (falando institucionalmente) deixou de existir por causa da apostasia, então a verdade cairia por terra e se perderia. Você pode realmente crer que a igreja de Cristo deixou de existir e requeria uma reforma por homens como Lutero, Calvino, Zwinglio, etc., etc.? Os membros da igreja são exortados: Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi entregue aos santos (Judas 3 – ACF). A alguns que poderiam objetar, afirmando que certa igreja não foi mencionada em Judas, perguntaríamos o que havia nela: Porque se introduziram furtivamente alguns, os quais já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo” (Judas 4 – ACF). Quem, além de uma igreja mantinha festas ágapes mencionadas no verso 12? Obviamente essas pessoas a quem Judas escreveu existiam na competência da igreja e eles eram responsáveis diante de Deus pela verdade “que uma vez foi dada aos santos”.

Deus preservou Sua verdade e Ele o fez perpetuamente sustentando Suas igrejas que são feitas daqueles que receberam um amor pela verdade. Cristo sabia o que estava fazendo quando designou e edificou Sua igreja. Uma igreja que tem uma hierarquia, uma vez corrupta no topo se corrompeu inteiramente. Não importa se for uma hierarquia Católica Romana ou Católica Ortodoxa, de denominação Protestante, ou Cultivada “de convenção Batista”, de “associação Batista, de “diretoria missionária Batista”, ou de “companheirismo Batista”. Alguma coisa além da igreja ‘local’, uma vez corrupta no topo, se corrompe inteiramente. Este é o testemunho da história! Cada igreja Batista sólida tem Cristo “no topo” como seu Cabeça. Sendo entidades autônomas, se uma igreja cai em apostasia, as igrejas remanescentes permanecem inalteradas. Se alguma cessa, outras em outros locais continuam. O pilar e o fundamento da verdade permanecem até Cristo voltar para elas!

ELA É MANTIDA POR SEU SOBERANO FUNDADOR

O fato claro da questão é que Cristo edificou Sua igreja e os crentes genuínos nos dias do Novo testamento eram membros de Suas igrejas. De fato, o livro de Atos nada sabe sobre indivíduos salvos que não foram batizados numa igreja. Devemos crer que a obra de Cristo estabelecer Sua igreja veio dar em nada? Satanás venceu o Leão da tribo de Judá? O deus usurpador deste mundo destronou o verdadeiro Soberano? Essas coisas são impensáveis para todos que sejam familiarizados com os ensinamentos da Bíblia!

Para um estudioso sem prejulgamento, claramente deve ser evidente que Cristo estabeleceu Sua igreja. Ele deu a ela a responsabilidade de evangelizar, batizar e ensinar. Assim como Ele lhe deixou a observância de duas ordenanças, ambas se relacionando com a morte redentora de Cristo para Seu eleito. Ele prometeu estar com ela até o fim dos tempos e que os poderes do mundo espiritual invisível não seriam capazes de “prevalecer” contra ela.

Esse tipo de igreja do Novo Testamento está conosco hoje. Convêm a cada santo de Deus localizar essa igreja e se unir a ela de modo que seu culto possa ser agradável, ordenado, aceitável a Cristo e eternamente recompensado.

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[1] Jarrel E. Huffman, "Os Eleitos Dentro dos Eleitos", (The Berea Baptist Banner, South Point, Ohio/Mantachie, Miss., Milburn Cockrell, Ed., Vol. IX, Nº 5, Maio de 1988), pág. 7.

[2] Hassell e Hassell, op. cit., pág. 334, 335.

[3] Agostinho, citado por W. W. Everts, Introdução, (W. A. Jarrell, PERPETUIDADE DA IGREJA BATISTA, 1894), pág. xi. Everts escreveu sua introdução em Haverhill, Mass. Em maio de 1894. Antes ele era o catedrático de História Eclesiástica do Seminário Teológico Batista de Chicago.

[4] Agostinho, De natura et gratia, 36,42, Wilhelm, CRISTO ENTRE NÓS, UMA MODERNA APRESENTAÇÃO DA FÉ CATÓLICA, 2ª Ed., (NY/Paramus, Pauloist Press), pág. 91.

[5] James Strong, O DICIONÁRIO GRECO-HEBRAICO E CONCORDÂNCIA COM O INGLÊS, (Seattle, Biblesoft, 1988), uma versão em software de CONCORDÂNCIA EXAUSTIVA DE STRONG DA BÍBLIA, James Strong, (Nashville, Abingdon).

[6] Strong, ibid.

[7] Strong, ibid.

[8] B. H. Carroll, ECLÉSIA–A IGREJA (Little Rock, AR, Challenge Press, n.d.),pág. 8, 9.

[9] Carroll, ibid., pág. 9.

[10] W. E. Vine, UM DICIONÁRIO DESCRITIVO DAS PALAVRAS DO NOVO TESTAMENTO COM SEUS SIGNIFICADOS PRECISOS PARA LEITORES DE INGLÊS (Westwood, NJ, Fleming H. Revell Company, 1966), pág. 83, 84.

[11] Louis Berkhof, PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO BÍBLICA (Grand Rapids, Baker Book House, 1950), pág. 68, 69.

[12] Edward Hugh Overby, O SIGNIFICADO DE ECLÉSIA NO NOVO TESTAMENTO (Little Rock, Challenge Press, 1974), pág. 10.

[13] S. E. Anderson, A PRIMEIRA IGREJA (Little Rock, Challenge Press, 1964), pág. 88.

[14] Roy Mason, A IGREJA QUE JESUS CONSTRUIU (Clarksville, TN, Bible Baptist Church Publications, 1977), pág. 28.

[15] J. B. Moody, MINHA IGREJA (Greenwood, SC, The Attic Press, Inc. 1974 reimpresso), pág. 13.

[16] Moody, ibid., pág. 30, 31, 36, 37.

[17] Roy Mason, Th.D., O MITO DA TEORIA DA IGREJA UNIVERSAL INVISÍVEL EXPLODIU (Ashland, KY, Editores de Economia, 1978), pág. 62, 63.

[18] Carroll, op cit., pág. 24

[19] Strong, ibid.

[20] Strong, ibid.

[21] Só a posição da ‘comunhão fechada’ pode harmonizar com as instruções da Bíblia sobre a disciplina da igreja. Uma igreja que pratica a ‘comunhão aberta’ ou a ‘comunhão fechada’ (às vezes chamada ‘comunhão denominacional’) é desordenada porque não pode excluir um membro da Mesa, conforme requerido pelo Novo Testamento.

Por exemplo: um membro de uma igreja pode ser excluído por um caminhar desordenado, heresia, etc. O comando Bíblico é: ‘com esse não, não comer’ (1 Coríntios 5:11). Ainda, esse membro excluído pode muito bem ter se juntado a outra igreja de ordem similar, como muitas vezes acontece, cuja prática ao receber membros não é tão cuidadosa. Esses membros excluídos, sob os termos de comunhão ‘aberta’ ou ‘fechada’ poderia, com perfeita liberdade, voltar a se reunir com a igreja que o excluiu e participar da Ceia do Senhor. O comando “não comer” seria desobedecido. Assim, a disciplina Bíblica da igreja foi escarnecida e se tornou inútil por qualquer outra posição além de ‘somente os membros da igreja local’ ou ‘comunhão fechada’.



CONCLUSÃO

Certamente, para uma mente pura os fatos são claros. Batistas do tipo histórico têm sido mostrados como os Cristãos originais. O tipo de igrejas Batistas do Novo Testamento tem a autoridade de Cristo para portar a obra da Grande Comissão. Os Batistas sólidos e suas igrejas têm existência perpétua prometida e como fato histórico. Não há traço ou suposição em qualquer local do Novo Testamento de que a Igreja de Cristo cessaria de existir antes de Sua vinda. Nem há qualquer traço ou sugestão de que alguma outra entidade sucederia a igreja ao fazer a obra de Cristo. Assim, não há espaço nem necessidade de organizações denominacionais, maquinário associativo, diretorias de missões ou coisas parecidas.

Essa perpetuidade Batista demanda a sucessão da igreja. As igrejas não se disseminam misticamente a si mesmas. As igrejas Batistas são organizadas por homens que tiveram o batismo Batista prévio e ligação com a igreja (autoridade). Este é o padrão consistente do Novo Testamento, assim como a prática Batista histórica. Nenhum Batista real acredita que uma pessoa não batizada, a menos que diretamente enviado por Deus como João foi, tem o direito de batizar outros. Nenhuma prática como essa pode ser encontrada nas Escrituras ou na prática aceita dos Batistas. Tal prática deve ser vista como uma inovação humana. Pela boca de três testemunhas buscamos estabelecer os fatos. Acreditamos que essas três testemunhas – (1) testemunho Batista histórico, (2) testemunho dos não Batistas e (3) testemunho das Escrituras positivamente estabelecem essas questões.

Se essas três testemunhas são verdadeiras, então todas as igrejas diferentes das igrejas Batistas do Novo testamento são feitas por homens e sem Divina autoridade. Seus membros não são batizados. Essa parece ter sido a visão de Tertuliano, que nasceu cinquenta anos antes da morte do amado apóstolo João. Tertuliano escreveu: "Baptismum quum rite non habeant, fine dubio non habent", que, traduzido significa: “os que não são corretamente batizados não são de todo batizados”. [1]

Não duvidamos que muitos membros em igrejas feitas por homens são sinceras e de pessoas honestas tentando servir a Deus do melhor modo que conhecem. Não discordamos de muito do que esses grupos ensinam. Porém, se os Batistas são, na realidade, os “Cristãos originais”, então todos os outros grupos obtiveram que a verdade que eles têm dos Batistas do Novo Testamento foi escrita por mãos Batistas.

Estabeleça então: a salvação está em Cristo e todos os que de modo salvo vieram a Ele, tendo se arrependido de seus pecados, estão salvos e seguros! Não ser um membro de uma igreja Batista não significa que uma pessoa esteja perdida e inversamente, ser imerso por uma igreja Batista não significa que ele está salvo. O novo nascimento, a regeneração é o requisito absoluto para a salvação.

Há, no entanto, a questão do culto aceitável a Cristo – a questão de agradá-Lo! Há a questão de adequadamente se encarregar de Sua comissão. Você servirá a Ele fielmente do modo como Ele estabeleceu? Você ousaria pensar, por alguma razão, em servi-Lo conforme seus próprios desejos e preferências?

Houve aqueles nos dias de Jesus que se recusaram a se submeter ao batismo Escritural – o batismo de João o Batista – o único batismo que a Bíblia endossa. Acreditamos que o batismo iniciado por João o Batista é o único batismo que Deus reconhece. Lucas falou das pessoas que recusaram o batismo de João dizendo: Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus contra si mesmo, não tendo sido batizados por ele” (Lucas 7:30 – ACF). Certamente nenhum filho de Deus de boa vontade e conscientemente rejeitariam o conselho de Deus. Jesus não disse que Seu cordeiro ouve Sua voz e O segue?” (João 10:27). Siga Cristo!

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FINIS

[1] Tertullian, SOBRE O BATISMO, cap. XV, pág. 230, citado por Abraham Booth, UMA DEFESA DOS BATISTAS, (London, E. e C. Dilly, 1778), [reimpresso por The Baptist Standard Bearer, Paris, AR., 1985,] pág. 25.



GLOSSÁRIO

Já que a fé e prática das igrejas do Novo Testamento foram deixadas de lado por tantos, os ‘velhos caminhos’ da prática Bíblica sempre parecem incomuns e novos, apesar de sua origem apostólica. As antigas doutrinas apostólicas da graça foram assassinadas como o “Calvinismo” e as antigas práticas dos Batistas foram manchadas como “Landmarquismo”. Acreditamos que o “tulipismo” e a estrita política Batista são Escriturais embora ambas têm sido amplamente abandonadas. Por causa da atual situação, você pode não conhecer os termos Batistas. Esse glossário é dado para capacitá-lo a ler com facilidade e entendimento os termos usados.

Anabatista:

Literalmente, um ‘rebatizador’ – um nome coletivo dado muitas vezes em tempos antigos a muitos grupos que insistiam em imergir todos os que se juntavam a eles, apesar de “batismos” anteriores, por mãos de outras sociedades. Entre esses grupos, as igrejas que realmente amam ao Senhor existiram em dias antigos. Os Batistas não creem ser possível rebatizar alguém, embora sejam levados a fazê-lo porque batizamos corretamente aqueles que foram ‘batizados’ por outros grupos sem a autoridade do Novo Testamento. Nossos antigos escritores vigorosamente negaram ser ‘Anabatistas’ porque sabiam ser impossível rebatizar alguém. Um crente, antes imerso não escrituralmente, pode ser reimerso e na realidade batizado pela primeira vez com essa imersão repetida.

Apóstata: 

Aquele que quis deixar as doutrinas e práticas da Bíblia

Concílio de Trento

Realizado de 1545 a 1563 convencionou condenar aqueles que resistissem à Igreja Católica Romana. Estabeleceu dogmaticamente as doutrinas do Romanismo. Ele ‘...entre outras coisas dogmatizou a teologia medieval dos Escolásticos. Fez a Latina Vulgata, incluindo 11 O. T. livros apócrifos, a Bíblia autorizada e declarou as Escrituras E a tradição como a completa autoridade’. [1] Além disso, este concílio proclamou: ‘Se alguém afirmar que o batismo de João teve a mesma força que o batismo de Cristo, seja ele anátema’ – uma explosão dirigida diretamente aos Anabatistas daqueles dias, assim como certos Protestantes.

Donatistas, Novatianos, Petrobrussianos, Cátaros, Arnoldistas, Hussitas, Waldenses, Lolardos:

Entre outros, são apelidos históricos aplicados em várias nacionalidades às pessoas conhecidas coletivamente como Anabatistas. Claro está que havia uma conexão entre esses grupos. [2] É entre esses grupos que as igrejas do Novo Testamento podem ser encontradas, embora obviamente nem todos dentro desses grupos foram salvos nem todas as congregações eram assim chamadas eram necessariamente sólidas. Entre esses estão os antepassados espirituais dos Batistas do Novo Testamento.

Hosius, Cardeal Stanislaus: 

Nascido em 5 de maio de 1504 em Cracóvia, Polônia, Hosius morreu em 5 de agosto de 1579 em Capranica, os Estados papais, Itália. Indicado para Cardeal em 1561, Hosius foi mais tarde indicado para presidir o legado papal ao Concílio de Trento. Ele é descrito como ‘o mais brilhante escritor, o mais eminente teólogo e o melhor bispo do seu tempo’. [3] Por ele ter conduzido uma campanha tão incansável contra todos os dissidentes da igreja Romana, ele foi apelidado de ‘martelo dos heréticos’. [4]

Igreja: 

Uma igreja de Cristo é uma congregação de crentes Escrituralmente batizados, organizada em harmonia com os preceitos e procedimentos do Novo Testamento. Essa definição é consistente com a palavra grega ‘eclesia’ e seu uso esta nos escritos seculares e sagrados.

"Landmarquistas" ou "Batistas de Landmark:

"Os Batistas que mantêm a posição Batista histórica (e acreditamos, Bíblica), sobre a natureza, origem e sucessão das verdadeiras igrejas de Cristo são muitas vezes chamados e às vezes se chamam de ‘Landmarquistas’. O apelido se originou de um ensaio publicado em 1854 intitulado “Um Antigo Restabelecimento da Marca” (Landmark), escrito por J. M. Pendleton, um ministro Batista nos Estados Unidos. Os princípios e práticas do Landmarquismo histórico podem ser provados como tão antigo quanto o Novo Testamento. Isso não é para dizer que tudo que foi crido por alguns que se proclamavam Landmarquistas seja Escritural. Alguns Landmarquistas chegaram a visões extremas como a “teoria da nova luz”. O Landmarquismo histórico é a prática da igreja consistente com os princípios Bíblicos.



Mosheim, Johann Laurenz von: 

(1694? – 1755). Conhecido como o pai da moderna história da igreja, esse Luterano não era amigo dos Batistas, mas absorveu suas marcas por sua tentativa de honestamente relatar os fatos. Ele foi elogiado como estritamente honesto: “...von Mosheim, um pregador alemão, professor na Universidade de Goetingen e notável estudioso, foi o primeiro a tentar escrever a história da Igreja objetivamente. Ao invés de publicar a história para produzir propaganda, von Mosheim tentou examinar o desenvolvimento da Igreja sem tendenciosidade ou linha partidária”. [5]

Munster: 

Nascido na Westfalia, região da Alemanha ocidental, limitada com a Holanda. Cena de tumultuosos motins durante as Guerras dos Camponeses. Os Anabatistas eram falsamente acusados pelos motins, liderados por Thomas Munzer, reformador radical e antigo camarada de Martinho Lutero. Alguns tentaram rastrear os Batistas até esses fanáticos “loucos de Munster”. Um dos mais hábeis historiadores escreveu:

A investigação mais acurada não conseguiu provar que Munzer, o líder dos motins nas Guerras Camponesas era um Batista, ou que os batistas foram de algum modo responsável pelas revoltas”. [6]

Ordenanças:

Os Batistas defenderam apenas duas ordenanças como Escriturais: o batismo em água dos crentes e a Ceia do Senhor, ambas vistas como sendo ordenanças da igreja, em oposição a meras “ordenanças Cristãs”. Com isso fica entendido que os Batistas viam as ordenanças como adequadamente observadas só por um tipo de igreja (Batista) local do Novo Testamento. As ordenanças diferem dos sacramentos no fato de serem simplesmente um memorial, enquanto os ritualistas afirmam que um sacramento é uma obra que realmente traz graça ao recebedor. Os que defendem a visão sacramental acreditam que a graça é obtida pelas obras e cerimônias religiosas – algo contrário à verdadeira definição de graça que é um imerecido favor e um imerecido amor.

Pedobatistas: 

Aquele que “batiza” crianças seja por aspersão ou imersão. Não há menção dessa prática no Novo Testamento. Assim, os Batistas veem isso como uma inovação não Escritural e má. Os que o promovem o praticam porque acreditam que o rito lava a culpa do pecado e torna o bebê inconsciente um filho de Deus.

Perpetuidade: 

O conceito de que as igrejas do Novo Testamento têm tido contínua existência desde que a primeira foi estabelecida por Cristo e que elas continuarão continuamente a existir até que Ele venha novamente. Relacionada de perto com “sucessão” (ver Sucessão abaixo).

Protestantes: 

Nome dado aos indivíduos e sociedades religiosas que se separaram de ou surgiram em protesto contra a Igreja Católica Romana durante o período da história conhecido como a “Reforma”. O termo também é usado para grupos que mais tarde se dividiram a partir das divisões internas. Os Batistas, originados com Cristo, não são Protestantes nesse sentido, embora consistentemente tenham se oposto aos erros do Romanismo.

Quasi-batistas: 

Igrejas ou indivíduos que são designados como Batistas, mas que só levemente se parecem com os Batistas históricos em doutrina e prática. Usados por Batistas liberais, superficiais, irregulares e apóstatas.

Sucessão: 

O conceito de igrejas tendo sido fundadas pela autoridade das igrejas previamente existentes. J. R. Graves erroneamente chamado de pai do Landmarquismo, escreveu: “O sentido em que qualquer Igreja Batista existente seja o sucessor da Primeira Igreja da Judéia – modelo e padrão de tudo – é o mesmo daquele existente entre uma organização regular e a primeira organização desse tipo que já fora instituída. Dez mil organizações locais da mesma natureza podem ter existido e deixado de existir, mas esse fato de forma alguma afeta a continuidade da organização. Desde o dia em que essa organização começou, ela se manteve e embora possa ter decaído em alguns lugares, floresceu em outros e nunca teve mais do que um começo...” [7]

Transubstanciação: 

O ensinamento Católico de que na Missa o pão e vinho realmente se tornam o corpo e o sangue de Cristo num sacrifício não sangrento. Veja em uma das declarações autorizadas pela própria Roma: “Esta é a palavra que a Igreja Católica Romana adotou como a que mais precisamente expressa o que ocorre na Consagração da Missa. Nesse momento, pelo divino poder, o que era pão e vinho agora se torna o Corpo e o Sangue de Cristo. Os Católicos, portanto, adotam a doutrina tradicional da Igreja Católica Romana que, nas palavras do Concílio de Trento, falam da ‘mudança de toda substância do pão em Corpo e de toda a substância do vinho em Sangue’ (de Cristo) e só a aparência de pão e vinho permanecem. A isso a Igreja Católica mais precisamente chama de transubstanciação”. [8] (parêntesis meus: CAP)

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[1] Merrill F. Unger, Th.D., Ph.D., MANUAL BÍBLICO DE UNGER, (Chicago, Moody Press, 1966), pág. 913.

[2] Sobre os Cátaros (um grupo de Anabatistas) é dito: “eles derivaram seus ensinamentos dos Pauloicianos: suas principais ramificações foram os Albigenses e os Bogomílios”. Clarke F. Ansley, Ed., A ENCICLOPÉDIA COLÚMBIA DE UM VOLUME NY, (Columbia University Press, 1945), pág. 313. 

Os vários grupos evidentemente não só tinham uma ligação de princípios e doutrinas, mas como as águas de uma corrente fluem a outra, assim sucedia e às vezes em paralelo uma e outra.

[3] Enciclopédia Britânica, 15ª Ediçãso, Vol. 6, artigo sobre Hosius, pág.77

[4] Douglas, Elwell e Toon, op cit., pág. 189.

[5] William P. Barker, QUEM É QUEM NA HISTÓRIA DA IGREJA (Grand Rapids, Baker, 1977), pág. 198.

[6] Christian, op cit., pág. 153.

[7] J. R. Graves, O ANTIGO LADMARQUISMO (Texarkana, Bogard Press – reimpressão da segunda edição, 1881), pág. 84.

[8] Mabel Quin, Ed., A ENCICLOPÉDIA DOS POVOS CATÓLICOS, Vol. 3 (Chicago, The Catholic Press, Inc., 1966), pág. 1019. 

Esses três volumes carregam o Imprimatur de Cletus F. O'Donnell, J. C. D. e sua declaração: o ‘Nihil obstat’ e o ‘Imprimatur’ são declarações oficiais de que um livro ou panfleto está livre de erro doutrinário ou moral...”.



APÊNDICE – I

A PRIMEIRA CONFISSÃO DE FÉ DOS BATISTAS DE LONDRES

1644 D.C.,

Nota ao Leitor

Por Curtis Pugh

Composto e publicado mais ou menos dois anos ANTES da agora famosa Confissão Protestante de Westminster, essa Confissão Batista de 1644 estabelece a visão histórica Batista sobre as doutrinas relativas à salvação e aquelas agora chamadas “verdade da igreja”. Há pouca evidência aqui da influência Protestante. Essa antiga confissão é altamente valiosa não apenas por sua firmeza doutrinária, mas por sua aderência às frases e terminologia Bíblicas. É centrado em Cristo e honra a Cristo.

O texto apresentado aqui foi mudado apenas na questão de atualização do palavreado, exceto para a página título onde o antigo palavreado foi mantido. Enquanto se fez a mudança de alguma pontuação, o uso mais antigo das palavras é mantido para evitar editoração do texto. As maiúsculas foram deixadas como estão.

[Fac-símile da Página do Título]:

A

CONFISSÃO

DE FÉ

Das IGREJAS que são

comumente (embora falsamente)

Chamadas de ANABATISTAS;

Apresentado à visão de todos os que temem a Deus, para examinarem pela pedra de toque DA Palavra da Verdade: Assim como para a eliminação dessas aspersões que são feitas frequentemente, em Púlpito e Impressas (embora injustamente), lançadas sobre eles.

Atos 4.20: “Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” (ACF).

Isaías 8.20: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles” (ACF).

2 Coríntios 1:9-10: “Mas já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos (9); O qual nos livrou de tão grande morte, e livra; em quem esperamos que também nos livrará ainda (10)” (ACF).

LONDON

Impresso por Matthew Simmons na Rua Aldersgate.

1644

Para

TODOS QUE DESEJAREM

O crescimento do Nome do SENHOR Jesus em sinceridade, as pobres desprezadas Igrejas de Deus em cumprimento aos Londrinos, com orações para seu mais amplo aumento do conhecimento de CRISTO JESUS.

Somente questionamos que parecerá estranho a muitos homens que tal como somos frequentemente chamados, mentindo sob essa calúnia e ramo negro de Heréticos e semeadores de divisão como fazemos, deveria presumir aparecer tão publicamente como agora temos feito: Mas ainda não obstante possamos bem dizer, dar resposta a tal, o que Davi disse a seu irmão, quando a batalha do Senhor era uma luta (I Samuel 29:30). Não há uma causa?

Certamente, se as pessoas permitiram falar para a justificação da verdade em Cristo em suas mãos, temos, que sendo de fato, a principal roda nesse tempo que nos colocou em marcha; pois se houve algo pelos homens sendo transacionado só contra nossas pessoas, poderíamos quietamente termos sentados quietos e entregue nossa Causa àquele que é o justo Juiz, que no grande dia julgará os segredos de todos os corações humanos por Jesus Cristo. Mas não tendo sido apenas nós, mas a verdade professada por nós, não podemos, só podemos ousar falar; não é uma coisa estranha a qualquer homem observador, que tristes acusações foram lançadas, não apenas pelo mundo, que não conhece Deus, mas também por aqueles que pensam em si mesmos muito errados, se não olharam aos principais Valores da Igreja de Deus e os Vigias da Cidade: Mas isso ocorreu conosco por eles, como pela pobre Esposa buscando seu Amado (Cânticos 5:6-7). Eles nos encontraram naquela estrada comum por onde eles mesmos passavam, nos feriram e tiraram nosso respeito de modo que pudemos, por eles ser recomendados como odiosos aos olhos de todos que nos observavam e nos corações de todos que pensavam em nós, o que fizeram no Púlpito e Impresso, acusando-nos de defender a Liberdade, o Abandonar a graça, negar o pecado Original, rejeitando o Magistrado, negando assisti-los em pessoa ou desaprovando seus Comandos legais, cometendo Atos diferentes na dispensação da Ordenança do Batismo, e não sermos chamados de Cristãos: A Todas essas Acusações negamos como notoriamente não verdadeiras, embora em razão dessas calúnias nos feriram, muitos dos que temem a Deus são desencorajados e participaram em abrigar um bom pensamento, cada um de nós ou o que professamos; e muitos que não conhecem Deus encorajados, se conseguirem encontrar o local de nossas reuniões, se reunirem em Multidões para nos apedrejar, olhando-nos como um povo que defende tais coisas, como se não fôssemos dignos de viver: temos, portanto, pela clareza da verdade que professamos, que estar em liberdade, embora estejamos em cadeias, brevemente publicada uma Confissão de nossa Fé, desejando que todos os que teme a Deus, que seriamente considerem se (se eles comparam o que aqui dizemos e confessamos na presença do Senhor Jesus e Seus Santos) os homens, com suas línguas, em Púlpito e penas em Impressão, falaram e escreveram coisas que são contrárias à verdade; mas sabemos que nosso Deus em Seu próprio tempo esclarecerá nossa Causa e levantará Seu Filho para fazer Dele a pedra de esquina, embora Ele tenha sido rejeitado (ou agora o seria) pelos Mestres Construtores. E porque isso pode ser concebido, isso que aqui é publicado, só pode ser o Julgamento de alguém em alguma Congregação particular, mais refinada que o resto; Nós, portanto, aqui o subscrevemos, alguns de cada corpo em nome e pela indicação de sete Congregações que, embora sejamos diferentes quanto a nossos corpos específicos, pelo bem da conveniência, sendo como muitos puderem bem se encontrar em um local, ainda estamos todos em Comunhão, defendendo Jesus Cristo como nosso Cabeça e Senhor; sob cujo governo somente desejamos andar, seguindo o Cordeiro, onde quer que Ele vá; e acreditamos que o Senhor diariamente permite que a verdade mais apareça nos corações dos Seus Santos e os torne envergonhados de suas tolices na Terra de sua Natividade, que assim eles possam com um único ombro, estudar mais para exaltar o Nome do Senhor Jesus e manter suas direções e Leis; que são os desejos e orações das condenadas Igrejas de Cristo em Londres para todos os santos.

Assinado em Nome das sete Igrejas de Londres.

William Kiffin. 
Thomas Patience.
------------------------
João Spilsbery. 
George Tipping. 
Samuel Richardson. 
------------------------
Thomas Skippard.
Thomas Munday. 
-------------------------
Thomas Gunne.
João Mabbatt.
-------------------------
João Webb
Thomas Killcop.
-------------------------
Paulo Hobson.
Thomas Goare.
João Mabbatt.
-------------------------
Joseph Phelpes.
Edward Heath.

A
CONFISSÃO 
De Fé, das Igrejas

Que são comumente (embora falsamente)

Chamadas ANABATISTAS.

I. Que Deus como é em Si mesmo, não pode ser abrangido em qualquer um além de Si mesmo, [1] habitando naquela luz inacessível, que nenhum olho pode alcançar, que nunca nenhum homem viu, nem pode ver; que só há um único [2] Deus, um Cristo, um Espírito, uma Fé, um Batismo; [3] uma Regra de santidade e obediência para todos os Santos, em todos os tempos, em todos os locais a serem observados.

II. Que Deus é [4] de Si mesmo, isto é, nada de outro, nem de outro, nem de outro, nem de outro: [5] Mas é um Espírito, que como seu Ser é de Si mesmo, assim ele dá [6] o ser, o mover e a preservação de todas as coisas, sendo em Si mesmo eterno. O mais santo, de toda a forma infinito em [7] grandeza, sabedoria, poder, justiça, bondade, verdade, etc. Em Sua Cabeça há o Pai, o Filho, e o Espírito; sendo todo um deles um e o mesmo Deus; e portanto não dividido, mas distinto um do outro por Suas várias propriedades; o [8] Pai sendo de Si mesmo, o [9] Filho do Pai desde sempre, o Santo [10] Espírito procedendo do Pai e do Filho,

III. Que Deus [11] decretou em Si mesmo desde sempre tocando todas as coisas, efetivamente operar e disponibilizá-las [12] conforme o conselho de Sua própria vontade, para a glória do Seu nome; em cujo decreto aparece Sua sabedoria, constância, verdade e fidelidade; [13] Sabedoria é onde quer que governe todas as coisas; [14] Constância é que onde quer que seja o decreto de Deus permanece sempre imutável; [15] Verdade é que onde quer que seja ele declara que só naquilo que Ele decreta e embora Seus ditos possam parecer soar às vezes uma outra coisa, ainda o sentido deles sempre concorda com o decreto; [16] Fidelidade é que onde quer que seja, Ele efetua o que decretou, como decretou. E tocante à sua criatura, os homens, [17] Deus tinha em Cristo antes da fundação do mundo, conforme o bom prazer de Sua vontade, preordenado alguns homens para a vida eterna através de Jesus Cristo, para o prazer e glória de Sua graça, [18] deixando o resto em seu pecado para sua justa condenação, para o prazer de Sua Justiça.

IV. [19] No início Deus fez todas as coisas muito boas, criou o homem conforme Sua imagem [20] e semelhança, enchendo-o de toda a perfeição de toda a natural excelência e correção, livre de todo o pecado, [21] Mas logo ele não permaneceu em sua honra, mas, pela sutileza da Serpente, que Satanás usou como seu instrumento, ele mesmo com seus anjos tendo pecado antes e não [23] mantiveram seu primeiro estado, mas deixaram sua própria habitação; primeiro [24] Eva, então Adão sendo seduzidos, intencional e por vontade própria caíram em desobediência e transgressão ao Mandamento de seu grande Criador, por cuja morte veio sobre todos e reinou sobre todos, de modo que desde a Queda são concebidos em pecado e nascidos em iniquidade, e assim, pelos filhos naturais da ira e servos do pecado, sujeitos à [25] morte e a todas as outras calamidades devidas ao pecado em seu mundo e para sempre, sendo considerados no estado da natureza, sem relação com Cristo.

V. Toda a humanidade assim caída e se tornou todos mortos em pecado e transgressões e sujeitos à eterna ira do grande Deus pela transgressão; já os eleitos, que Deus [26] amou com amor eterno, são [27] redimidos, vivificados e salvos, não por si mesmos, nem por suas obras, para que nenhum homem pudesse se vangloriar, mas totalmente e somente por Deus de [28] Sua livre graça e misericórdia através de Jesus Cristo, que de Deus é feito para nós sabedoria, retidão, santificação e redenção, que como está escrito, Ele que se rejubilou, que ele se rejubile no Senhor.

VI. [29] Esta, portanto é a vida eterna, conhecer o único verdadeiro Deus e que Ele enviou Jesus Cristo. [30] E, ao contrário, o Senhor vai enviar vingança em fogo flamejante àqueles que não conhecem a Deus e não obedecem a nosso Senhor Jesus Cristo.

VII. [31] A Regra deste Conhecimento, Fé e Obediência, a respeito da adoração e culto a Deus e todos os outros deveres Cristãos, não é invenção de homens, opiniões, dispositivos, leis, constituições ou tradições não escritas quaisquer que sejam, mas só a palavra de Deus contida nas Escrituras Canônicas.

VIII. [32] Nessa Palavra de Deus escrita está claramente revelada tudo quanto Ele pensou se necessário para conhecermos, acreditarmos e reconhecer, no tocante à Natureza e Ofício de Cristo, em quem todas as promessas são Sim e Amém para o prazer de Deus.

IX. No tocante ao Senhor Jesus, de que [33] Moisés e os Profetas escreveram e sobre Quem os Apóstolos pregaram, é o [34] Filho de Deus o Pai, o brilho de Sua glória, a forma gravada de Seu Ser, Deus com Ele e com Seu Santo Espírito, por Quem Ele fez o mundo, por Quem ele mantém e governa todas as obras que Ele fez, Que também [35] quando a plenitude dos tempos veio, foi feito homem por uma [36] mulher da Tribo de Judá, da semente de Abraão e Davi, para compreensão, de Maria a abençoada Virgem, pelo Espírito Santo que veio sobre ela e o poder do mais Alto, lançando sombra sobre ela e foi também [37] todas as coisas como entre nós. Com exceção do pecado.

X. No tocante a Seu Ofício, [38] Jesus Cristo só foi feito Mediador da nova Aliança, até da eterna Aliança da graça entre Deus e o Homem, para [39] ser perfeitamente e completamente o Profeta, Sacerdote e Rei da Igreja de Deus para sempre.

XI. No Seu Ofício Ele foi preordenado, pela [40] autoridade do Pai e com respeito à Sua Humanidade, desde o útero chamado e separado e [41] ungido também mais completa e abundantemente com todos os dons necessários, tendo Deus sem medida derramado o Espírito Nele.

XII. Nesse Chamado, a Escritura mantém duas coisas especialmente consideráveis; primeira, o chamado ao Ofício; segundo, o próprio Ofício. Primeiro, que [42] ninguém teve essa honra além Dele que é chamado de Deus, como foi Aarão, assim também Cristo, estando em ação especialmente de Deus o Pai, onde uma aliança especial sendo feita, Ele ordena seu Filho a Seu Ofício, cuja Aliança é que [43] Cristo seria feito Sacrifício pelo pecado, que Ele veria Sua semente e prolongaria Seus dias e o prazer do Senhor prosperará em Sua mão; que chamando, portanto, contém em si mesmo [44] escolhendo, [45] preordenando, [46] enviando. Escolhendo respectivos no fim, preordenando os meios, enviando a própria execução, [47] tudo pela mera graça, sem qualquer condição prevista, para os homens ou para o próprio Cristo.

XIII. [48] Assim que esse Ofício de Mediador, isto é, de ser Profeta, Sacerdote e Rei da Igreja de Deus, é assim próprio de Cristo, pois nem no todo, nem em qualquer parte pode ser transferido Dele para outro.

XIV. Este próprio Ofício para o qual Cristo foi chamado é triplo, de [49] um Profeta, de [50] Sacerdote e de [51] Rei: esse número e ordem de Ofícios são mostrados; primeiro, pelas necessidades dos homens penosamente operando [52] sob ignorância, por razão onde quer que estejam em infinita necessidade do Profético ofício de Cristo para aliviá-los. Segundo, [53] o afastamento de Deus, onde quer que estejam em necessidade do Ofício Sacerdotal para reconciliá-los; terceiro, [54] nossa total incapacidade de retornar a Ele, pela qual ele continua necessitando do poder de Cristo em seu Ofício de Rei para assisti-los e governá-los.

XV. No tocante à Profecia de Cristo, está onde quer que ele tenha [55] perfeitamente revelado toda a vontade de Deus fora do seio do Pai, que seus servos precisam conhecer, crer e obedecer e, portanto não é só chamado de Profeta e Doutor [56] e [57] Apóstolo de nossa profissão de fé e o [58] Anjo da Aliança, mas também da verdadeira sabedoria [59] de Deus e [60] os tesouros de sabedoria e entendimento.

XVI. Foi necessário, para que Ele fosse tal Profeta de toda forma completo, que Ele fosse Deus [61] e, além disso, que Ele fosse homem, pois, a menos que Ele fosse Deus, Ele nunca teria perfeito entendimento da vontade de Deus, [62] nem que Ele fosse capaz de revelar ao longo de todas as épocas e, a menos que Ele fosse homem, ele não poderia adequadamente desdobrá-lo em Sua própria pessoa [63] aos homens.

XVII. Quanto ao Seu Sacerdócio, Cristo [64] sendo consagrado, apareceu uma vez para eliminar o pecado pela oferta e sacrifício de Si mesmo e para esse fim realizou totalmente e sofreu todas aquelas coisas pelas quais Deus, através do sangue naquela Sua Cruz, num sacrifício aceitável, pudesse reconciliar somente Seus eleitos; [65] e tendo quebrado o muro da divisão e então terminou e removeu todos aqueles Ritos, Sombras e Cerimônias, agora entra dentro do Véu, no Santo dos Santos, isto é, aos verdadeiros Céus e à presença de Deus, onde ele para sempre vive e está sentado à mão direita da Majestade, aparecendo diante da face do Seu Pai para fazer intercessão pelos que vierem ao Trono da Graça pelo novo e vívido caminho e não só isso, mas [66] fazer de seu povo uma casa Espiritual, um santo Sacerdócio, para oferecer sacrifício espiritual aceitável a Deus através Dele; nem o Pai aceita, ou Cristo oferece ao Pai qualquer outra adoração ou adoradores

XVIII. Este Sacerdócio não era legal, ou temporário, mas conforme a ordem de [67] Melquisedeque; [68] não por um comando carnal, mas pelo poder de uma vida sem fim [69], não por uma ordem fraca ou imperfeita, mas estável e perfeita, não durante certo tempo [70], mas para sempre, não admitindo sucessor, mas perpétuo e adequado a Cristo e Dele que sempre viveu. O próprio Cristo era o Sacerdote, o Sacrifício e o Altar: Ele era [71] o Sacerdote, conforme ambas as naturezas, ele era o sacrifício mais adequadamente conforme Sua natureza humana: [72] por isso, na Escritura não será atribuído a Seu corpo, a Seu sangue; e a força principal, por conta do Seu sacrifício se tornou efetivo, dependeu de sua [73] natureza divina, isto é, que o Filho de Deus Se ofereceu a Si mesmo por nós: ele foi o [74] Altar propriamente de acordo com Sua divina natureza, pertencendo ao Altar santificar aquilo que é oferecido sobre ele e assim deveria ser de maior dignidade que o próprio Sacrifício.

XIX. Sobre Seu Reino [75], Cristo sendo levantado da morte, subiu aos céus, sentou-Se à mão direita de Deus o Pai, tendo todo o poder no céu e na terra, dado a Ele, Ele então governa espiritualmente Sua Igreja, exercendo Seu poder [76] sobre todos os Anjos e Homens, bons e maus, para a preservação e salvação dos eleitos, para sobrepujá-lo e destruição de todos os Seus inimigos, que são Repróbatas, [77] comunicando e aplicando os benefícios, virtude e fruto de Sua Profecia e Sacerdócio a seus eleitos, isto é, a subjugar e eliminar seus pecados, para sua justificação e adoção de Filhos, regeneração, santificação, preservação e fortalecimento em todos os seus conflitos contra Satanás, o Mundo da Carne e suas tentações, continuamente habitando, governando e mantendo seus corações em fé e temor filial por Seu Espírito, que o tendo dado [78], Ele nunca os retirou deles, mas por ele ainda gera e nutre neles fé, arrependimento, amor, alegria, esperança e toda a luz celestial na alma para a imortalidade, não obstante por nossa própria descrença e as tentações de Satanás, a sensível visão dessa luz e amor seja turvada e vencida pelo tempo. [79] E, ao contrário, regendo no mundo por sobre seus inimigos, Satanás e todos os vasos da ira, limitando, usando, restringindo-os por seu forte poder, como parece bom à sua divina sabedoria e justiça à execução de Seu determinado conselho, entregando-lhes a uma mente repróbata a serem mantidos pelos seus próprios desertos, na escuridão e sensualidade no julgamento.

XX. [80] Este Reino será então completamente perfeito quando Ele, pela segunda vez, vier em glória para reinar entre Seus Santos e para ser admirado por todos eles que creem, quando Ele derrubará toda regra e autoridade do Seus pés, que a glória do Pai possa ser completa e perfeitamente manifesta em Seu Filho e a glória do Pai e do Filho em todos os seus membros.

XXI. Que Jesus Cristo por Sua morte deu nascimento à salvação e reconciliação somente para os eleitos [81], que eram aqueles que [82] Deus o Pai Lhe deu e que o Evangelho que deve ser pregado por todos os homens como fundamento da fé é que [83] Jesus é o Cristo, o Filho do bendito Deus, cheio da perfeição de todas as excelências celestiais e espirituais e que a salvação é somente recebida através da crença em Seu Nome.

XXII. Que a Fé é o [84] dom de Deus forjado nos corações dos eleitos pelo Espírito de Deus, onde quer que eles venham a ver, conhecer e acreditar na verdade das [85] Escrituras e não apenas isso, mas a excelência deles acima de todos os outros escritos e coisas do mundo, pregadas para a glória de Deus em seus atributos, a excelência de Cristo em Sua natureza e ofícios e o poder de plenitude do Espírito em suas obras e operações e por isso são capazes de carregar o peso de suas almas sobre essa verdade assim crida.

XXIII. [86] Aqueles que têm essa preciosa fé neles forjada pelo Espírito, nunca podem nem finalmente nem totalmente cair e embora muitas tempestades e inundações possam surgir e se chocar contra eles, nunca poderão tirá-los daquela fundação e rocha que, pela fé nela eles se fixaram, mas serão mantidos pelo poder de Deus para a salvação, onde usufruirão sua possessão comprada, tendo sido eles antes gravados nas palmas das mãos de Deus.

XXIV. Essa fé é ordinariamente [87] gerada pela pregação do Evangelho, ou a palavra de Cristo, sem ligação com qualquer [88] poder ou capacidade na criatura, mas sendo ela totalmente [89] passiva, estando morta em pecados e transgressões, crendo e sendo convertida por poder não menor [90] que aquele que levantou Cristo da morte.

XXV. Que as propostas do Evangelho para a conversão dos pecadores [91] é absolutamente livre, de nenhuma forma requerendo como absolutamente necessário, qualquer qualificações, preparações, terrores da Lei ou precedente Ministro da Lei, mas somente a alma nua, como um [92] pecador e ímpio para receber Cristo crucificado, morto e sepultado e ressurgido, tendo se tornado [93] Príncipe e um Salvador para esses pecadores.

XXVI. Que o mesmo poder que converte para a fé em Cristo, o mesmo poder leva na alma [94] ainda através de todos os deveres, tentações, conflitos, sofrimentos e continuamente o que quer que um Cristão seja, ele é, pela graça [95] e por uma constante e renovada [96] operação de Deus, sem o que ele não conseguiria realizar qualquer dever para com Deus ou vencer qualquer tentação de Satanás, do mundo, dos homens.

XXVII. Que Deus o Pai e Filho e Espírito Santo é um com [97] todos os crentes em sua [98] plenitude, em [99] relações, [100] como cabeça e membros, [101] como lar e habitantes, como [102] marido e esposa, um com ele, como [103] luz e amor e um com ele em sua herança e em toda a Sua glória [104] e que todos os crentes por virtude dessa união e unicidade com Deus são os filhos adotivos de Deus e herdeiros com Cristo, coherdeiros e herdeiros comuns com Ele da herança de todas as promessas dessa vida e da vida que virá.

XXVIII. Que aqueles que têm união com Cristo são justificados de todos os seus pecados passados, [105], presentes e por vir, pelo sangue de Cristo, cuja justificação concebemos como graciosa e gratuita [106] aquisição de uma criatura culpada e pecadora, de todos os pecados por Deus, através da satisfação que Cristo produziu por sua morte e isso se aplica na manifestação disso pela fé.

XXIX. Que todos os crentes são um povo santo e [107] santificado e que a santificação é uma graça espiritual da nova [108] Aliança e efeito do [109] amor de Deus, manifesta à alma onde quer que o crente esteja em [110] verdade e realidade separada, na alma e no corpo, de todos os pecados e obras mortas, através do [111] sangue da eterna Aliança, onde quer que ele também seja pressionado para uma perfeição celestial e Evangélica, em obediência a todos os seus Mandamentos [112] que Cristo, como Cabeça e Rei impactando a nova Aliança prescreveu para ele.

XXX. Todos os crentes através do conhecimento dessa [113] justificação de vida dada pelo Pai e gerada pelo sangue de Cristo, tenham isso como seu grande privilégio dessa nova Aliança [114], paz com Deus e reconciliação, onde aqueles que estavam afastados, sejam trazidos para junto por esse [115] sangue e tenham paz (como falam as Escrituras)[116] passando todo entendimento, sim, alegria em Deus, através de nosso Senhor Jesus Cristo por [117] quem recebemos a Expiação.

XXXI. [118] Que todos os crentes no tempo dessa vida estejam em contínua guerra, combate e oposição contra o pecado, o ego, o mundo e o Demônio e passível de todas as maneiras de aflições, tribulações e perseguições e assim continuem até que Cristo venha em Seu Reino a isso predestinado e indicado; e que todos os Santos, qualquer deles possua ou se alegre com Deus nesta vida e somente pela fé.

XXXII. [119] Que a única força pela qual os Santos são capazes de encontrar com toda a oposição e vencer todas as aflições, tentações, perseguições e julgamentos é somente por Jesus Cristo, que é o Capitão de sua salvação, sendo tornado perfeito através de sofrimentos, que colocou toda a sua força para assisti-los em todas as suas aflições e sustentá-los em todas as tentações e preservá-los por Seu poder para Seu Reino eterno.

XXXIII. Que Cristo tem na terra um Reino espiritual, que é a Igreja, que Ele comprou e Ele mesmo redimiu, como herança peculiar: que a Igreja, como é visível para nós, é uma companhia dos [120] Santos visíveis, [121] chamados e separados do mundo, pela palavra e [122] pelo Espírito de Deus, para a visível profissão de fé do Evangelho, sendo batizado nessa fé e reunindo-se com o Senhor e entre si, por mútuo acordo, no usufruto prático das Ordenanças, comandadas por Cristo, seu Cabeça e Rei.

XXXIV. A essa Igreja Ele fez [124] Suas promessas e deu os sinais de Sua Aliança, presença, amor, benção e proteção: aqui estão às fontes e origens de sua celestial graça continuamente fluindo; [125] de lá deveria vir todo homem, de todos os estados, que reconheçam Nele seu Profeta, Sacerdote e Rei, a ser alistado entre seus servos domésticos, a estarem sob sua celestial conduta e governo, para conduzir suas vidas em Seu cercado rebanho e jardim de águas, para ter comunhão aqui com os Santos, que eles possam ser parceiros de sua herança no Reino de Deus.

XXXV. [126] E todos os seus servos são chamados de lá, para apresentarem seus corpos e almas e trazerem seus dons que Deus lhes deu; assim vindo, eles estão aqui por Ele mesmo outorgados e suas várias ordens, local peculiar, uso devido, sendo adequadamente compactados e tecidos juntos, conforme o efetivo trabalho de cada parte, para a própria edificação em amor.

XXVI. Que estando assim reunidos, cada Igreja tem [127] que lhes foi dado por Cristo para seu melhor bem estar, para escolher por eles mesmos pessoas para o ofício de Pastores [128], Professores, Anciãos, Diáconos, sendo qualificados conforme a Palavra, como os que Cristo indicou em Seu Testamento, para alimentar, governar, servir e edificar Sua Igreja e que ninguém mais tenha poder para lhes impor essa ou aquela ordem.

XXXVII. [129] Que os Ministérios mencionados acima, legalmente chamados pela Igreja, onde devam ministrar, devam continuar em seu chamado, conforme a Ordenança de Deus e cuidadosamente alimentem o rebanho de Cristo entregue a eles, não para perverso lucro, mas de uma mente pronta.

XXXVIII. [130] Que a devida manutenção dos Oficiantes acima mencionados, deve ser a livre e voluntária comunicação da igreja que, segundo a Ordenança de Cristo, aqueles que pregam o Evangelho devem viver no Evangelho e não por constrangimento para serem compelidos pelo povo por uma Lei forçada.

XXXIX. [131] Que o Batismo seja uma Ordenança do Novo Testamento, dado por Cristo a ser dispensado só sobre pessoas que professam a fé, ou que os Discípulos, ou ensinados que, sob sua profissão de fé, devam ser batizados. (Edições posteriores acrescentaram: “e depois compartilhem a Ceia do Senhor”.) (CAP).

XL. O modo e método de dispensar [132] esta Ordenança, a Escritura defende que seja mergulhando ou submergindo todo o corpo sob a água: isso sendo um sinal, deve responder à coisa significada, que são essas: primeiro, o [133] lavar toda a alma no sangue de Cristo; segundo, que os Santos têm interesse na [134] morte, enterro e ressurreição; terceiro, junto com uma [135] confirmação de nossa fé, que tão certo quanto o corpo é enterrado sob a água e ressurge, tão certo será que os corpos dos Santos ressurgirão pelo poder de Cristo no dia da ressurreição, para reinar com Cristo. (A palavra Baptizo, significando mergulhar sob a água, com roupas adequadas para o ministro e o sujeito, com toda a modéstia).

XLI. As pessoas designadas por Cristo para dispensar essa Ordenança, as [136] Escrituras defendem que sejam Discípulos pregadores, não estando, em lugar algum, presas a uma Igreja específica, Oficiante ou pessoa extraordinariamente enviada, a Comissão usufruindo a ministração, sendo dada a eles sem outra consideração, mas como Discípulos considerados.

XLII. [137] Cristo, da mesma forma, deu poder a toda a Sua Igreja para receber e eliminar, pelo modo da Excomunhão, qualquer membro. E seu poder é dado a cada Congregação particular e não a uma pessoa particular, membro ou Oficiante, mas ao todo.

XLIII. [138] E cada membro particular de cada Igreja, que seja excelente, grande ou ilustre que seja, deve estar sujeita a essa censura e julgamento de Cristo e a Igreja deve, com grande cuidado e carinho, com o devido conselho proceder contra seus membros.

XLIV. E como Cristo [139] pela manutenção de Sua Igreja em santidade e santa e ordenada Comunhão, colocou alguns homens sobre a Igreja que, por seu ofício devem governar sobre ela, visitá-la e supervisioná-la, da mesma forma para mantê-la em todos os lugares, pelos membros, ele deu [140] autoridade e deixou deveres sobre todos para observarem uns aos outros.

XLV. [141] Que também a quem Deus deu dons, sendo julgados na Igreja, podem e devem pela indicação da Congregação, profetizar, conforme a proporção da fé e assim ensinar publicamente a Palavra de Deus, para a edificação, exortação e conforto da Igreja.

XLVI. [142] Assim estando corretamente reunidos e ainda prosseguindo em comunhão Cristã e obediência ao Evangelho de Cristo, ninguém deve se separar por faltas e corrupções que possam, enquanto a Igreja consiste de homens sujeitos a falhas, desistam e surjam dentre eles, mesmo em verdadeiras Igrejas constituídas, até que eles estejam na devida ordem solicitados a se emendar a partir daí.

XLVII. [143] E embora as Congregações específicas sejam Corpos distintos e vários, cada um uma Cidade compacta e entretecida em si mesma: ainda todas devem andar por uma e mesma Regra e de toda forma conveniente para ter o conselho e ajudar umas às outras em todas as questões necessárias da Igreja, como membros de um corpo na fé comum debaixo de Cristo, seu único Cabeça.

XLVIII. [144] Que uma Magistratura civil seja uma ordenança de Deus, colocada por Deus para a punição dos malfeitores e para o elogio daqueles que fazem o bem; e que em todas as coisas legais comandadas por eles, a sujeição deve ser dada por nós no Senhor: e que devemos fazer súplicas e orações pelos Reis e a todos que detêm autoridade, que sob eles possamos viver uma vida pacífica e quieta em toda a devoção e honestidade.

XLIX. A suprema Magistratura deste Reino acreditamos ser o Rei e o Parlamento livremente escolhido pelo Reino e que em todas as leis civis que foram decretadas por eles ou para o presente ou que ainda venham a ser ordenadas, devemos prestar sujeição e obediência perante o Senhor, como concebendo nós mesmos inclinados a defender as pessoas daqueles assim escolhidos e todas as leis civis feitas por eles, com nossas pessoas, liberdades e estados, com todos os que são chamados de nossos, embora possamos sofrer nunca muito por eles ao não nos submetermos ativamente a algumas Leis Eclesiásticas, que possam ser concebidas por eles para serem seu dever estabelecer o que em nosso presente não possamos ver, nem nossas consciências possam se submeter. Ainda assim devemos dispor nossas pessoas a seus prazeres.

L. [145] E se Deus provê tal misericórdia para nós, de inclinar os corações dos Magistrados para compreender nossas consciências, como se possamos ser protegidos por eles do erro, injúria, opressão e molestação, que por muito tempo antes lamentamos pela tirania e opressão da Hierarquia Prelática, que Deus por Sua misericórdia fez desse Rei e Parlamento atual maravilhosamente honroso, como um instrumento em Sua mão para derrubar; e assim tivemos um tempo para respirar, nós deveremos olhar para isso, esperamos, como uma misericórdia além da nossa expectativa e nos conceber comprometidos para sempre em abençoar Deus por isso.

LI. Mas se Deus retiver a permissão e auxílio dos Magistrados; [146] ainda devemos não obstante prosseguir juntos em comunhão Cristã, não ousando dar lugar a suspender nossa prática, mas andar em obediência a Cristo na profissão de fé e mantendo-nos nessa fé antes mencionada, mesmo em meio a todos os julgamentos e aflições, não contando com nossos bens, terras, esposas, filhos, pais, mães, irmãos, irmãs, sim e nossas próprias vidas como caras para nós, para que possamos terminar nosso caminho com alegria: lembrando-nos sempre que devemos [147] obedecer a Deus e não a homens e nos baseando nos mandamentos, comissão e promessa de nosso Senhor e mestre Jesus Cristo, pois Ele tem todo poder nos céus e na terra, conforme também nos prometeu, se mantivermos Seus mandamentos que Ele nos deu, de estar conosco até o fim do mundo: e quando terminarmos nosso caminho e tivermos mantido a fé, nos dar a coroa da vitória que é colocada sobre todos que amarão Sua aparição e a Quem deveremos dar conta de todas as nossas ações, nenhum homem sendo capaz de nos acusar do mesmo.

LII. [148] E, da mesma forma deve ser dado a todo homem o que for seu dever: tributos, costumes e todos os deveres legais, deverão de boa vontade por nós ser pagos e realizados, nossas terras, bens e corpos, para submeter ao Magistrado, pelo Senhor e ao Magistrado todo modo de ser reconhecido, reverenciado e obedecido, conforme sua piedade, não por ira, mas só por consciência. E finalmente, todos os homens sejam estimados e respeitados, como é devido e encontrado por seu lugar, idade, estado e condição.

LII. [sic] [149] E assim desejamos dar a Deus o que é de Deus e a Cesar o que é de Cesar e a todos os homens o que lhes pertencem, empenhando-nos para ter sempre uma clara consciência livre de ofensas a Deus e aos homens. E se alguém tomar o que dissemos como heresia, então que possamos com o Apóstolo livremente confessar que pelo modo como eles chamam heresia, adoremos o Deus de nossos Pais, acreditando em todas as coisas que estão escritas na Lei e nos Profetas e Apóstolos, desejando em nossas almas renunciar às heresias e opiniões que não sejam de Cristo e sermos firmes, imovíveis, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que nosso trabalho não será em vão no Senhor.

2 Coríntios 1:24: “Não que tenhamos domínio sobre a vossa fé, mas porque somos cooperadores de vosso gozo; porque pela fé estais em pé” (ACF).

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[1] 1 Tim. 6:16.

[2] 1 Tim. 2: 5; Ef. 4: 4-6; 1 Cor. 12: 4-6, 13; João cap. 14.

[3] 1 Tim. 6: 3, 13, 14; Gal. 1: 8, 9; 2 Tim. 3:15.

[4] Isa. 44:67; 43:11; 46: 9.

[5] João 4:24.

[6] Ex. 3:14.

[7] Rom. 11:36; Atos 17:28.

[8] 1 Cor. 8: 6.

[9] Prov. 8:22, 23; Heb. 1: 3; João 1:18.

[10] João 15:16; Gal. 4: 6.

[11] Isa. 46:10; Rom. 11: 34-36; Mat. 10:29, 30.

[12] Ef. 1:11.

[13] Col. 2: 3.

[14] Num. 23:19, 20.

[15] Jer. 10:10; Rom. 3: 4.

[16] Esa. [sic] 44:10.

[17] Ef. 1: 3-7; 2 Tim. 1: 9; Atos 13:48; Rom. 8.29, 30.

[18] Judas vs. 4, 6; Rom. 9: 11-13; Prov. 16: 4.

[19] Gen. Cap. 1; Colossenses 1:16; Heb. 11: 3; Isa. 45:12

[20] Gen. 1:26; 1 Cor. 15:45, 46; Eclesiastes 7:31.

[21] Salmos 49:20.

[22] Gen. 3: 1, 4, 5; 2 Cor. 11: 3.

[23] 2 Pedro 2: 4; Jude v. 6; João 8:44.

[24] Gen. 3: 1, 2, 6; 1 Tim. 2:14; Eclesiastes. 7:31; Gal. 3:22.

[25] Rom. 5:12, 18, 19; 6:25; Ef 2: 3; Rom. 5:12 [sic].

[26] Jer. 31: 2.

[27] Gn 3:15; Ef. 1: 3, 7; 2: 4, 9; 1 Tes. 5: 9; Atos 13:38.

[28] 1 Cor. 1:30, 31; 2 Cor. 5:21; Jer. 9: 23, 24.

[29] João 17: 3; Heb. 5: 9; Jer. 23: 5, 6.

[30] 2 Tessalonicenses 1: 8; João 3:36.

[31] João 5:39; 2 Tim. 3:15, 16, 17; Col. 21: 18, 23 [sic]; Mat. 15: 9.

[32] Atos 3:22, 23; Heb. 1: 1, 2; 2 Tim. 3: 15-17; 2 Cor. 1:20.

[33] Gn 3:15; 22:18; 49:10; Dan. 7; 13; 9: 24-26.

[34] Prov. 8:23; João 1: 1-3; Col. 1: 1, 15-17.

[35] Gal. 4: 4.

[36] Heb. 7:14; Apocalipse 5: 5 com Gen. 49: 9, 10; Rom. 1: 3; 9: 5; Mat. 1:16 com Lucas 3:23, 26; Heb. 2:16.

[37] Isa. 53; 3-5; Fil. 2: 8.

[38] 2 Tim. 2:25; Heb. 9:15; João 14: 6.

[39] Heb. 1: 2; 3: 1, 2; 7:24; Isa. 9: 6, 7; Atos 5:31.

[40] Prov. 8:23; Isa. 42: 6; 49: 1, 5.

[41] Isa. 11: 2-5; 61: 1-3 com Lucas 4:17, 22; João 1:14, 16; 3:34.

[42] Heb. 5: 4-6.

[43] Isa. 53:10.

[44] Isa. 42:13.

[45] 1 Ped. 1:20.

[46] João 3:17; 9:27; 10:36; Isa. 61: 1.

[47] João 3:16; Rom. 8:32.

[48] 1 Tim. 2: 5; Heb. 7:24; Dan. 5:14; Atos 4:12; Lucas 1:33; João 14: 6.

[49] Dt. 18:15 com Atos 3:22, 23.

[50] Salmos. 110: 3; Heb. 3: 1; 4:14, 15; 5: 6.

[51] Salmos 2: 6.

[52] Atos 26:18; Col. 1: 3.

[53] Col. 1:21; Ef. 2:12.

[54] Cant. 1: 3; João 6:44.

[55] João 1:18; 12:49, 50, 15 [sic]; 17: 8; Deut. 18:15.

[56] Mat. 23:10 [Então leia a Bíblia de Genebra].

[57] Heb. 3: 1.

[58] Mal. 3: 1.

[59] 1 Cor. 1:24.

[60] Col. 2: 3

[61] João 1:18; 3:13.

[62] 1 Cor. 2:11 e 16.

[63] Atos 3:22 com Deut. 18:15; Heb. 1: 1.

[64] João 17:19; Heb. 5: 7-9; 9:26; Rom. 5:19; Ef. 5:12; Col. 1:20.

[65] Ef. 2: 14-16; Rom. 8:34.

[66] 1 Ped. 2: 5; João 4:23, 24.

[67] Heb. 7:17.

[68] Heb. 7:16.

[69] Heb. 7: 18-21.

[70] Heb. 7:24, 25.

[71] Heb. 5: 6.

[72] Heb. 10:10; 1 Ped. 1:18, 19; Col. 1:20, 22; Isa. 53:10; Mat. 20:28.

[73] Atos. 20:28; Rom. 8: 3.

[74] Heb. 9:14; 13:10, 12, 15; Mat. 23:17; João 17:29.

[75] 1 Cor. 15: 4; 1 Ped. 3:21-22; Matt. 28: 18-20; Lucas 24:51; Atos 1:11; 5:30, 31; João 19:36; Rom. 14:17.

[76] Marcos 1:27; Heb. 1:14; João 16: 7, 15.

[77] João 5:26, 27; Rom. 5: 6-8; 14:17; Gal. 5:22, 23; João 1: 4, 13.

[78] João 13: 1; 10:28, 29; 14:16, 17; Rom. 11:29; Salmo 51:10, 11; Jó 33:29, 30; 2 Cor. 12: 7, 9.

[79] Jó caps. 1 e 2; Rom 1:21; 2: 4-6; 09:17, 18; Ef. 04:17, 18; 2 Pedro cap. 2.

[80] 1 Cor. 15:24, 28; Heb. 9:28; 2 Tessalonicenses. 1: 9, 10; 1 Tes. 4: 15-17; João 17:21, 26.

[81] João 15:13; Rom. 8: 32-34; 5:11; 3:25.

[82] Jó 17: 2 com 6, 37.

[83] Mat. 16:16; Lucas 2:26; João 6: 9; 7: 3; 20:31; 1 João 5:11.

[84] Ef. 2: 8; João 6:29; 4:10; Fil. 1:29; Gal. 5:22.

[85] João 17:17; Heb. 4:11, 12; João 6:63.

[86] Mat. 7:24, 25; João 13: 1; 1 Ped. 1: 4-6; Isa. 49: 13-16.

[87] Rom. 10:17; 1 Cor. 1:21.

[88] Rom. 9:16.

[89] Rom. 2: 1, 2; Ez. 16: 6; Rom. 3:12.

[90] Rom. 1:16; Ef. 1.19; Col. 2:12.

[91] João 3:14, 15; 1:12; Isa. 55: 1; João 7:37.

[92] 1 Tim. 1:15; Rom. 4: 5; 5: 8.

[93] Atos 5:30, 31; 2:36; 1 Cor. 1: 22-24.

[94] 1 Pedro 1: 5; 2 Cor. 12: 9.

[95] 1 Cor. 15:10.

[96] Fil. 2:12, 13; João 15: 5; Gal. 19, 20 [sic].

[97] 1 Tes. 1: 1; João 14:10, 20; 17:21.

[98] Col. 2: 9, 10; 1.19; João 1:17.

[99] João 20:17; Heb. 2:11.

[100] Col. 1:18; Ef. 5:30.

[101] Ef. 2:22; 1 Cor. 3:16, 17.

[102] Isa. 16: 5; 2 Cor. 11: 3.

[103] Gal. 3:26.

[104] João 17:24.

[105] João 1: 7; Heb. 10:14; 9:26; 2 Cor. 5:19; Rom. 3:23.

[106] Atos 13:38, 39; Rom. 5: 1; 3:25, 30.

[107] 1 Cor. 1: 1; 1 Ped. 2: 9.

[108] Ef. 1: 4.

[109] 1 João 4:16.

[110] Ef. 4:24.

[111] Fil. 3:15.

[112] Mat. 28:20.

[113] 2 Cor. 05:19; Rom. 5: 9, 10.

[114] Isa. 54:10; 26:12.

[115] Ef. 2:13, 14.

[116] Fil. 4: 7.

[117] Rom. 5:10, 11.

[118] Ef. 6: 10-13; 2 Cor. 10: 3; Apocalipse 2: 9, 10.

[119] João 6:33; Heb. 2: 9, 10; João 15: 5.

[120] 1 Cor. 1: 1; Ef. 1: 1.

[121] Rom. 1: 7; Atos 26:18; 1 Tes. 1: 9; 2 Cor. 6:17; Apocalipse 18:18.

[122] Atos 2:37 com 10:37.

[123] Rom. 10:10; Atos 20:21; Mat. 18:19, 20; Atos 2:42; 1 Ped. 2: 5.

[124] Mat. 28: 18-20; 2 Cor. 6:18.

[125] Isa. 8:16; 1 Tim. 3.15; 4:16; 6: 3, 5; Atos 2; 41, 47, Cantares 4:12; Gal. 6:10; Ef. 2:19.

[126] 1 Cor. 12: 6, 7, 12, 18; Rom. 12: 4-6; 1 Ped. 4:10; Ef. 4:16; Colossenses 2: 5, 6, 19; 1 Cor. 12:12 o final do verso.

[127] Atos 1: 2; 6: 3, com 15:22, 25; 1 Cor. 16: 3.

[128] Rom. 12: 7, 8; 16: 1; 1 Cor. 12: 8, 28; 1 Tim. cap. 3; Heb. 13: 7; 1 Ped. 5: 1-3.

[129] Heb. 5: 4; Atos 4:23; 1 Tim. 4:14; João 10: 3, 4; Atos 20:28; Rom. 12: 7, 8; Heb. 13: 7, 17.

[130] 1 Cor. 9: 7, 14; Gal. 6: 6; 1 Tess. 5:13; 1 Tim. 5:17, 18; Fil. 4:15, 16.

[131] Mat. 28:18, 19; Marcos 16:16; Atos 2:37, 38; 8: 36-38; 18: 8.

[132] Mat. 3:16; João 3:23; Atos 8:38.

[133] Apocalipse 1: 5; 7:14 com Heb. 10:22.

[134] Rom. 6: 3-5.

[135] 1 Cor. 15:28, 29.

[136] Isa. 8:16; Mat. 28: 16-19; João 4: 1, 2; Atos 20: 7; Mat. 26:26.

[137] Atos 2:47; Rom. 16: 2; Mat. 18:17; 1 Cor. 5: 4; 2 Cor. 2: 6-8.

[138] Mat. 18: 16-18; Atos 11: 2, 3; 1 Tim. 5: 19-21.

[139] Atos 20:27, 28; Heb. 13:17, 24; Mat. 24:25; 1 Tess. 5:14.

[140] Marcos 13:34, 37; Gal. 6: 1; 1 Tess. 5:11; Judas vs. 3, 20; Heb. 10:34, 35; 12:15.

[141] 1 Cor. cap. 14; Rom. 12: 6; 1 Ped. 4:10, 11; 1 Cor. 12: 7; 1 Tess. 5: 17-19.

[142] Apocalipse cap. 2 e 3; Atos 15:12; 1 Cor. 1:10; Ef. 2:16; 3:15, 16; Heb. 10:25; Judas vs. 15; Mat. 18:17; 1 Cor. 5: 4, 5.

[143] 1 Cor. 4:17; 14:33, 36; 16: 1; Mat. 28:20; 1 Tim. 3.15; 6:13, 14; Apocalipse 22:18, 19; Col. 2: 6, 19; 4:16.

[144] Rom. 13: 1-4; 1 Ped. 2:13, 14; 1 Tim. 2: 2.

[145] 1 Tim. 1: 2-4; Salmo 126: 1; Atos 9:31.

[146] Atos 2:40, 41; 4:19; 5:28, 29, 41; 20:23; 1 Tessalonicenses 3: 3; Fil 1: 27-29; Dan. 3:16, 17; 6: 7, 10, 22, 23.

[147] Mat. 28: 18-20; 1 Tim. 6: 13-15; Rom. 12: 1, 8; 1 Cor. 14:37; 2 Tim. 4: 7, 8; Apocalipse 2; 10; Gal. 2: 4, 5.

[148] Rom. 13: 5-7; Mat. 22:21; Tito 3. [sic]; 1 Ped. 2:13; Ef. 5:21, 22; 6: 1, 9; 1 Ped. 5: 5.

[149] Mat. 22:21; Atos 24: 14-16; João 5:28; 2 Cor. 4:17; 1 Tim. 6: 3-5; 1 Cor. 15: 58-59.

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FINIS

APÊNDICE – II

UMA JUSTIFICATIVA DA CONTÍNUA SUCESSÃSO da IGREJA PRIMITIVA de JESUS CRISTO (agora escandalosamente nomeados Anabatistas) desde os Apóstolos até esse tempo presente.

INFORMAÇÃO INTRODUTÓRIA

Por Curtis Pugh

O “problema Batista” não acabará! As Igrejas Batistas mantêm que eles continuamente existiram desde o ministério terreno de Jesus (não “Batista” em nome, talvez, mas em princípio e conexão). Embora isso enfureça os Católicos, Protestantes e quase-Batistas da mesma forma, os Batistas firmes mantêm que tanto a Bíblia e os verdadeiros fatos da história prova que foi somente entre eles que as verdadeiras Igrejas de Cristo podem ser encontradas. Esses Batistas do Novo testamento mantêm que eles sempre forma e continuam a ser separados do Catolicismo e Protestantismo. Eles mostram que enquanto os historiadores religiosos têm amplas provas das origens do Catolicismo e dos cismas Protestantes, todos os estudiosos honestos devem concordar que não se podem encontrar datas de fundação das igrejas Batistas deste lado do ministério terreno de Jesus Cristo.

Este antigo volume com linguagem modernizada é a evidência de que os Batistas têm mantido consistentemente sua separação de outros corpos religiosos por boas e válidas razões. Igrejas Batistas sólidas são as únicas igrejas que têm uma afirmação válida de uma contínua sucessão desde a primeira Igreja. Assim, as Igrejas Batistas do Novo Testamento são as únicas igrejas que preservaram as ordenanças (batismo e a Ceia do Senhor). John Spittlehouse e John More mantiveram e os Batistas sólidos continuam a ensinar o seguinte:

1. Que a verdadeira ou Primitiva Igreja de Jesus Cristo já existia em seus dias (1652 D.C.,) na Inglaterra e foi mortalmente apelidada de “Anabatista”. Spittlehouse e More são cuidadosos para mostrar que as igrejas do Senhor foram então ‘escandalosamente chamadas de Anabatistas’. Anabatistas quer dizer ’rebatizador’. Desde nossos ancestrais espirituais até o dia de hoje, mantivemos e mantemos que só há ‘um batismo’ (Efésios 4:5) e, portanto, o batismo não pode ser reministrado. Por nossos ancestrais terem se recusado a reconhecer as igrejas feitas por homens, suas ordenanças e ordenações, eles batizaram corretamente aqueles que vieram a eles a partir das seitas Católicas e Protestantes, independentes dos assim chamados batismos anteriores. Assim foram mortos como rebatizadores dos seus convertidos enquanto insistiam que apenas os batizava (isto é: seus ‘batismos’ anteriores não eram válidos).

2. Que as Igrejas de Cristo nunca foram parte nem compartilharam da comunhão com as falsas igrejas.

3. Que a Igreja de Cristo teve uma sucessão contínua e, portanto, uma contínua existência desde que Ele a fundou.

4. Que as verdadeiras Igrejas são sociedades visíveis de santos seguindo as práticas, padrões e ensinamentos dos Apóstolos.

5. Que essas verdadeiras Igrejas preservaram as ordenanças de Jesus Cristo desde que Ele as deu.

6. Que o Catolicismo e o Protestantismo são as mesmas em origem.

7. Que o Catolicismo Romano é a Feiticeira e as Igrejas Protestantes são as Filhas da Feiticeira, nenhuma sendo Igrejas de Cristo.

8. Que os sacerdotes Católicos e os ministros Protestantes não têm ordenações válidas e não são ministros de Cristo.

9. Que a ‘Reforma Protestante’ não foi de Deus, mas resultou em falsas igrejas comprometidas em doutrina e prática com Roma.

10. Que não havia a necessidade de uma “Reforma” se, como Igrejas de Cristo, nunca tivessem caído na apostasia.

O leitor observará que Spittlehouse e More usaram termos como ‘verdadeira igreja’, ‘Igreja Primitiva’ e até a palavra atualmente impopular, ‘sucessão’ ao se referirem às verdadeiras igrejas.

Os Batistas defendem que não há nada no nome ‘Batista’ que lhe confirma autoridade. (As verdadeiras Igrejas do Senhor foram difamadas por muitos apelidos no passado). Há muitas assim chamadas ‘igrejas Batistas’ cuja ligação (origem), doutrina e práticas NÃO são evidentemente do Novo Testamento. Os ‘Batistas’ as mantêm como Filhas da Feiticeira, como qualquer outra seita Protestante feita por homem.

Hoje os Batistas sólidos seguem o padrão do Novo Testamento (Atos 19:1-5) e rejeitam as ordenanças e ‘abominações da terra’ (as seitas e cultos gerados pelas Filhas) (Apocalipse 17:5). Assim insistimos que para uma pessoa ter o batismo Escritural deve haver um modo Escritural (imersão), um motivo Escritural (uma profissão de fé) e um ministro Escritural (autoridade de uma Igreja tendo uma afirmação válida para a comissão).

Tristemente, quatro das páginas centrais do livro de Spittlehouse e More (17 a 20) estão perdidas. Nós nos correspondemos com mais de cem bibliotecas e vendedores de livros raros nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, sem sucesso, para localizar o volume integral. Enquanto o valor de uma obra pode ser de certa forma diminuído por sua ausência, esse volume será entendido como de inestimável valor para os amantes da verdade e prática Bíblica (Batista). Aqui encontraremos ampla evidência que nossos ancestrais Batistas criam como nós na perpetuidade e sucessão da Igreja Batista. Enquanto nossos atuais inimigos muitas vezes nos acusam de sermos meramente seguidores de um movimento que surgiu entre os Batistas Americanos em meados dos anos 1800, essa obra, publicada em 1652 D.C., prova que a visão dos Batistas históricos predata qualquer movimento desse tipo na América em pelo menos 200 anos.

(De fato cremos que essa visão ‘Batista’ histórica da igreja e das ordenanças seja a visão do Novo Testamento e vai até aquele Livro para provar a validade de nossa prática).

Alguns leitores, com toda a probabilidade, concordarão com Spittlehouse e More sobre sua identificação da Mulher que fugiu para o deserto. É duvidoso que eles identifiquem o Dragão Vermelho, a Besta, etc., como esses homens fizeram. De modo algum sua interpretação da profecia deve diminuir o valor deste volume como prova do antigo e consistente testemunho para as verdadeiras Igrejas de Cristo.

A regeneração (o novo Nascimento) vem para o pecador pela livre e soberana graça de Deus, separadas de quaisquer obras humanas. Porém, será admitido por todos que conhecem as Escrituras que Deus sempre teve um local e modo aceitável de culto onde Ele seja glorificado. O Novo Testamento prova este local adequado e modo de culto como sendo uma igreja cuja doutrina, origem e prática for como aquela primeira Igreja.

A essa glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém” (Efésios 3:21 – ACF).

Aos que forem realmente nascidos de novo, a questão da adequada obediência a Cristo certamente será de suma importância! Que nunca se diga de alguém que ler estas páginas que eles “Mas os fariseus e os doutores da lei rejeitaram o conselho de Deus contra si mesmos, não tendo sido batizados por Ele” (Lucas 7:30 – ACF).

Que Deus possa dar a graça para iluminar as mentes dos Seus eleitos sobre o local adequado e o modo de adoração e culto a Ele!

Não é minha intenção editar essa obra de qualquer forma que seja. A linguagem foi trazida para o uso moderno e as notas marginais foram combinadas com notas de rodapé sob um sistema numérico. Exceto pela omissão das marcas de citação antes de cada linha de uma citação direta (uma antiga prática que foi seguida no original em alguns lugares) e o acréscimo de alguns apóstrofos, a pontuação foi deixada com as marcas originais. Seu uso livre das maiúsculas e itálicos tem sido mantidos, assim como o frequente uso de “viz”. E “acima mencionado”. Esses eram os hábitos daqueles tempos. O material entre parênteses é meu (CAP) e foi acrescentado por clareza.

É minha esperança que disponibilizando este volume em linguagem atualizada seja um material útil e o testemunho aumente entre os Batistas e entre aqueles que ainda não sejam membros das verdadeiras Igrejas, mas que sinceramente buscam o local Escritural de adoração e culto a Deus.



UMA

JUSTIFICATIVA da

Contínua Sucessão da Igreja Primitiva

de Jesus Cristo (agora escandalosamente

apelidados de Anabatistas) desde os Apóstolos até o tempo presente.

Em Resposta às três Afirmativas seguintes, Extraídas dos Escritos de

Mr. João Brain e principalmente do seu Livro intitulado –
As Igrejas entrando e saindo do Deserto, viz.

1. Que a estrutura do Evangelho da Igreja Primitiva tenha sido desenvolvida no Estado Anticristão e condição desde o ano 406 mais ou menos até o tempo presente.

2. Que durante aquele tempo, não houve uma verdadeira estrutura de Igreja e um governo do Evangelho.

3. Que a estrutura do Evangelho e o governo do Evangelho deva ser restaurada novamente por algum Homem, que terá Autoridade das a ele do Alto, para restaurar o Batismo e todas as outras Ordenanças perdidas da Igreja.

E que também possa servir como um futuro Impedimento para o iludido Povo atual dessa Nação, que tem sido seduzido pelo louco Demetriousses [sic] dos Tempos que, por amor ao Lucro, ainda se esforça por enaltecer a Diana de Roma de quem a Inglaterra e todo o chamado Cristianismo ainda Adoram.

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Mateus 28:19,20. “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (19); Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação do mundo [séculos]. Amém (20)” (ACF – 2011).

João 10:1, 7, 8, 9, 10, 16. – “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (1). Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele (7). Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz (8). Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo (9). Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu (10). E todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça por graça (16)” (ACF – 2011).

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Publicado por John Spittlehouse e John More.

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Londres, Impresso por Gartrude Dawson, 1652.

Uma Justificativa da Contínua Sucessão da Igreja Primitiva de Jesus Cristo (agora escandalosamente apelidados de Anabatistas) desde os Apóstolos até esse tempo presente.

Senhor,

Tendo várias vezes deliberado consigo sobre seu julgamento dos detalhes acima e, percebendo sua resolução em perseverar neles (nas suas) opiniões. Agora empreendi pelo poder de Jesus Cristo, justificar uma contínua Sucessão de Sua Igreja e Ordenanças (como referidas antes) contra suas Afirmativas.

Em primeiro lugar, eu declararei seu significado pela estrutura do Evangelho do governo do Evangelho, (viz., a verdadeira Adoração pública a Deus, consistindo de Ordenanças externas como o Batismo, etc.) que você diz ter cessado nas Nações nesses 1200 anos, que já cessou e cessará, até que o Santuário seja limpo.

Tendo assim explicado seu Significado, como em relação à estrutura acima mencionada do Governo do Evangelho, em seguida eu responderei à sua primeira Afirmativa, (viz.)

Que a estrutura do Evangelho da Igreja Primitiva foi devolvida ao estado Anticristão, desde o ano 406 mais ou menos, até o tempo presente.

Em resposta a isso, eu me oporei às suas próprias expressões, no seu Livro acima mencionado, com a esperança de que tal confutação prevalecerá para vós.

1. Começarei pela afirmação da pág. 14, onde dizes Que Cristo e Anticristo não podem concordar.

Mas se a acima citada estrutura do Evangelho, etc., foi devolvida ou misturada com a estrutura Anticristã de adoração desde o ano acima mencionado, então elas devem, por necessidade ter tido tal comunhão e companheirismo juntos, para se tornar uma e a mesma entre si (durante aquele tempo) cujas palavras acima mencionadas claramente contradizem.

Portanto, pode-se concluir pelas palavras acima, Que a estrutura do Evangelho acima mencionada, etc. nunca foi devolvida assim ou misturada, como está em sua Afirmativa.

2. Novamente, página 2: você reconhece o acima dito sobre estrutura do Evangelho, etc. devia estar oculta e tão oculta da face do Dragão, para que o Dragão não pudesse achá-la ou fazer descoberta dela.

Agora, todos os Homens racionais sabem que aquele que foi oculto do Dragão, nem foi escondido pelo Dragão, nem no Dragão, nem se pode imaginar que alguém fugirá para dentro dele aquele que busca sua destruição pelo santuário, que a acima citada estrutura do Evangelho deve ser feita conforme sua Afirmativa.

3. Novamente pág. 2. Você também diz que os mil, duzentos e sessenta dias, profeticamente anos, claramente mostram o tempo das Igrejas ocultas, em sua obscura condição, em cujo tempo não deveria ser conhecido no Anticristo, o que seu estado era.

Mas o Anticristo não poderia ignorar a acima citada estrutura do Evangelho, etc. se ela fosse (durante o tempo acima citado) devolvida ou tronada uma e a mesma com a acima citada estrutura Anticristã, etc. Pois certamente, se for o caso, o Anticristo deve ignorar sua própria estrutura, etc. Ou ele deve necessariamente conhecer as Igrejas: Mas então você afirma positivamente, Que o Anticristo não deveria ter consciência da condição da Igreja Primitiva durante o tempo acima citado.

Portanto, a estrutura do Evangelho da Igreja Primitiva durante o tempo acima citado tinha uma condição secreta e obscura da qual o Anticristo, ou os homens do mundo ignoraram.

4. Novamente, na página 2, você, da mesma forma, sabe que a estrutura do Evangelho acima citada foi levada do Mundo e do Anticristo, como se estivesse em outro Mundo, durante o tempo acima citado, aludindo-o (em sua condição de então) à ausência do Sol de nós, quando ele sai de nosso Horizonte.

Mas, como é certo de que o Sol nem deixa de brilhar, ou é um Sol enquanto permanece tão obscuro, como citado acima, ou por outra interposição, qualquer que seja, que por algum tempo pode causar semelhante aparência do contrário.

Assim da mesma forma, apesar da acima citada estrutura do Evangelho, etc. tem por tanto tempo tendo sido interposta pelo Papado (Catolicismo), Prelado (Chefe da Igreja Anglicana da Inglaterra, Chefe Episcopal), Presbitério (Presbiterianismo), etc., em razão do que tem sido totalmente Eclipsada ao Mundo, etc.

Ainda certamente como os Israelitas podem ter dito aos Egípcios que a forte escuridão no Egito, não os prejudicou em Goshem, da mesma forma não ensombreceu a verdade pelos acima citados Erros, não provocando qualquer prejuízo à verdadeira Israel de Deus, enquanto eles estavam naquele deserto, ou condição oculta, como citado acima que, com efeito, você mesmo confessou, página 9, onde você reconhece (pelo modo de Semelhança – o que eu disse). Que os Israelitas no tempo de sua Perseguição, tinha luz em suas habitações, quando seus Perseguidores estavam sob escuridão: Como também que Deus sempre manteria e nos ensina a manter uma diferença entre o piedoso e o ímpio nisso, (viz. Cristo do Anticristo, a verdade do erro, a luz das trevas), como em outras divisões feitas por Deus. Como Israel tinha o lado brilhante e os Egípcios o lado escuro da nuvem sobre eles; Tudo que claramente contradiz sua acima citada Afirmativa, pois por ela você teria toda a estrutura do Evangelho acima citada, etc., tão confundida junta com a do Anticristo, para tornar uma entre si, tornando uma absoluta concordância e harmonia entre verdade e erro, luz e trevas, Cristo e Anticristo.

Novamente, Isto é tão claro pelas Escrituras, onde é dito, Que o Filho do Homem, que viria reger todas as Nações com um bastão de Ferro, foi levado para Deus e para Seu Trono; como também que a Mulher fugiu para o Deserto “E deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono (5). E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias (6)” (Apocalipse 12: 5,6 – ACF).

Mas o Anticristo, ou o Papado de Roma, etc., não era nem o local onde a acima citada Mulher e seu Filho do homem (viz. A Igreja Primitiva e sua estrutura de Governo) deveria ser capturada e alimentada, a menos que você torne o assento do Papado em Trono de Deus e o Anticristo e seu Consorte (a Mãe das Feiticeiras), seu Pai e Mãe adotivos, durante o tempo acima mencionado, o que não pode ser.

Primeiro, Nesse Filho do Homem acima citado é dito ter sido levado para Deus e para Seu Trono, como em questão de segurança e preservação, da fúria e raiva do Dragão, etc.

Mas o Anticristo de nenhuma forma preservou a Igreja Primitiva, ou sua estrutura de Governo, mas contrariando a isso, se esforçou para subvertê-la.

Portanto, o acima citado Anticristo e seu Consorte, de nenhuma forma preservou o acima citado Filho do Homem de sua própria fúria contra ele, nem é racional imaginar que eles o fariam, por que sua ruína era para se tornar ressurgimento do outro.

Segundo, Porque da Mulher, etc., foi dito ter fugido para o Deserto, etc., onde ela seria alimentada, etc.

Mas que o Anticristo e seu acima citado Consorte, preservaria a Igreja Primitiva em sua pureza (pois de outro modo como ela seria preservada) é contrário ao senso comum, pelas razões acima citadas. Ou que eles a alimentariam com verdades primitivas em relação aos seus essenciais, substanciais e circunstanciais (pois, de outro modo, como ela poderia ser verdadeiramente preservada) o que é tudo ínfimo como contrário ao senso comum que eles o fariam. E isso, pelas razões acima citadas. Portanto, é também tão impossível que o acima citado Anticristo, etc., tenha preservado, ou alimentado a acima citada Igreja Primitiva, etc., em sua acima citada condição de Deserto.

Sim, você mesmo reconheceu, Que Jerusalém e Babel, têm suas ordenanças e adoração tão distintas uma da outra, que o que de uma não é nem pode ser de outra. E se é assim, como pode ser que você possa confundi-las juntas? etc.

Objeção: Sei que você produzirá Dr. Taylor nesse trecho, etc., contra isso, onde ele diz, Que a fuga das Igrejas não foi a respeito de Moção, mas de Estado e Condição, não uma mudança de Local, mas de Condição, etc. Por cujas expressões você parece muito propenso a aplaudi-lo.

Mas antes que você o exalte muito alto por esse dito, Eu desejo saber por qual lógica esse Doutor ou você mesmo, podem provar o vôo de algo sem Moção ou mudança de local: Como pelo exemplo dele em questão de condição eu consinto ao ponto da Igreja Primitiva, etc., foi trazida a uma excepcionalmente grande dificuldade externa, através da tirania daquele Homem de pecado e seus Adictos.

Novamente, se a estrutura Anticristã acima mencionada, foi tencionada por Deus para ser o Deserto, em que a acima citada Igreja Primitiva, etc., devia ser oculta, etc., então também deve ser necessário sair novamente do Deserto dito Anticristão, como o Título do seu acima citado Livro atesta.

E se assim é, então o Prelado, o Presbitério, etc., têm sido conversões Cristãs, que em outro local você negaria totalmente, onde você diz, o modo de adoração que procede de Roma deve cessar e que esse não é o modo de propagar o Evangelho, como também, que Deus não será encontrado nele, e se assim o for, como a estrutura da verdadeira Igreja, etc., pode ser encontrada nele? E se não estiver nele, não pode ser extraída dele, pois se assim for, então uma coisa limpa por ser tirada de uma não limpa (coisa) contrária ao que está em Jó 14:4 e Tiago 3: 11,12. Você da mesma forma nomeia os reformadores acima citados, como os reformadores de Roma, ou Babel, etc., (e não de Cristo) como de fato o são.

Por tudo isso, claramente parece, que a Igreja primitiva, etc., não foi devolvida ou misturada como acima citada estrutura Anticristã durante o tempo acima citado e isso por suas próprias Expressões.

Não vou prosseguir com seu segundo Argumento, viz.

Que durante o tempo acima mencionado, não houve uma verdadeira estrutura de Igreja, etc.

Objeção: Em confirmação a isso, você cita Hilário de poyctoyes em França, que viveu no ano de 380 e diz Que em seus dias a Igreja Primitiva não era encontrada em Casas, em Templos, ou Cidades, mas em Prisões, Montanhas, Cavernas, Desertos e Grutas da Terra, onde ele conclui que tinha então sua residência.

Resposta: Agora eu apelo a qualquer homem racional, se aquele Historiador tinha nesse dito provado a acima mencionada Igreja Primitiva sem ter uma existência naquele tempo, mas que teve uma existência apesar das Prisões, Montanhas, Cavernas, Desertos e Grutas da Terra, onde ele conclui que ela tinha então sua residência.

Objeção: Novamente, apesar de o Autor dizer, Que no ano 26 seguinte, houve um excepcional aumento de trevas então, (do que) nos tempos anteriores.

Resposta: Ainda que isso não prove mais uma escuridão em referência à acima mencionada Igreja Primitiva, ou verdadeira, então (do que) a ausência do Sol de nós da Inglaterra, isso prova como em todo lugar, a Terra habitável ao mesmo tempo, isso que apesar do esplendor dessa Misericórdia do Evangelho (como você a chama) foi então retirada da vista do Anticristo, etc., pelo tempo acima mencionado, ainda certamente ela manteve seu brilho em si mesma, pois ela é tão ínfima quanto possível para separar a luz do corpo do Sol, como foi possível para o Anticristo separar a estrutura do Evangelho, etc., do corpo da verdadeira Igreja de Jesus Cristo.

Objeção: Você dirá, Onde havia uma Sociedade visível de Santos, que praticava conforme as Regras e Preceitos dos Apóstolos.

Resposta: A não aparição (o não aparecimento) de um corpo visível ou Sociedade dos Santos à visão pública do Anticristo, etc., não prova mais, que a verdadeira Igreja não tinha um estado visível em si mesma, então (mais que) o Sol cesse de ser um Sol, durante a ausência da sua luz; nem não é mais para ser imaginável, que a verdadeira Igreja, durante seu estado oculto, ou condição de Deserto, desistira de praticar conforme as Regas e Preceitos dos Apóstolos (ao ponto em que o bem estar dessas pequenas sociedades requeriam) então (mais que) deva ser imaginado, que não havia dois ou três Santos deixados vivos na face da terra, que eu suponho que você não afirmará.

Objeção: Você dirá, O Anticristo tinha que surgir, lançando ao chão a estrutura do Evangelho do governo do Evangelho, fazendo-a se ocultar, para que só ele aparecesse.

Resposta: Seu surgimento não foi lançando a estrutura do Evangelho por terra, etc., mas colocando outra estrutura sua própria, separada dela e contrária a ela, como é também confessado por você (como na página 10). Onde você diz, ele fez seu aparecimento estabelecendo um modo contrário seu próprio, carregando uma falsa luz com ele pela qual ele iludiria as Nações com a Taça das abominações, iludindo pobres tolas almas com a mostra externa de Religião e Piedade, etc., por cujas expressões você me provou que o Anticristo não deveria fazer sua aparição derrubando a estrutura do Evangelho, etc., conforme suas Afirmativas acima mencionadas.

Objeção: Mas sei que você depois objetará, Que a Santa Cidade seria pisada sob o pé (que, diz você, significa a estrutura do Evangelho, etc.) e a verdade por ele deveria ser lançada ao chão e o Anticristo só prosperaria. (Daniel 8:12,13 e Apocalipse 11:2 e 13:1).

Resposta: Como é possível que um homem possa ser lançado ao chão e também pisado sob o pé de seu inimigo e ainda reter vida e movimento, sim, e com o tempo recuperar suas forças para vencer o Conquistador, como muitas vezes ocorreu e pode acontecer.

Da mesma forma foi possível para a Igreja de Cristo, após sua ocultação e condição de deserto, reunir essa força e vigor, para retornar uma dupla porção de aflição e miséria sobre a cabeça do seu Perseguidor, para o qual ela antes recebera dele e de seus adictos. Como em Apocalipse 18: 6,7.

Novamente, como é impossível que a Verdade em si possa ser destruída pelo Erro, da mesma forma isso é também tão impossível, que a Fé e Prática dos então Santos, pudessem ser destruídas neles, pelo poder do Anticristo então predominante sobre seus corpos. Ou que eles se tornassem Prosélitos de suas acima mencionadas ilusões. Pois se os filhos de Jônatas, etc., não transgredissem o comando de seu Pai na Carne (Jeremias 35), quanto mais se pode pensar que o outro obedeceria o Pai dos seus Espíritos, observando todos os seus preceitos que lhe foram dados para manterem.

Sim, o contrário não pode ser imaginado, a menos que você mantenha uma queda da Graça dos Eleitos, que eu sei que você abomina. Sim, as Escrituras claramente manifestam o contrário, distinguindo desses os que seriam vencidos e iludidos pelo Anticristo, por essas frases. (viz.) Esses deviam perecer. Como em II Tessalonicences 2:9,10. Desses que não foram inscritos no Livro da Vida do Cordeiro. (Apocalipse 13:8). Sim, você reconhece como a si mesmo, em suas expressões acima mencionadas, onde você os chama de Tolas almas, etc., página 10, etc.

Então eu posso seguramente concluir, ambos a partir das acima mencionadas Escrituras e de você mesmo, que o Anticristo não deveria prevalecer sobre ninguém além dos acima mencionados e se o fosse, então ele não deveria conquistar ou subverter a Fé e Prática dos então Santos e consequentemente, de nenhum de seus sucessores, que foi concluído pelo Apóstolo, Para ser sábio quanto à salvação. (2 Timóteo 3:15). Sim, o próprio Cristo dá esse Caráter deles, Que eles não sigam a estranhos (João 10:5), etc., como também Que eles não reconheçam a voz de estrangeiros, mas ao contrário, que eles conheçam a Sua voz e somente O sigam (verso 27). Sim, dizem que Ele tem tal cuidado e conhecimento deles, como se Ele os conhecesse pelo nome, v.3., Sim, diz-se que Deus o Pai os protege, como se jamais perecerão. Sim, para poder assim exercer firme defesa deles, como se nem Homem nem Diabo possam arrancá-los de suas mãos, Pois Ele é maior e mais poderoso que todos os seus adversários (v. 29).

É, portanto, sem qualquer controvérsia, que o Anticristo não deveria seduzir os acima mencionados Santos de sua Fé, ou ganha-los como Prosélitos para seu reino das trevas e assim, consequentemente não pelos frutos dele, (viz.) em termos de adoração, ou qualquer preceito ou comando de Jesus Cristo qualquer que seja. A extensão total do poder do Anticristo consistindo apenas em perseguir ou matar seus corpos, mas não tocar em sua Fé e a vida de suas Almas. E se não sua Fé, então não também sua Obediência, que é sempre individualmente anexada a ela como uma inseparável consequência dela.

De modo que os textos acima mencionados em Daniel e no Apocalipse, devem necessariamente ser entendidos pelo desprezível e abjeto estado e condição dos acima mencionados Santos na estima do Anticristo, etc., durante o tempo em que eles estavam com o Senhor sobre eles, mas até então eles estavam muito longe de extinguir ou desenraizar sua Fé e Obediência aos comandos de Cristo e seus Apóstolos, à medida que eles aumentavam em força as suas crueldades, sendo seu sangue a semente da Igreja, como os Historiadores declaram sobre eles.

Objeção: Você cita também Mr. Bernard sobre Apocalipse 12:6 que entende pela fuga das Igrejas para o Deserto, que ela perdeu sua visibilidade perante seus Inimigos.

Resposta: Eu livremente reconheço isso, mas que isso não prova que a Igreja Primitiva fora desagregada por seus inimigos e sua condição angustiada e desértica ou que ela era invisível àqueles de quem ela então consistia, mas que ela estava preservada por sua fuga da fúria e raiva do Anticristo.

Objeção: Você também cita Mr. Cooser, Bispo de Galloway, que compara a então ocultação da igreja Primitiva e estrutura do governo do Evangelho à ocultação da Igreja Papista ou Sinagoga na Inglaterra, que estão, (diz ele) sem o público Estado de Regimento, ou abrem livre exercício de Função Sagrada, etc. Então dessa expressão você pensa que nada pode ser mais justa e completamente clara que sua acima mencionada Afirmativa.

Reconheço livremente, da mesma forma, que sua Expressão é bastante pertinente ao estabelecimento do estado da Igreja Primitiva sob a Perseguição do Anticristo, etc., mas pouco desse propósito você conduz, viz., a uma cessação da acima mencionada Igreja Primitiva, etc., naquela condição. Sim, enquanto ela se guardava de tal construção, ela argumentava o contrário, viz.. Para provar uma sucessão ou continuidade da acima mencionada Igreja Primitiva, etc., naquela sua condição. Em perseguição na qual podemos comparar o presente estado ou condição da acima mencionada Igreja ou Regimento Romano nessa Nação com a outra, a qual se sem o Estado ou Regimento público etc., nos dias dos Bispos, certamente muito mais nesse tempo presente, como os homens racionais devem precisar reconhecer.

E ainda, não obstante a presente restrição em virtude dos ATOS agora em vigência contra o Papa, Sacerdotes e Jesuítas, etc., eu presumo que todos os homens racionais reconhecerão que eles só podem conceber e crer que a Religião Papista ainda é posta em prática nessa Nação, embora não à vista desse público que serão chamados à questão por fazê-lo.

E se o forem, então apelo a qualquer homem racional cuja prática ou não pode não ter sido usada pelos Cristãos Primitivos e seus Sucessores, durante sua Perseguição pelo Anticristo. Sim, Pode assim parecer que isso foi o mais provável. Pois quanto quer que os acima mencionados Papistas, etc., ousaram, agora está tão enfatizado que agora se suporta um Erro; por tanto ou mais podemos justamente conceber que o outro seria tão válido para manter a Verdade, praticando o que eram seus deveres como Membros da verdadeira Igreja Primitiva, sim, e alegremente saberia que qualquer Ordenança de Jesus Cristo, que seria impossível ser praticada por eles (que era requisito para eles na então condição presente), durante a raiva mais quente dos seus inimigos, contra eles. Tendo assim claramente provado uma continuidade da Igreja Primitiva e estrutura do governo do Evangelho (ao ponto que era requisito para eles na condição presente de então), em seguida, com a mesma assistência, eu provarei a primeira abordagem de sua visibilidade no mundo, após suas acima mencionadas perseguições sob o Dragão e a Besta mencionados (Apocalipse 12 e 13).

E antes de sua perseguição sob o acima mencionado Dragão Vermelho, cujo Original entendo ter sido o Imperador Nero e por essas Razões seguintes, viz.

Isso foi relatado dele por Eusébio (lib. 2, ch. 24, 25, fol. 34): Que, quando ele reinava por 8 anos, etc., e estando sentado no seu Trono, ele praticou abomináveis fatos e pegou em armas contra os cultos devidos ao Deus universal e Todo Poderoso, etc. Ele se tornou tão detestável, não é para o tempo presente declarar, pois pode haver muitos que pintaram sua terrível malícia, que pode facilmente parecer se considerarmos a furiosa loucura daquele homem, através da qual, após ficar além da razão, ele destruiu uma inumerável companhia, ele caiu em tal caminho vicioso de assassinatos que ele não se absteve de seus amigos mais caros e familiares; Sim ele os atormentou com tipos de mergulhos mortais sua própria mãe, seu irmão, sua esposa e muitos dos seus parentes, como se eles pudessem ter sido seus inimigos e mortalmente os feriu como se fossem inimigos.

Novamente, nos convém dar notícia desse comportamento dele acima do resto, viz., “Que ele contou como Primeiro Inimigo de todos os Imperadores no culto a Deus, pelo qual podemos concluir que Nero foi o primeiro que começou a perseguição à Gentil Igreja de Cristo”.

Novamente, Tertuliano, o Romano, escreve assim sobre o dito Nero, viz.: “Leia seus Autores e lá encontrarão Nero sendo o maior perseguidor dessa Doutrina em Roma”, etc., “ele se tornou cruel em tudo”, etc.

Novamente, ele diz, Este inimigo de Deus se dispôs à destruição dos Apóstolos, onde quer que primeiro os descobrisse, [2] Pois eles escrevem que: Paulo foi decapitado por ele em Roma, etc., tudo que se pode comparar a Filipenses 4:22 claramente demonstra que eles eram seguidores de Paulo que foram tão perseguidos por Nero em Roma. Sim, é muito provável que o próprio Nero, nos primeiros oito anos do seu reinado, favoreceu a Doutrina de Paulo, ou de outra forma ele não teria conseguido que tantos de sua família fossem seus seguidores, como claramente aparece no acima mencionado capítulo, como também seus acima mencionados sofrimentos por Nero, como as acima mencionadas Histórias assim o relatam.

Tendo assim encontrado o Original do acima mencionado Dragão Vermelho e também o próprio ano em que ele começou sua perseguição, como também, com toda a probabilidade, o primeiro mártir da Gentil Igreja de Cristo, que entendo ter sido o Apóstolo Paulo e, por essas Razões, viz.

1. Em que ele foi designado para ser o Apóstolo dos Gentios (Gálatas 2:8.9), isso era, portanto, o maior requisito para que ele fosse o primeiro Mártir que deveria sofrer sob aquele Dragão pagão, até o fim, como pode também ser seu Capitão nos sofrimentos, como na prática da verdade que ele lhes ensinou e isso, conforme o exemplo de seu Mestre Jesus Cristo.

2. Em que e diz que o acima mencionado Tirano assim foi descoberto por ter causado a decapitação de Paulo.

3. Em relação a uma morte tão gentil como acima mencionado se diz que o Apóstolo morreu, em que se questiona um tipo de clemência ou gentileza naquele Tirano, sendo somente sua primeira entrada naquela Tragédia, sendo comparada com as crueldades que se diz terem havido depois, sim, e aquele evento com sua própria Mãe, cujo útero dizem, ele abriu para ver o local de sua concepção, com muitas outras crueldades que são relatadas sobre ele, todos que questionam a morte do Apóstolo (como acima mencionado) dizem ter sido a primeira entrada daquele Tirano no massacre dos Santos.

Em seguida descobrirei o original da Besta que era para agir na segunda parte da Tragédia Cristã, iniciada pelo acima mencionado Nero e continuada durante as dez perseguições (viz.) desde o acima mencionado Claudius Nero até Constâncio Magno, em cujos dias as acima mencionadas dez Perseguições tiveram seu tempo.

Quem vê os acima mencionados Imperadores seus Predecessores frustrados em sua expectativa (viz.) de uma total Extirpação da Igreja Primitiva e estrutura do governo do Evangelho da Terra e que, não obstante, todos seus [“?] sangrentos Massacres e cursos de matanças, onde muitos” milhares eram muitas vezes assassinados em um dia, resolveram trilhar ‘um caminho mais sutil, [“?] e que praticando com outro jeito com o mesmo efeito, que era dando um assento e poder e grande autoridade para essas tolas almas eles poderiam por esses meios iludir e enredar; “No fim eles puderam fazer isso por artimanha e sutileza, que seus “Predecessores não puderam pela força e violência. [“?] Para cujo propósito digo que claramente pareceu que eles se referem a Constantino, etc., chamado o grande Concílio de Nicéia em cuja Dieta o acima mencionado Constâncio etc. e eles decretaram que assim como os Reis dos Romanos era então chamado de Imperador sobre os outros Reis, e então o Bispo da mesma Cidade deveria ser chamado de Papa, acima dos outros Bispos. E, para mais especial cumprimento do acima mencionado desígnio, ele da mesma forma ergueu muitos Templos ou Igrejas suntuosas, enfeitando-os com Joias e custosos Ornamentos; E por fim ele podia depois procurar seus fins a partir daí, ele deu da mesma forma aos Sacerdotes deles [daqueles] tempos (que ele tinha assim enredado sob a pretensão de avançar e promover a Religião) poder mundano e grandes riquezas, para que eles pudessem mais livremente cumprir seu desígnio. E para realizar isso logo, ele da mesma forma fingiu ter visto o Sinal da Cruz no ar e assim obteve ocasião para estabelecer o Imaginário e a Idolatria das Cruzes; [3] e relíquias dos Santos, sim, e o que não, o qual pode tender a uma glória Aarônica, em cujas vestes ele estava então determinado a transformar ou reduzir os então afligidos de Jesus Cristo; supondo que esse era o único momento e meio de tornar passado seu propósito. Todos aqueles e muitos mais, Eusébio e outros Historiadores relatam sobre ele com plenitude; por todos esses meios a Cruz de Cristo começou a não fazer mais efeito e o poder da morte de Cristo não era mais lembrado, ou não mais entendida pelos iludidos que Professavam essa falsa Adoração, de tal modo como se uma Voz fosse então ouvida do Céu dizendo, Neste dia veneno foi derramado na Cruz, Todos que claramente demonstrem o acima mencionado Constâncio como sendo o verdadeiro Homem ou Dragão, que deu seu poder à Besta, como em Apocalipse 13.

Tendo assim descoberto o local onde, o tempo quando e o modo como o Dragão e a Besta fizeram seu primeiro surgimento, em seguida, vou computar o tempo dos acima mencionados 1.260 anos, (que foram designados para ser o tempo da ocultação da Igreja Primitiva, etc., em sua condição de Deserto), a partir do surgimento da Besta ou Papado, Para cujo propósito, É muito notável, esse momento entre o Nascimento de Constâncio e a morte de Lutero é completamente expirado o acima mencionado número de anos, Constâncio tendo nascido em 283 D.C., e a morte de Lutero ter ocorrido em 1546, de cujo último número, se você deduzir, o anterior, o restante será 1.263 anos, pois, comparando Eusébio com Mr. Fox em seu Livro dos Mártires, a vida e a morte dos acima mencionados Constâncio e Lutero aparecerão. Assim que é provável que a acima mencionada Igreja Primitiva, etc., saiu dessa condição de Deserto, três anos antes da morte de Lutero.

Agora que surge conforme acima mencionado, não por meio de Lutero, mas ao invés, contrário a seu desejo, claramente aparecerá pela seguinte história de Sphanhemus, professor de Leiden em sua Narrativa História da Igreja de Cristo na Alemanha, que aquele Inimigo da Verdade ainda subsiste, com o escandaloso nome de Anabatistas, em cuja história, contrária a seu desejo, ele testifica a visibilidade da acima mencionada verdadeira Igreja, no tempo de Lutero, como a acima mencionada história claramente manifesta, [4] ao falar da ignorância, pelo modo de conflito contra três famosos Campeões da Primitiva Igreja de Jesus Cristo (que foi naquele mesmo tempo fazendo sua primeira aproximação para fora de sua condição de Deserto, na sua veste matinal) usa essas seguintes expressões, como modo de narrativa, viz.

Que quando Deus levantou Lutero, Melancton, Zwinglio e diversos [vários] outros Dignitários, para serem Reformadores de Sua Igreja, ao mesmo tempo inimigo da humanidade levantou os Anabatistas para serem os perturbadores de Sua Igreja: Aquele Thomas Munzer, seu grande Antisignanus, [sic] etc., quando ele não pode conseguiu que Lutero se juntasse a ele, etc., começou a vociferar contra o próprio Lutero, gritando que Lutero estava tão em falta quanto o Papa de Roma, sim, e mais, sim, que Lutero e os de seu partido, não favoreceu nada além da carne, alardeando de fato, que ele tinha cortado algumas folhas do Anticristo, mas a árvore e sua raiz permaneciam ainda intocada, o que (disse Munzer, Storch e Becold) deveriam ser cortados e os que eles fariam.

De modo que o Papado, o Prelado e o Presbitério, podem justamente serem comparados a três famílias vivendo debaixo de um mesmo teto, lutando para suplantar uns aos outros, testemunhando os contínuos conflitos entre o velho Strumpet e suas acima mencionadas filhas e que como se estivessem numa batalha Real, pela Palavra e Espada, subverteram as Hierarquias umas das outras, o que já tinham feito em grande medida nessa Nação, cuja completa realização espero ver em curto prazo efetuada tanto nessa Nação e em outro lugar que o Senhor com tanta mercê apressa, que a verdade de Suas Promessas possam ser cumpridas nesses nossos dias, o que foi escrito por Seu servo João em Apocalipse 13:10, viz. Que aqueles que levaram e levariam a Igreja Primitiva de Cristo cativa possam ser levados, eles mesmos, ao cativeiro, e que aqueles que os assassinaram com a Espada, etc., possam ser mortos pela Espada, etc., Apocalipse 18:6,7; Salmos 149:6-9 e que a Igreja primitiva possa ser restaurada em tal latitude, para ser disseminada, ela mesma, pela face de toda a terra, como em Daniel 7:18,27.

Mas para voltar onde eu deixei (viz.) na primeira abordagem sobre a acima mencionada Igreja Primitiva em suas vestes matinais, como você mesmo a descreveu de modo tão elegante, pág. 1, etc., onde, a partir de Cânticos 6:10 você compara os graus de abordagem daí para fora de sua condição de deserto.

1. Ser como o olhar da manhã. 2. À brancura da Lua. 3. À claridade do Sol. E, por último, ao pavor de um Exército com Bandeiras. Todos os que são de fato mais excelentes e Emblemas vivos dos níveis em que viveram, e ainda vivem, sejam levados pela acima mencionada Igreja Primitiva de sua condição de deserto.

Com essas acima mencionadas Graduações, essa foi sem dúvida a única razão por que o acima mencionado Spanhemus, Lutero, etc., não poderiam naquele tempo discernir a acima mencionada Igreja como sendo a Igreja Primitiva, que então estava buscando ou espiando para fora de sua condição de deserto; e que enquanto isso também, por causa do longo tempo escondidos ali (viz.) durante 1.260 anos, durante o tempo de sua ausência, ela se afastou deles, como se estivessem em outro mundo (como você mesmo reconhece) de modo que eles, nesse ínterim se estabeleceram na escuridão e assim não conheciam a acima mencionada verdadeira Igreja no tempo da aproximação ali, mas continuava imaginando-a e odiando-a, etc. (o que agora é sua própria condição atual, a qual eu humildemente desejo que você a deixe de coração, com uma séria consideração de seu presente estado e redima o tempo que você então perdeu em ilusões e sendo iludido, cuja frase sou constrangido a usar, esperando que esteja com você, como uma reprovação, como o Profeta Davi desejava ser reprovado por (Salmos 14:5); a quem ele então estimava como um precioso Bálsamo sobre sua cabeça.

FALTAM AS PÁGINAS ORIGINALMENTE NUMERADAS COM 17, 18, 19, e 20

Cobrem sua Ordenação (em vós) pela Constituição de sua Igreja.

Agora eles só podem evitar que a Constituição de sua Igreja seja agora a mesma daquele partido, ou Igreja que se separou do Papado daquele tempo, da qual eles derivam sua sucessão. De modo que se a Constituição (e assim consequentemente a Ordenação) das agora Igrejas e Ministros Presbiterianos sejam Constituídos e Ordenados contrários ao comando de Jesus Cristo e a Prática de Seus Apóstolos: então se segue inevitavelmente que o acima mencionado partido a que se refere Mr. Cranford, se separaram do Papado, fosse assim Constituída e ordenada contrária aos comandos de Jesus Cristo e a prática de Seus apóstolos.

Mas que a Igreja onde Mr. Cranford é agora nomeado o Ministro etc., é uma Igreja constituída (e assim consequentemente ordenada) contrária ao comando de Jesus Cristo e a prática dos Seus Apóstolos eu assim questiono.

Aquela Igreja que é constituída de tais pessoas que nunca foram ensinadas nem têm Fé, Arrependimento, Batismo, é uma Igreja constituída contrária aos comandos de Jesus Cristo e a prática de Seus Apóstolos. Mateus. 28:19, 20; Marcos 16:15, 16; Atos 2:38, 41, e 12, 35, 36, etc., e 16:14, 15, 31, 32, 33. Até a acima mencionada Igreja, onde Mr. Cranford é Ministro, etc., foi assim constituída conforme acima mencionado, viz., de aspersão de Crianças, etc.

Logo, a acima mencionada Igreja onde Mr. Cranford é Ministro é constituída contrária aos comandos de Jesus Cristo e a prática dos Seus Apóstolos.

2. Que a Igreja que é constituída contrária aos Comandos de Jesus Cristo e a prática dos Seus Apóstolos, não é constituída Igreja de Jesus Cristo. Mas a acima mencionada Igreja de Mr. Cranford foi assim constituída. Logo, não foi constituída Igreja de Jesus Cristo.

3. Que a Igreja que não foi constituída Igreja de Jesus Cristo, etc., Logo é constituída Igreja do Anticristo. Mas a acima mencionada Igreja de Mr. Cranford não foi constituída Igreja de Jesus Cristo, etc., Logo é constituída Igreja do Anticristo.

4. Que a Igreja que é constituída Igreja do Anticristo é uma Igreja constituída pelo poder e autoridade do Anticristo. Mas a Igreja de Mr. Cranford é uma constituída Igreja do Anticristo: Logo Constituída pela autoridade e poder do Anticristo.

5. Que a Igreja que é constituída pelo poder e autoridade do Anticristo é uma e a mesma com o Anticristo em sua constituição, etc. Mas a Igreja de Mr. Cranford acima mencionada é constituída pela autoridade e poder do Anticristo: Logo é uma e a mesma com o Anticristo em sua constituição, etc.

6. Que a Igreja, cuja constituição é uma e a mesma com a Igreja do Anticristo em sua constituição, não é separada da constituição da Igreja Anticristã. Mas a constituição da Igreja do Mr. Cranford, etc., é uma e a mesma com a constituição da Igreja do Anticristo.

Logo, a Constituição da Igreja do Mr. Cranford nunca foi separada da constituição da Igreja do Anticristo e assim, consequentemente, nem esse Partido ou Igreja, antes exemplificada por Mr. Cranford, de quem ele, e todo o partido Presbiteriano, defendem a sucessão dele, como por sua constituição e ordenação e assim, consequentemente, todos que defendem a mesma sucessão e ordenação como fazem. Pois aquela Igreja, cuja constituição é Anticristã, não pode ordenar Ministros de Jesus Cristo.

Mas a Constituição da acima mencionada Igreja é Anticristã, Logo, Elas não podem ordenar Ministros de Jesus Cristo. Assim que todas as Igrejas que foram constituídas pelo batismo ou aspersão de Crianças, como acima mencionado, foram constituídas pela autoridade e poder do Anticristo. Mas todas as Igrejas acima mencionadas, que fingem terem sido separadas do Anticristo, nunca se separaram da constituição da Igreja do Anticristo.

Logo, A constituição de todas as acima mencionadas Igrejas continuaram Anticristãs, desde sua Separação até o presente e assim, consequentemente nem têm uma verdadeira constituição ou Ordenação, como as Igrejas ou Ministros de Jesus Cristo, desde sua acima mencionada separação.

Mas, para deixá-los sem outra reivindicação nesse particular, solicitarei seus escritos, que eles tanto estimam como os grandes Reformadoras de seus tempo, presumindo que o testemunho que eles afirmam sobre meu atual propósito será por força deixar uma impressão sobre suas consciências, Começarei com Melancton, [Melanchthon] que, em sua Resposta aos Anabatistas é forçado a confessar, [5] Que por volta de 248 D.C., e após a partida de João, o Apóstolo mais velho, 158 anos, havia certo Sacerdote Finus, que esses homens deveriam, conforme o modo de Circuncisão, batizam crianças novas sobre os oito dias, com quem diz ele, Cipriano [6] com 66 Bispos e anciãos mais reunidos, se juntaram e ordenaram. Que cada um sem atraso deveria receber o Batismo e que as pequenas crianças deveriam ser prontamente levadas a eles; após o que (diz Bullinger) o Concílio de Cartago concluiu assim para Inocêncio, viz.

[7] Pois, assim como acreditamos que Cristo o Filho de Deus foi santamente nascido da pura Virgem para cumprir e ratificar as promessas de Deus, que não exclui as crianças da salvação, nós, portanto não aceitamos que elas sejam batizadas.

Em que dois exemplos temos a grande fundação deixada ao Mistério da iniquidade (antes relatado pelo Apóstolo Paulo: II Tessalonicences 2:1 a 4, etc., assim como por I João 2:18-19, onde diz que o Anticristo deveria levantar sua estrutura separada da verdadeira Igreja, da qual eles se revoltaram, como nas acima mencionadas Escrituras e que principalmente no lugar da Circuncisão, sobre cuja Base é ainda apoiado pelas filhas da acima mencionada Feiticeira, o Original do surgimento a partir dai, sendo como [8] Jeroboão, o filho de Nebal que, quando, através de sua sutileza, procurou uma revolta das dez Tribos por sua desobediência à casa de Davi (I Reis 12). E depois de considerar o que seria o evento então, se ele não usasse alguns meios de basear sua adoração separada entre si (como nos vs. 26, 27, 28, etc.) ele foi buscar conselho, etc. Por outros meios então ele construiu outro fundamento para estabelecer os acima mencionados Revoltosos daquele jeito, por meio de alusão àquilo que antes praticavam; Por cuja sutileza, diz-se que ele continuou uma firme e segura separação dos acima mencionados Revoltosos daqueles entre seus irmãos que se mantiveram no seu princípio de obediência e lealdade à acima mencionada casa de Davi, etc. Assim, da mesma forma, quando os acima mencionados Revoltosos da verdade cresceram tão numerosos conforme acima mencionado, eles pensaram ser o tempo de usar o mesmo ardil e sutileza, como fez o acima mencionado Jeroboão, até o fim que seus sócios rebeldes ou Renegados não voltariam à fé anterior ou adoração: e então foi que eles também tomaram conselho juntos como acima mencionado, onde eles concluíram da mesma forma que ao invés de sua constituição fundada sobre batizar como eles foram ensinados, cridos e arrependidos e claramente provaram, agora constituiriam suas Igrejas, batizando Crianças, sem qualquer referência aos acima mencionados motivos, (viz.) de serem ensinados ou tendo fé e arrependimento, por cujos meios sua Igreja se tornassem toda pequena unidade como distinta ou separada da Igreja de Jesus Cristo, como os acima mencionados Israelitas revoltosos se tornaram para a Casa de Davi. Mas no mínimo Mr. Cranford, etc., diria que essas são minhas próprias palavras, sem qualquer outro testemunho, para fortalecer e confirmar o mesmo, em questões de História, ou testemunho humano, eu, portanto lhe apresentarei as opiniões e julgamentos de alguns que, embora [10] inimigos do verdadeiro Batismo da verdadeira Igreja, como sua prática declarou, ainda sendo solicitado a declarar suas consciências em relação a isso, declararam e publicados como segue. Antes da confissão [11] do próprio Lutero, Que no seu Livro Intitulado: ‘A obra fundamento e causa’, Tomo I, estava mencionando os Sacramentos, usa essas expressões sobre as palavras de Jesus Cristo (Marcos 16:16) (viz.) Que essas palavras foram ditas em referência à fé antes do Batismo, concluindo, que onde não houver fé, o Batismo [12] não é válido, como as palavras seguintes do mesmo local mostram, dizendo: Aquele que acredita não será condenado, etc. Pois não é pelo Batismo, mas pela Fé no Batismo (observe as palavras de Lutero!) que salva, como lemos em Atos 8:36. Que Felipe não batizaria o Eunuco até que este lhe pedisse, se ele acreditasse, etc. Mas sem Fé, os Sacramentos não produzem qualquer lucro; sim, eles não são somente em vão, mas trazem condenação também aos Recebedores.

Novamente, escrevendo sobre Gênesis 48, ele diz: Que antes de recebermos o Sacramento do Batismo e a Ceia do Senhor, ele deve ter Fé.

Novamente, em seu livro sobre o Magistrado Civil, ele também diz, Que o Sacramento nem consegue nem tem a permissão de ser recebido sem Fé [13], mas com grande sofrimento, etc. De modo que antes ou até no presente, quando o Batismo é ministrado, deve haver Fé ou há um desdém da divina Majestade, que oferece sua presente Graça quando não há ninguém para recebê-la.

Novamente, na sua Epístola sobre o Anabatismo, ele confessa, Que ele não pode provar por qualquer passagem das Escrituras, que as Crianças devem ser batizadas, nem as Escrituras claramente ou francamente com essas palavras ou outras semelhantes, diz: Batize suas Crianças, [14] por eles creem: onde quer que devamos resistir àqueles que nos levam à carta, porque não encontramos escrito em lugar nenhum.

Melancton [15] (I Coríntios 11) fé [16] Em tempos passados, aqueles que se arrependiam eram batizados e em detrimento de uma absolvição, onde o Arrependimento não deve ser separado do Batismo, pois o Batismo é um sinal sacramental do Arrependimento. Novamente, nesse Tratado sobre a doutrina dos Anabatistas, ele é forçado a confessar que não [17] há Mandamento claro nas Escrituras de que as Crianças devam ser batizadas.

Zwinglio [18] em seu livro diz, Que [19] nos tempos antigos as Crianças eram abertamente instruídas, quando vieram a entender que eram chamadas de Catecúmenos, isto é, os que eram instruídos na Palavra de Salvação; e quando imprimiam a fé em seus corações e faziam confissão então com suas bocas, elas eram admitidas ao batismo.

Novamente, em seu livro dos Motivos da Sedição, ele usa da mesma forma essa expressão, viz. Quando falamos do Batismo de Crianças, assim é que não há uma palavra clara nas Escrituras, onde o mesmo seja comandado.

Calvino [20], da mesma forma, é posto a confessar, Que não há menção expressa pelos Evangelistas que uma Criança tenha sido batizada pelas mãos dos [21] Apóstolos.

Tendo assim lhes dado os testemunhos dos últimos grandes pretensos Reformadores, etc., (embora contrário a sua prática), em seguida lhes darei da mesma forma testemunhos de outros Escritores relativos ao Batismo, como era praticado nos dias dos Apóstolos e nos duzentos anos seguintes.

Jeremias [22] diz, O Senhor ordenou Seus Apóstolos que eles primeiro deveriam instruir e ensinar a todas as Nações e [23] depois batizar aqueles que foram instruídos nos mistérios da Fé, etc.

Afanásio [24] [sic] diz, Que nosso Salvador nem levemente comandou batizar, mas antes de tudo ele disse ensinar e então batizar, que a verdadeira Fé pode vir pelo ensinar e o Batismo será perfeito pela Fé.

Haimo [25] diz, Que há uma regra estabelecida [26] agora mesmo para batizar, isto é, que o ensinamento deve vir antes do batismo, pois ele diz, ensinai a todas as Nações e então ele diz, depois os batizem, pois aquele que deve ser batizado deve ser antes instruído, Que aquele deve antes aprender a crer naquilo que vai receber no batismo; pois a fé sem obras é morta, então as obras sem a fé não tem valor algum.

Rossensis [27] diz, Os agora Regentes da Igreja usam esse Batismo como Cristo nunca usou em Sua Igreja.

[28] Eck, escrevendo contra as novas Ordens da Igreja, etc., diz, Que as Ordenanças sobre o batismo de Crianças está fora das Escrituras e conclui assim contra os Luteranos; Quem são vocês tolos, para tomares para si as Ordenanças dos homens que são encontradas apenas como um costume da Igreja.

[29] Orígenes chama o Batismo de Crianças [30] uma Cerimônia e Tradição da Igreja, em Levíticos – Homília 8 em Epístola aos Romanos livro 5. Agostinho também o chama de um Costume da Igreja, De Baptismo contra donatismo, livro 4 – cap. 23. O Papa Gregório o chama de uma Tradição dos Antepassados, em Decretis destinet de consecrat. Cassander, em seu livro De Infantum Baptismo, diz, Que ele vem do uso pelos Antepassados que viveram trezentos anos após Cristo [31].

De tudo que foi claramente provado (e das bocas daqueles que então praticavam o Batismo Infantil ou aspersão) Que essas pessoas que foram incorporadas ao companheirismo da Igreja sendo batizadas ou aspergidas, enquanto as Crianças foram incorporadas pelo modo ou meios que Jesus Cristo nunca comandou para ser usado com tal propósito, como também de um modo que nunca foi praticado por seus Apóstolos e consequentemente Membros visíveis não incorporados da Igreja de Jesus Cristo, mas ao contrário, Membros visíveis da Igreja visível do Anticristo, cuja invenção já foi e cuja prática ainda está ocorrendo, exemplo da Igreja de Mr. Cranford, como acima mencionado e, portanto, tão Anticristo como o resto e assim, consequentemente a ordenação, que Mr. Cranford e o resto dos Ministros de Londres (Ministros Presbiterianos) receberam, daqueles que assim foram batizados ou aspergidos como acima mencionado, é tudo como o Anticristo como seu Batismo, que foi claramente tornado como uma mera tradição de homens e, portanto, abominável na Igreja de Jesus Cristo (Mateus 15:8).

Tendo assim claramente provado que todas as sociedades de pessoas acima mencionadas não são nem Igrejas ou Ministros de Jesus Cristo (apesar de suas separações como acima mencionado) deve necessariamente seguir que a Igreja ou sociedade de Pessoas (agora escandalosamente apelidadas de Anabatistas) foram mantidas distintas e separadas do Anticristo e que para todos os fins e propósitos, quaisquer que sejam, sejam nos essenciais, substanciais e circunstanciais, para que a acima mencionada Igreja Primitiva e estrutura do governo do Evangelho, nunca foi totalmente destruída em seus externos pelo acima mencionado Dragão Vermelho ou Besta, ou Anticristo (malgré [apesar de] toda a sua malícia e esforço para fazer o mesmo) muito menos em seus internos, mas, ao contrário, preservada e continuada até este tempo presente; e, portanto será desnecessário responder à sua terceira afirmativa, viz.

Que a estrutura do Evangelho do governo do Evangelho deve ser restaurada por algum homem, etc. Pois o que precisa nela ser restaurado é que por algum homem, quando a acima mencionada Igreja tem poder para fazer isso (quando a necessidade requer) de e por si mesmo, a Igreja de Cristo sendo como uma árvore (Salmos 1:3) cuja semente está em si mesma: agora experimenta nos ensinar, que uma árvore assim plantada como acima mencionado, embora na estação do outono ou no inverno, se torna da mesma forma morta, sendo privada de seus ornamentos externos de folhas e frutos (que é derrubada pelo frio da estação, que faz a seiva mergulhar na raiz) ainda da mesma forma a experiência também nos ensina que, na primavera, a acima mencionada seiva ou umidade, sendo exalada novamente em virtude do calor do Sol, fornece a mesma árvore novamente com seus ornamentos naturais de folhas e frutos e isso da e a partir de si mesma.

Sendo esse o caso, que durante a estação outonal ou inverno da perseguição do Anticristo da Igreja de Cristo, pode ser privada de seus acima mencionados ornamentos de ordem e forma de adoração, ainda a raiz e a árvore sendo preservada (viz, A Palavra de Deus como a raiz e os Santos como a árvore, onde a acima mencionada ordem e forma de adoração foi mantida, durante o acima mencionado tempo) tem a virtude e poder do Sol da retidão brilhando sobre ela (no tempo de sua aproximação de sua acima mencionada condição), até tanto poder para entregar a si mesmo com seus ornamentos espirituais de ordem e forma de adoração e isso sem qualquer outra ajuda espiritual qualquer que seja, como a acima mencionada árvore tem que produzir suas próprias folhas e frutos.

Mas se o que foi dito não satisfaz a você, eu responderei os particulares, onde você conceber como defeituoso como primeiro na questão de sua atual Constituição e Ordenação. A resposta à qual, eu lhe referirei nos Comandos e Práticas de Jesus Cristo e Seus Apóstolos, relativa à Constituição e Ordenação da Igreja que eles primeiro reuniram, conforme Mateus 28:18, 19, 20; Marcos 16:15, 16, 17. Como também, no Livro de Atos, viz, ensinando e batizando, reunindo as pessoas, assim como pela Fé, Arrependimento e sendo batizados, tal como foram reunidos ali, que estavam sendo e ainda, a presente prática daqueles que têm e fazem sucedendo os Apóstolos nessa Igreja Evangelho, assim reunidos por eles. Viz. A Igreja agora escandalosamente apelidada de Anabatistas: E, portanto, um e a mesma com a acima mencionada Igreja-Evangelho assim reunida conforme acima mencionado.

Objeção: Mas você contradirá que os então presentes Oficiantes da Igreja Primitiva, cessaram, enquanto ele estava em sua condição de Deserto.

Resposta: Qual a necessidade de Diáconos que havia na Igreja em Jerusalém antes do número dos Discípulos terem sido multiplicados (Atos 6:1), etc., ou quando a acima mencionada Igreja foi espalhada amplamente pelos perseguidores de então (viz.), toda a Igreja (exceto os Apóstolos, Atos 8:1) e ainda eu presumo que você não negará que houve uma Igreja de Jesus Cristo em Jerusalém, como em Atos 8:14.

Assim, da mesma forma quando a acima mencionada Igreja Primitiva penou nas Montanhas, Cavernas, Desertos e Grutas da terra e quando, como parece, não acima de oito ou dez pessoas podem se encontrar em um local onde se reunir, que necessidade tinham os Evangelistas, Pastores, Professores, Anciãos, Diáconos, etc., quando um ou dois deles devessem suprir o lugar de todos eles (enquanto havia necessidade deles) e assim da mesma forma em relação ao resto das Ordenanças, que necessidade havia e algum outro então (mais que) de ensinos particulares, profecias, orações, batismo, partilhar o pão, que eu esclareci totalmente aos homens racionais, pudesse ser então realizados pela acima mencionada Igreja em sua condição de então, onde eu a comparo com a atual Condição da Sinagoga Papista nesta nação: E sem a qual teria sido impossível que ela tivesse subsistido por um tempo tão longo quanto 1.260 anos (que ocorreu, e eu também esclareci pelos acima mencionados exemplos de Munzer, Storch e Becold, em seu relacionamento com Lutero, quando o acima mencionado tempo expirou, embora o tal Lutero ignorasse a respeito, supondo (como de fato você o faz) que a acima mencionada Igreja Primitiva foi devolvida ao então estado de Anticristo, do qual ele então concebeu a si mesmo como um Reformador (o contrário do qual eu acho ter claramente provado), no entanto estou confiante que os então pobres angustiados Santos, tinham tanto respeito para observar todos os comandos de Jesus Cristo, como possivelmente estavam então no poder dos perseguidores, durante a acima mencionada condição de deserto, nas acima mencionadas Montanhas, Cavernas, Desertos e Grutas da terra, onde então eles estavam confinados e nos quais eles foram preservados.

Objeção: Porventura você vai me desafiar a provar que a acima mencionada Igreja Primitiva foi assim preservada e onde.

Resposta: É bastante para eu provar que era só para estarem escondidos e assim ocultos da face do Dragão, etc. Como se o dito Dragão, etc., não os pudesse encontrar ou descobrir sobre isso, o que é sua própria confissão, página 2 em seu acima mencionado Livro: Que por suas Expressões, é evidente: 1. Que era só para estarem ocultos. Logo, havia um ser onde estava assim escondido. 2. Você diz que estava escondida do Dragão, etc. Logo, não devolvida ao Dragão, etc. 3. Você diz o Dragão não podia encontrá-los ou descobri-los. Logo, ela estava separada dele ou, de outra forma essas palavras eram ridículas.

Mas que você declarou a total verdade ao dizer (embora não [32] propositalmente) eu provarei depois pelas Escrituras, onde Jesus Cristo promete ser com ela até o fim do mundo. E se for o caso, então durante o acima mencionado tempo de 1.260 anos. Novamente, se continuada uma Igreja, então em todos os Essenciais, Substanciais e Circunstanciais que pertencessem a ela (ao ponto dela precisar em sua condição de então) como acima mencionado. Novamente eu alegremente conheço uma Igreja (à qual hoje nós chamamos de Cristianismo) que pode produzir a condição oculta semelhante, [33] como a Igreja agora escandalosamente apelidada Anabatistas. E muito mais em que isso é tão claramente descoberto estar tão próximo, sim mesmo uma e a mesma com o Padrão da primeira Igreja que foi erigida pelos comandos de Jesus Cristo e a prática dos Apóstolos. E ao local onde ela deveria ser preservada, pode ser provavelmente conjecturado a ser na [34] Alemanha, no que, como o acima mencionado Munzer, etc., fez sua descoberta de si mesmas no tempo acima mencionado.

Redimir o tempo que você até aqui gastou em oposição a uma verdade tão clara (como foi declarado) rejeitando o Erro, que você cometeu muitas vezes (viz. sua aspersão e ordenação, etc.) fazendo isso, você terá o benefício, é meu desejo e de Deus, a glória.

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FINIS

(Você pode ter este Livro como outro publicado mais tarde por John More Intitulado, Uma Exortação Geral ao Mundo, etc., na Loja de Giles Calvert no Águia Negra de asa aberta no Lado Ocidental de Paulos).

[1] Nero começou a primeira perseguição à Igreja dos Gentios.

[2] Nero primeiro descobriu agindo contra Paulo.

[3] De onde surgiu a Cruz no Batismo (entre Católicos e Protestantes)

[4] Leitor, observe que essa história dos Anabatistas (escandalosamente assim chamados) foi escrita por um total adversário da Verdade, como eu apresentarei daqui para frente. Ou de outra forma através de sua ignorância da Verdade. Observe também que os acima mencionados Campeões da Verdade, (viz.) Munbzer, etc., apareceram ao mesmo tempo em que Lutero, etc., e começaram a se opor ao Papa de modo quando só havia o menor modo feito para a Igreja de Cristo aparecer, havia seus Campeões para publicá-la ao mundo, como por suas expressões a Lutero apareceram, onde eles nada disseram além da total verdade, pois sem qualquer controvérsia, Lutero etc., não eram outros senão (sic) Sectários Romanos, sim de modo que foi feito só uma divisão em Roma, mas não de Roma e assim, consequentemente, tal como foi [sic] nunca da própria Igreja de Jesus Cristo e, portanto os Papistas podem enfaticamente e justamente, questionar os Prelados, onde sua religião estava antes de Lutero, como também os Presbiterianos antes de Calvino, quanto ao que eles eram além de Filhas daquela grande feiticeira, (Apocalipse 17:5). Testemunhe suas Igrejas Nacionais, sua instituição Papista de Sacerdotes e batizando crianças, que são Caracteres infalíveis, para prová-los Feiticeiras como sua Mãe.

[5] (Não há qualquer nota da existência – parece que a margem foi anexada ou de certo modo coberta nesse lugar) (parênteses meus: CAP).

[6] Observe o poder do Anticristo no ano 248.

[7] Bullingero ex Agostinho contra Juliano, livro. 1,Cap. 2.

[8] Semelhante à revolta do Anticristo comparada com a revolta das dez Tribos da casa de Davi.

[9] Viz. Caídos [sic] da [ilegível] fé, [ilegível] Oração[ilegível].

[10] Os inimigos da verdade forçaram a falar o contrário de sua própria prática.

[11] O testemunho de Lutero.

[12]  O que então avaliza a aspersão infantil.

[13] [Essa nota marginal está obliterada.].

[14] Mas se não são crentes, por que eles são batizados?

[15] O Testemunho de Melancton.

[16] [Margem diz só "Nota", (C.A.P.)]

[17] Como eles ousaram fazê-lo contrário à prática dos Apóstolos?

[18] O Testemunho de Zwinglio. Art. 18.

[19] Observe... nos velhos tempos... e por que não agora?

[20] O Testemunho de Calvino em suas Institutas, lib. 4. cap. 16.

[21] Se não pelos Apóstolos, por quem então eu digo.

[22] O Testemunho de Jerônimo em Mateus 28:19, 20.

[23] Então não [ilegível].

[24] [ilegível] Testemunho de Afanásio em seu terceiro Sermão contra os Arianos. Idem.

[25] Idem Haimo em Postilla, fol. 278. Idem.

[26] Se esse for o batismo correto, então o outro está errado.

[27] Rossensis contradiz Balilon.

[28] Doutor Eckius, um pregador papa em Cinchiridion.

[29] Orígenes

[30] Então uma maneira farisaica de adoração. Agostinho. Papa Gregório.

[31] Cassander. Ele adivinhou dentro de 52 anos.

[32] Muitos falam a verdade embora não conscientes ou de boa vontade.

[33] Nem as igrejas papistas, preláticas, presbiterianas, etc., podem afirmar o mesmo estado e condição oculta, etc.

[34] Alemanha, o local mais provável das igrejas ocultas, etc.


APÊNDICE – III

VOCÊ PODE IDENTIFICAR ESTA MULHER E SUAS FILHAS?

Por Curtis A. Pugh

Esta mulher e suas filhas mais jovens, mais atraentes colocaram uma ameaça espiritual mortal. Porque nos preocupamos com as pessoas chamamos sua atenção a esse perigo, fornecendo-lhes esse pequeno estudo. Você pode descobrir por si mesmo só o que a Bíblia diz olhando as referências dadas. Para esse “trabalho de detetive da Bíblia” você precisará do Livro de Apocalipse, o último livro em sua Bíblia e talvez um dicionário ou uma enciclopédia. Você também precisará de um coração honesto e piedoso. Aqui estão algumas chaves para ajudá-lo em sua busca.

1. Chave número um: Uma séria leitura de Apocalipse capítulos 17 e 18 mostra que essa mulher é mais do que somente um indivíduo. Ela simboliza uma “cidade” que controla os governos do mundo. (Apocalipse 17:18).

2. A segunda chave é sua influência e popularidade. Ela se senta em muitas águas explicadas como sendo as pessoas do mundo (Apocalipse 17:1,15). (Veja como a Bíblia se explica a si mesma!). Apocalipse 17:2 fala, sem dúvida, de sua fraude às pessoas do mundo. (Ver também Apocalipse 14:8; 18:3; 19:2). Evidentemente sua popularidade e aceitabilidade social lhe permite fazer seu mal livremente.

3. A chave número três é sua ligação com os governos civis. Apocalipse 17:2 e 18 mencionam suas amarras com “os reis da terra”. Ela é um poder político mundial e é reconhecida assim por vários governos.

4. A quarta chave são suas vestimentas de cores brilhantes. As cores dela são ricas cores de púrpura, escarlate (Apocalipse 17:4) e “linho” (Apocalipse 18:16) – branco em cor). Os líderes dessa Feiticeira realmente usam essas cores? Seus adornos são também de ouro, pedras preciosas e pérolas. Pense nisso. O que vem à mente?

5. A chave número cinco tem a ver com sua imensa riqueza. Ela possui riquezas em abundância (Apocalipse 17:4; 18:7, e 11-19). Várias posses financeiras tornam essa “cidade” um grande poder no comércio mundial.

6. A chave número seis se refere a uma multidão de mártires. Leia Apocalipse 17:6 e 18:24. Que cidade de influência no mundo tem sido responsável por multidões martirizadas por sua fé em Cristo e na Bíblia?

7. A chave sete é seu nome. Apocalipse 17:5 nos diz que seu nome é: MISTÉRIO BABILÔNIA A GRANDE, A MÃE DE FEITICEIRAS E ABOMINAÇÕES DA TERRA. Ela não é a Babilônia literal, pois essa está em ruínas. Ela é o “Mistério Babilônia”. A arqueologia mostrou que a Babilônia foi a origem das religiões misteriosas como a adoração a Semíramis e Tamuz, a antiga madona e o bebê. Localize onde e por quem elas são veneradas hoje sob outros nomes e você poderá, bem no seu caminho, resolver o quebra-cabeças.

8. A chave número oito é sua localização. Ela é uma “cidade” que está em sete montanhas (Apocalipse 17:9, 18). Há uma cidade famosa que se senta sobre sete morros (montanhas não idioma local) que as denominou: (1) Palatino; (2) Capitolino; (3) Quirinal; (4) Aventino; (5) Caeliano; (6) Esquilino e (7) Viminnal. Verifique isso com um dicionário, dicionário geográfico ou enciclopédia!

9. A nona chave final também tem a ver com seus nomes como a chave número sete acima. Em Apocalipse 17:5, ela também é chamada de A MÃE DE FEITICEIRAS E ABOMINAÇÕES DA TERRA. Essa Feiticeira deu à luz muitas do mesmo tipo da mãe. Elas também gozam de grande prestígio, popularidade e poder. Elas são socialmente aceitáveis e ouvidas pelos líderes civis desse mundo. Identifique a Mãe e pense um pouco sobre suas filhas. Você pode se surpreender com suas conclusões!

Apocalipse 18:4 dá um grande comando e uma séria advertência: "...Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas" (Essa feiticeira e suas filhas feiticeiras) são culpadas de terríveis pecados e aqueles que permanecem nela “compartilham seus pecados”. Elas serão julgadas por Deus porque são parte dela.

Leiam as Escrituras e façam uma pequena pesquisa. Quando vocês aprenderem quem são a Feiticeira e suas Filhas, por favor, não fiquem zangados comigo por chamar sua atenção para isso. Eu não escrevi a Bíblia. Eu só devo falar-lhes o que ela diz. Como você responder à Bíblia tem eternas consequências.

A questão vital é esta: você é parte dessa “Mãe das Feiticeiras”, ou do seu Bando perverso? Se sim, você terá cuidado com o aviso e obedecerá o chamado de “Fuja dela?” Saia dela! Arrependa-se de seus pecados e confie só em Jesus Cristo e se separe da Feiticeira e de suas Filhas!

"...SAI DELA, POVO MEU, PARA QUE NÃO SEJAS PARTICIPANTE DOS SEUS PECADOS, E PARA QUE NÃO INCORRAS NAS SUAS PRAGAS" (Apocalipse 18:4 – ACF).



FINIS

APÊNDICE – IV

A NECESSIDADE DE UMA IGREJA MÃE

Por Ronnie Wolfe [1], Pastor

Primeira Igreja Batista

Harrison, Ohio

"Consideraremos este tópico em quatro seções com os seguintes títulos: Uma Igreja Inclusiva, Uma Igreja Fragmentada, Uma Igreja Tornada Estrangeira, Uma Igreja Estendida”.

UMA IGREJA INCLUSIVA

"Jardim fechado és tu, minha irmã, esposa minha...” (Cantares de Salomão 4:12 – ACF).

A igreja do Senhor é uma organização distinta e separada de qualquer outra na terra. A igreja local não é simplesmente uma fração ou uma parte de uma organização maior e semelhante. Ela é amada por Deus, Cristo e o Espírito Santo. Deus comprou a igreja (conceito local) com Seu próprio sangue (Atos 20:28). Jesus Cristo delegou autoridade às Sua igreja (Mateus 28:18-20). O Espírito Santo aprovou a igreja (conceito local) no Dia de Pentecostes (Atos 1:5; 2:1-3).

Conforme pensamos sobre a igreja como uma organização distinta diferente de qualquer outra no mundo, vamos considerar brevemente sua autoridade, por exemplo:

Exemplo #1: Em Atos 6 lemos sobre um problema que surge na igreja sobre a “ministração diária”. O problema foi resolvido por um acordo geral [hoje pensamos nisso como um voto da igreja] onde eles escolhem sete homens para tomarem conta da “ministração diária”. A igreja exercia sua autoridade distinta ao fazê-lo. Sendo membros dessa igreja, eles votaram no acordo para selecionar esses homens.

Proposição #1: E se dez dos membros dessa igreja se reunissem em algum lugar longe do lugar normal de reunião e votassem para fazer algo a respeito do problema da “ministração diária”? Seu acordo conjunto ou seu voto determinariam o que deveria ser feito e o que não deveria ser feito a respeito da questão? A resposta é não.

Exemplo #2: Em Atos 15 lemos que ocorreu um desacordo sobre a circuncisão e a Lei Mosaica. Quando a reunião ocorreu, foi feito um acordo registrado no Versículo 20. No Versículo 22 encontramos que isso agradou aos Apóstolos, os Anciãos, com toda a igreja.

Proposição #2: Se houvesse alguns na igreja que se encontrassem por conta própria e chegassem a algumas conclusões sobre a circuncisão, isso teria alguma validade na igreja “inclusiva”? A resposta é não. De fato, a seita dos Fariseus (Versículo 5) fazia exatamente isso;

Assim, ao dizer que a igreja é “inclusiva”, este escritor está defendendo que cada igreja do Senhor Jesus é completamente independente de todas as outras organizações e que nenhuma decisão pertinente às obras de Deus através das igrejas podem ser feitas fora desse estabelecimento local.

Tenha isso em mente enquanto consideramos o próximo ponto, que naturalmente segue.

UMA IGREJA FRAGMENTADA

"Para que não haja divisão no corpo...” (I Coríntios 12:25 – ACF).

Essa própria seita mencionada no nosso primeiro ponto (a seita dos Fariseus, Atos 15:5) mostra sua verdadeira forma neste capítulo. Primeiro, devemos observar que eles eram crentes. Esses não eram pecadores perdidos que estavam tentando penetrar na igreja, mas essa “seita” formada justamente dentro da própria igreja.

Eles tinham formado sua própria panelinha e formaram sua própria subteologia. Eles não estavam ensinando obras para a salvação; eles estavam colocando a carga da Lei sobre os crentes Cristãos.

O mais importante aspecto desse exemplo, porém, é que esse subconjunto de crentes tinham se separado da igreja e assumido autoridade sobre si mesmos para conduzir os negócios da igreja do Senhor. Atos 15:24 nos diz que eles “...saíram dentre nós...” (ACF). Esse é o exemplo perfeito de um pequeno grupo de crentes numa igreja particular que decidiu arbitrariamente encontrar-se num local diferente e indicar a si mesmos como um corpo e assumir por si mesmos a autoridade de selecionar um pastor e diáconos e atender às ordenanças, isto é, batismo e a Ceia do Senhor.

Isso é feito numa base regular e contínua nas igrejas Batistas pelo país afora. O que está errado nisso? Vamos considerar isso, por exemplo.

Exemplo: O irmão e Sra. Swakley são salvos através do ministério da Igreja Batista de Shawnee. Ambos se submeteram ao batismo sob a autoridade de sua igreja. Após o batismo, eles são membros em boa consideração com o privilégio de participar de vários aspectos dos ministérios e atividades da igreja. Eles podem agora votar sobre questões trazidas por essa igreja. Eles podem ser servidos na Ceia do Senhor por aquela igreja e podem compartilhar da mesma em base regular enquanto forem membros em boa consideração. Eles NÃO podem, porém, tomar decisões pessoais e privativas pela igreja. Quaisquer decisões tomadas virão perante a igreja para discussão e consideração e são votadas por toda a membrania antes que qualquer ação seja tomada.

Agora, digamos que o irmão Swakley se mude para uma diferente cidade e não encontre uma igreja que ensine a Bíblia para frequentar; então ele decide (por sua conta) que ele reunirá alguns crentes e começará uma reunião de oração e companheirismo. Depois de algum tempo e consideração, o irmão e Sra. decidem que eles também podem ter uma igreja para aquela comunidade, então tomam a seguinte ação: Um pregador é chamado a pregar para eles com base regular. O pregador prega algumas vezes e alguém é salvo. Eles determinam que o novo crente deva ser batizado. O novo convertido é imerso em água do modo que eles usavam fazer na igreja anterior. Agora ele é membro dessa “igreja”.

A essa altura do drama, muita gente automaticamente e sem questionar chama a esse grupo de pessoas uma igreja. Mas se continuarmos nesse exemplo, logicamente, vemos que surgem alguns problemas. Em seguida tem algumas afirmativas e questões que, espero, mostrarão os problemas.

1. A que igreja esse casal pertence quando eles foram salvos e batizados? Resposta: À Igreja Batista Shawnee.

2. Por qual autoridade eles realizaram seus privilégios naquela igreja local? Pela autoridade da igreja local.

3. Quando eles se mudaram da comunidade da Igreja Batista Shawnee, onde estava sua membrania? Ela permaneceu na Igreja Batista Shawnee.

4. Havia algo errado com eles se encontrarem com outros crentes para orar e compartilhar? Absolutamente não!

5. Eles estavam errados de chamar um pregador para vir e pregar para eles? Não em sim! Mas uma atitude mental está sendo formada nesse momento, uma atitude de adoração e funcionamento como uma igreja.

6. Qual é agora o estatus da membrania dos Swakley na Igreja Batista de Shawnee? Continuando a ser membros, eles permanecessem obrigados com a igreja e estão sob sua autoridade. A distância não mudou isso. Os nomes não foram removidos pela falta de fidelidade à igreja. Não há modo de ter seu nome removido da lista de uma igreja.

7. Eles estavam errados por terem batizado o novo convertido? Sim. Tendo sua membrania na Igreja Batista de Shawnee, eles usurparam a autoridade desta igreja, acionando o batismo do novo convertido por conta própria.

8. Se eles tivessem vivido perto da esquina do local de reunião da Igreja Batista de Shawnee, eles teriam a mesma autoridade sobre si mesmos? Então o que faz com que eles tenham essa autoridade com a distância? A distância não muda a autoridade.

Você vê o que está acontecendo? A mesma coisa que aconteceu em Atos 15. Uma nova “seita” está sendo organizada e está se separando “de nós”.

9. Ao batizar o novo convertido, a autoridade para o batismo mudou da igreja para um indivíduo ou um fragmento. Tomar a decisão de batizar, seja feito por uma pessoa ou algumas, isso é usurpar a autoridade da igreja, porque se torna uma decisão arbitrária. Agora, a autoridade para o batismo, então, está no pregador? Alguns diriam que sim; mas se você observar o exemplo acima, a autoridade foi realmente assumida pelo Sr e Sra. Swakley.

O Sr. e Sra. Swakley agora decidiram votar sem consentimento da igreja a que eles pertencem. Lembrem-se, a distância não faz diferença na autoridade. O casal Swakley agora dividiram a Igreja Batista Shawnee separando-se deles e afirmando uma autoridade que não têm. Isso não é diferente dos dez homens de uma igreja se reunindo fora do prédio no estacionamento e tomando decisões pela igreja. Esses dez homens não têm autoridade para decidir quem será ou não batizado, porque se sua discussão determina que o Sr. Back seja batizado, eles primeiro devem trazê-lo diante da igreja antes do Sr. Back ser batizado. Isso é autoridade da igreja.

Se esses mesmos dez homens decidem assumir as questões da igreja por si mesmos e simplesmente ficar longe da Igreja Batista de Shawnee, eles ainda estarão errados pelos motivos abaixo:

  1. Estão errados por não frequentarem a igreja (Heb. 10:25).

  2. Estão errados por não darem satisfação à sua igreja (I Cor. 16:1).

  3. Estão errados por não visitarem sua igreja (2 Cor. 5:20).

Você pode perguntar por que eles não podem simplesmente pedir que seus nomes sejam retirados da lista da igreja de membros da Igreja Batista Shawnee. Isso pode ser feito, mas num aspecto negativo. É como dizer que você não mais concorda com a teologia ou o programa da igreja e não quer ser como eles ou ser uma parte deles.

Não apenas isso, mas se seu nome for removido de uma lista por solicitação, você ainda está se submetendo à autoridade da igreja e é considerado um membro disciplinado.

Também, se seu nome for removido da Igreja Batista de Shawnee por solicitação, a que igreja você pertence? Se você disser a nenhuma, então como você se torna membro de outra igreja?

Em nosso exemplo, a pessoa simplesmente se coloca na nova igreja e outros são acrescidos a seu acordo; portanto, a primeira pessoa a iniciar o trabalho se torna a autoridade para todas as ações da igreja. A autoridade fica completamente a essa pessoa.

Você não se torna membro de uma igreja local simplesmente declarando tal coisa. Você tem muitas pessoas na área de Harrison que afirmam serem membros da Primeira Igreja Batista, mas não são.

Assim vemos como inocentemente uma igreja pode ser fragmentada. Cristo é contra um cisma de igreja e isso é o que se desenvolve sob o exemplo dado.

UMA “IGREJA” TORNADA ESTRANHA

Porquanto ouvimos que alguns que saíram dentre nós vos perturbaram com palavras, e transtornaram as vossas almas, dizendo que deveis circuncidar-vos e guardar a lei, não lhes tendo nós dado mandamento” (Atos 15:24 – ACF).

Quando o seguinte exemplo for desenvolvido completamente, encontraremos um lindo prédio situado na esquina de alguma cidade em algum lugar, com pessoas frequentando regularmente e sendo batizadas regularmente e funcionando da mesma maneira como a Igreja Batista Shawnee antes mencionada.

Mas lembrem-se de que a autoridade para todas as questões da igreja vem de uma pessoa, a pessoa que mantém a bola rolando. Eles lhe dirão talvez que o pregador tem a autoridade para batizar, mas você me diga quem pediu ao pregador para vir e realizar o batismo e eu lhe direi que é o Sr. e/ou a Sra. Swakley. Então a autoridade para batizar, resolver as questões da igreja, ministrar a Ceia do Senhor, da disciplina da igreja, etc., vem dos Swakleys.

Essa igreja, ao invés de ser outra igreja Batista em outra esquina em outra cidade é uma igreja estranha, não uma igreja em termos gerais. Em que momento a Igreja Batista Shawnee votou para dar aos Swakleys (membros da Shawnee) permissão para se reunirem e conduzir os negócios da igreja? Em momento algum. Eles a assumiram. Eles a afirmaram. Sim, eles usurparam a autoridade de sua própria igreja, traíram essa igreja e se tornaram estranhos daquela igreja, assim como uma “seita” aconteceu em Atos 15.

UMA IGREJA ESTENDIDA

"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mateus 28:19 – ACF).

A Bíblia oferece um modo próprio de estender a igreja do Senhor Jesus Cristo para disseminar em todo o mundo Sua influência e Seu Evangelho. Isso, nos tempos modernos, é chamado de método “igreja mãe”. Você não encontrará essa frase nas Escrituras, mas o princípio é definidamente apresentado pelo exemplo especialmente no livro de Atos.

Autoridade Institucional – Um Princípio Bíblico

Por favor, consulte Deuteronômio 12 (ACF). Esse capítulo mostra um antigo princípio que era praticado por Israel pelo comando de Deus. Observe especialmente esses versículos:

Versículo 5: Mas o lugar que o SENHOR vosso Deus escolher de todas as vossas tribos, para ali pôr o seu nome, buscareis, para sua habitação, e ali vireis”.

Versículo 8: Não fareis conforme a tudo o que hoje fazemos aqui, cada qual tudo o que bem parece aos seus olhos”.

Versículo 13: Guarda-te, que não ofereças os teus holocaustos em todo o lugar que vires”;

Essa mesma autoridade é encontrada no Novo Testamento começando com a pregação de João o Batista e continuando por toda a era comumente chamada de era da igreja. João foi um homem “enviado por Deus” (João 1:33). Ele não só começou um ministério próprio, mas ele tinha a autoridade direta de Deus.

Essa autoridade continua em nosso tempo presente. A autoridade de João foi dada à igreja por Cristo (Mateus28:18-20 – ACF: 2011): “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder [e autoridade] no céu e na terra (18). Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (19); Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação do mundo [séculos]. Amém (20)”.

Essa autoridade continua em nossa época atual. A autoridade de João foi dada à igreja por Cristo (v.18 acima). Jesus E os Apóstolos tiveram o Batismo de João.

Nem Jesus nem qualquer dos apóstolos fizeram qualquer coisa a respeito da igreja até que foram batizados por João, assim o batismo de João carregava uma autoridade muito poderosa. Até os Fariseus queriam saber por qual autoridade Cristo fez as coisas que Ele fez (Ver Mateus 21:23). Jesus respondeu aos Fariseus com uma pergunta: O batismo de João, de onde era? Do céu, ou dos homens? E pensavam entre si, dizendo: Se dissermos: Do céu, ele nos dirá: Então por que não o crestes?” (Mateus 21:25 – ACF). Os Fariseus não conseguiram dizer a Jesus de onde era, ou viera a autoridade de João. Isso, porque eles se recusaram a reconhecer a autoridade Celestial (Ver Lucas 7:29-30).

De uma Igreja a Outra

O Padrão Bíblico

A igreja em Jerusalém foi a primeira igreja a existir. Quando foi descoberto que havia crentes em Samaria através da pregação de Felipe, a igreja em Jerusalém enviou Pedro e João e eles impuseram as mãos sobre os Samaritanos e eles receberam a manifestação do Espírito Santo [autoridade] assim como os crentes em Jerusalém a tinham recebido. Esse recebimento do Espírito Santo foi a sanção institucional de Deus. Isso foi necessário porque os Samaritanos pensavam que a autoridade de Deus já estava sobre eles. (Ver João 4:20).

Quando Saulo de Tarso foi salvo, ele estava indo para Damasco. [Ver Atos 9:1-19] Um homem chamado Ananias, que evidentemente estava filiado à igreja em Jerusalém (ver Versículo 13), [2] foi enviado (versículo 17) a Saulo para orar por ele e para que ele pudesse receber a visão e ser cheio do Espírito Santo. Assim, até o ministério de Paulo foi sancionado pela igreja em Jerusalém. Ele não era uma autoridade por si mesmo.

Quando Paulo e Silas estavam para começar sua primeira viagem missionária, eles foram enviados pela igreja em Antioquia e quando eles voltaram de sua jornada missionária, eles se reportaram à igreja em Antioquia. Isso porque eles não eram ministros por si mesmos, mas seu ministério existia através da igreja local. Paulo nos ensina em Efésios 3:21 que Deus recebe glória somente através da igreja.

Assim, em todas as eras uma linha contínua de batismos autoritativos tem existido até nos nossos dias.

Se uma pessoa, então, começa um ministério sem a expressa autoridade de uma igreja existente do Senhor Jesus Cristo, então ele é um ministro de si mesmo e dividiu a igreja do Senhor e causou um cisma, o que o Senhor odeia. Ele se tornou uma “denominação” própria sua e seu ministério não é aprovado por Deus. Ele assumiu uma autoridade por si mesmo, apesar do padrão que Deus deixou nas Escrituras tantas e repetidas vezes.

Que Deus nos abençoe enquanto disseminamos o Evangelho por meio das igrejas do Senhor Jesus Cristo. Ele prometeu que independente de quanto dure o mundo, os portões do Inferno não prevalecerão contra a igreja do Senhor. Então, a autoridade de Deus continua por toda a história desde o tempo de Cristo. Todo o trabalhador espiritual deve ter muito cuidado para estar certo de que essa autoridade seja assumida com responsabilidade para não usurpar a autoridade das igrejas de Cristo (Efésios 3:21).

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Notas:

[1] O ancião Batista Ronnie Wolfe deu graciosamente permissão para incluir esse excelente artigo como um apêndice a esse volume.

[2] Se Ananias era um membro da igreja em Jerusalém ou da igreja em Damasco está além da questão. A questão: ele era membro de uma igreja do Novo Testamento e agia pela autoridade da igreja. Parece da mesma forma que Ananias tinha sido um membro da igreja em Jerusalém e consequentemente ouviu sobre as crueldades perpetradas por Saulo contra a igreja do Senhor. Parece provável que no tempo da conversão de Saulo, Ananias era um membro da Igreja em Damasco. Está claro que ele era, nesse tempo, residente em Damasco. Parece que ele levou Saulo a se encontrar “com os discípulos que estavam em Damasco”, pois encontramos Saulo se reunindo com eles (Atos 9:19). Obviamente, Ananias tinha autoridade desde ele não pusesse suas mãos sobre Saulo resultando que Saulo receberia o Espírito Santo, mas Ananias também o batizou. Alguns pensam que ele era um dos setenta discípulos. Escritores extrabíblicos dizem que ele era pastor da igreja em Damasco. Isso parece altamente provável, mas não é absolutamente certo (CAP).



Notas sobre o Uso do Termo “Igreja Mãe”

Por Curtis A. Pugh

Alguns irmãos objetam sobre o uso do termo “Igreja Mãe”. Eles estão corretos em sua questão, pois o termo não é usado nas Escrituras, nem palavras como “arrebatamento”, “apostas”, “estupro”, etc., mas os conceitos são considerados, não obstante. Muitos estudiosos, incluindo o não Batista R. C. H. Lenski, defendeu que João dirigiu a carta que chamamos de II João a uma igreja sob o apelido de “senhora eleita” com “filhos” (v.1). (“Senhora” em lugar algum é usada como mulher na Bíblia, a não ser aqui). Essa “senhora eleita” tinha uma “irmã eleita” que também tinha “filhos” (v.13). Se essa visão é correta, não há questionamento quanto à adequação do termo “igreja mãe”.

Além disso, o falso sistema de igreja recebe o nome “Mãe de Feiticeiras”. “Enquanto nos desassociamos completamente dela, não obstante, o conceito de maternidade em relação às igrejas, embora falsas, é estabelecido claramente nesse exemplo”. Parece claro que o conceito de cada igreja sendo ou tendo a capacidade de ser uma “mãe” é Bíblico, mesmo o próprio termo não sendo usado. O leitor observará que as igrejas se assemelham a uma “noiva”. Certamente o padrão Bíblico é que nenhuma igreja seja estabelecida sem prévia “ligação eclesiástica” ou autoridade de uma igreja já existente.



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Tradução e Revisão: Jeanne Borgerth Duarte Rangel

Segunda Revisão: Glailson Braga



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